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Opinião | Cláudio Brito Opinião

Agora, devagar e sempre

Por Cláudio Brito
Última atualização: 22.03.2020 às 16:01

Não seria correto e nem assumiria o comportamento de um desavisado irresponsável em dizer que uma histeria coletiva tomou conta de nós desde que a Organização Mundial da Saúde definiu como pandemia o evento coronavírus. Ninguém foi adequado ao insistir nadar ou remar contra a maré. O que recolho do momento que ora experimentamos é o ensinamento de que sempre deveria ser assim, com todos os cuidados que agora ocupam nossas regras diárias. Lavar as mãos, não tossir ou espirrar diante e próximos uns dos outros, buscar os serviços especializados logo aos primeiros sintomas, especialmente a febre e a dificuldade respiratória são condutas que devemos cumprir permanentemente e com todo o rigor.

Louvo todas as providências adotadas por órgãos públicos, empresas, escolas, clubes e todas as instituições responsáveis pelo bem viver da sociedade. E que todos sempre saibamos o papel que toca a cada um. Cuidados e proteção nunca serão demais. O que ainda eu quero ver é depois das quarentenas, que nem são mais de quarenta dias. Tanto ao que nos cabe individualmente realizar, como e principalmente ao que deve ser resposta oficial.

Não é a falta de álcool em gel que deve preocupar. O que deve alertar nossos governantes é a falta de aparelhos respiradores ou mesmo de leitos hospitalares, vacinas que não são ministradas e outras tantas lacunas que todos conhecemos. E sobre vacinas, por sinal, cabe lembrar das campanhas que não atingem seus objetivos, pois muitos pais seguem a vida sem levarem seus filhos à vacinação. Vejamos os números do sarampo: em 2018, morreram 142 mil pessoas no mundo, pelo sarampo. Se quisermos falar de Brasil, só agora, em 2020, já morreram 32 pessoas no País por causa da dengue, conhecida há 15 anos. Onde falhamos?

Todos os cuidados ensinados em cada surto foram logo esquecidos? É aí que eu me refiro, como diria o Joca Martins. Vamos fazer valer tudo o que aprendermos com o coronavírus, mas que além do agora, pensemos no sempre. E tudo isso sem tumultos ou pandemônio, que já nos basta a pandemia. Devagar e sempre. É verdade que 150 mil pessoas foram infectadas pelo coronavírus no mundo, com um balanço de 5 mil mortos até agora. E isso nos assusta com razão, mas também devemos estar atentos com o surto de dengue nas Américas em 2019, com mais de 3 milhões de infectados por mosquitos e mais de 1,5 mil mortes no mesmo período. É o que nos recomenda a agirmos permanentemente.

 

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