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Opinião | Cláudio Brito Opinião

Dia da Verdade

Por Cláudio Brito
Publicado em: 07.04.2021 às 03:00 Última atualização: 07.04.2021 às 09:18

Hoje, 7 de abril, é o Dia da Verdade. Pura, nua e crua, sem rodeios e longe de falcatruas. Pau é pau, pedra é pedra e pronto, acabou. Assim é a verdade sobre todas as coisas. Elejo a data como sendo a dedicada à celebração da verdade. Sendo boa ou ruim a notícia, o que importa é que seja retrato fiel da verdade. Nada é mais degradante que a mentira servindo de lastro para a existência. Sempre a verdade, seja ela qual for.

Digo que o dia é hoje porque hoje é o Dia do Jornalista. Bem assim, o dia dedicado aos jornalistas e ao jornalismo tem como referência e coincidência a mais pura expressão da verdade. Faz pouco mais de 50 anos que me dedico ao jornalismo e hoje, como nunca, vejo o valor que tem a verdade para o exercício da profissão que abracei há mais de meio século.

Como nunca, mostra-se relevante a atitude do profissional que despreza as mentiras e realiza a sagrada tarefa de levar ao público a verdade estrita sobre todos os fatos, derrotando e desprezando as falsas notícias, que apenas cumprem o propósito de confundirem ou dominarem o cotidiano.

Hoje é o Dia do Jornalista, por causa da defesa da verdade. Era ainda o tempo do Império e o médico e jornalista Líbero Badaró, em São Paulo, em razão de defender as verdades que descontentavam ao Imperador, foi censurado, perseguido e assassinado, em 1830. Um ano depois, em 7 de abril, D. Pedro I abdicou. A data foi usada para lembrar a luta de Badaró e, um século depois, a Associação Brasileira de Imprensa chancelou como Dia do Jornalista a data da vitória da verdade sobre as mazelas e mentiras imperiais.

Agora, em plena pandemia, vive-se um período em que muitos dizem o que bem entendem e difundem mentiras criminosamente, cabendo ao jornalista a apuração e difusão do que seja verdadeiro, missão muitas vezes marcada por sobressaltos, violência e desencanto, mas quase sempre recompensada pela satisfação de ver a cidadania, ao final, muito bem informada e assim capacitada a discernir, argumentar e decidir com apoio na verdade, tão somente na verdade.

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