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Grêmio em sinal de alerta

Por Nando Gross
Publicado em: 19.06.2021 às 06:20 Última atualização: 19.06.2021 às 11:15

Esta é a pior largada no Grêmio no Brasileirão desde 2003, quando foi implantado o modelo de pontos corridos no País. O Grêmio trocou de técnico, mas o fato é que ao invés de melhorar piorou em relação ao período final de Renato. O sucesso no Gauchão está muito na conta da desorganização do maior rival e ainda do legado de Renato no ambiente Gre-Nal. Na Copa Sul-Americana, até o momento o Grêmio só pegou adversários inexpressivos, já no Brasileirão, que a turma é outra, o time gremista perdeu para os reservas do Ceará, Athletico-PR e Sport, marcou apenas dois gols e sofreu cinco. Isto jamais tinha acontecido e mesmo sendo apenas o começo, o fato de estar na lanterna do campeonato e consequentemente na zona de rebaixamento, causa enorme desconforto na diretoria gremista. Tiago Nunes precisa agir.

Involução

Coletivamente o Grêmio involuiu e o processo de renovação da equipe e do aproveitamento mais rápido das categorias de base, anunciado pela diretoria, já ficou para trás. Fernando Henrique, a maior promessa do meio-campo gremista desde Arthur, simplesmente foi mandado de volta para o chamado "time de transição". Paulo Victor voltou a ser opção no gol e Vanderson, promessa da base para a lateral direita, está congelado no banco de reservas. A maioridade profissional no Grêmio começa aos 23 anos.

Oportuno não é oportunismo

Questionado sobre aproveitamento dos jogadores da base com mais efetividade, Tiago Nunes adjetivou a pergunta do repórter como "oportunista". Quando outro colega questionou a opção por Paulo Victor e a sua falha no gol, indagou se ele era goleiro para dizer que havia acontecido falha. O trabalho jornalístico é exatamente perguntar em cima dos fatos o que Tiago definiu como "oportunismo". Se ninguém na coletiva tivesse perguntado sobre Paulo Victor, o torcedor gremista não estaria representado.

O técnico do Inter

Vice de futebol do Inter, João Patrício Herrmann, na 103.3 ABC FM: "É evidente que se tivéssemos um treinador experiente, que conhecesse o elenco, que trabalhasse no Brasil há bastante tempo e conhecesse o Internacional, seria o ideal. Estamos buscando nomes que tenham as características mais próximas do que entendemos de futebol, mas algumas adaptações e flexibilizações terão de ser feitas." Importante.

Inter e as redes

João Patrício Herrmann falou também sobre o ambiente de guerra que vive o clube nas redes sociais: "muita coisa ruim entra na cabeça dos atletas e influencia no rendimento de cada um, não é por isso que o time ganha ou perde, mas a rede social tem muita força e precisamos cuidar para que ela não entre muito forte em nosso ambiente." O fato é que parece que o clube terá eleição na semana que vem.

Demitido duas vezes

Walter Feldman foi demitido duas vezes da CBF em menos de duas semanas, primeiro por Rogério Caboclo, depois reconduzido ao cargo pelo Coronel Nunes, presidente em exercício que agora assinou a sua demissão. Feldman era secretário-geral desde 2015 e buscava uma maior aproximação com os clubes, inclusive esteve presente na reunião que criou a liga que vai organizar o Brasileirão. Dançou.

Abismo de qualidade

É abismal a diferença de qualidade nos jogos que estamos vendo na Copa América e na Eurocopa. Não há como o Brasil ter um parâmetro real do seu potencial enfrentando seleções claramente inferiores. Mesmo que a Argentina seja uma decepção, há muito não se via uma diferença tão grande entre o Brasil e os demais. Na Eurocopa estamos vendo exatamente o contrário, com várias equipes jogando em alto nível.


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