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Notícias | Rio Grande do Sul Entrevista na Rádio ABC

Estado planeja vacinar adolescentes entre 12 e 17 anos, afirma secretária de Saúde

Arita Bergmann diz que Rio Grande do Sul está pleiteando vacinas da Pfizer para vacinar adolescentes

Por Bruna Mattana
Publicado em: 15.06.2021 às 12:12 Última atualização: 15.06.2021 às 15:44

Arita Bergmann, secretária estadual da Saúde
O governo do Estado planeja vacinar contra a Covid-19 os adolescentes com idade entre 12 e 17 anos, população estimada em 1,2 milhão de pessoas. A medida passou a fazer parte das discussões da Secretaria Estadual da Saúde (SES) depois que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) autorizou o uso do imunizante da Pfizer para crianças acima de 12 anos

"Queremos vacinar os adolescentes de 12 a 17 anos. Se não todos, ao menos aqueles com comorbidades ou deficiência permanente", destacou a secretária de Saúde do Estado, Arita Bergmann, em entrevista à Rádio ABC 103.3 fm na manhã desta terça-feira (15). Arita, entretanto, não forneceu mais informações sobre como será a estratégia adotada pelo Piratini. O governo federal também não sinalizou quando pretende iniciar a imunização deste grupo.

A secretária confirmou que o Rio Grande do Sul deve concluir a aplicação da primeira dose da vacina contra a Covid-19 até 30 de setembro deste ano  – prazo anunciado no dia 5 deste mês pelo governador Eduardo Leite. "Estamos com um ritmo de vacinação acelerado. Talvez até possamos ser mais otimistas, mas vai depender do cumprimento do Ministério da Saúde na entrega das doses." O Estado espera receber cerca de 2 milhões e 200 mil imunizantes/mês até setembro. 

Clique e escute, na íntegra, a entrevista dasecretária da Saúde, Arita Bergmann, à Rádio ABC 103.3 fm

Até esta manhã, conforme a plataforma de vacinas da SES/RS, o Estado já havia aplicado 5.442.960 doses de vacinas contra Covid, sendo 1.630.977 da segunda dose. 

A secretária de Saúde reforçou ainda a importância de se continuar usando máscara, mesmo pessoas que já tenham completado a imunização. "Pessoas vacinadas podem ter ainda Covid. Não na gravidade que teriam se não tivessem sido vacinadas. Tanto é que se observa hoje, pelas internações hospitalares, e já temos dados nesse sentido, que as pessoas que mais internam são as pessoas mais jovens, pois são as que estão se descuidando."

Segundo Arita, houve um aumento gradativo nos indicadores que controlam o avanço da doença no Estado. "Qualquer subida significa que algumas regiões já estão igual ao período de março. O alerta está aceso. Nós estamos contando muito com os comitês técnicos regionais, com os prefeitos de cada uma das regiões para que haja mais restrição de circulação, adoção de protocolos mais rígidos."

Aprendizado no último ano

Arita avaliou ainda o último ano como de grande aprendizado, no qual foi observado à solidariedade, participação dos gestores, dos secretários de saúde, da Federação das Associações de Municípios do Rio Grande do Sul (Famurs).

"A evolução da pandemia teve vários ciclos, como esse que estamos vivendo hoje. De um modo geral, podemos dizer que temos ganhos, mas temos perdas importantes. Ganhos no sentido de que conseguimos estruturar uma rede, principalmente de leitos de UTI. Mais do que dobramos o leitos de UTI Covid. Abrimos hospitais especialmente para atendimento de pacientes Covid. Estamos conseguindo vacinar dentro do ritmo da vacinação do Ministério da Saúde."

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