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Notícias | Região PROJETO PC POR ELAS

Curso resgata autoestima de mulheres através da defesa pessoal

60 mulheres de Novo Hamburgo já aprenderam técnicas para reagir em caso de agressão em casa

Por Adriana Lima
Publicado em: 25.06.2022 às 21:15 Última atualização: 26.06.2022 às 13:31

Um curso para aprender a se defender em casa e a reerguer a autoestima: este é o objetivo do projeto PC por Elas, uma iniciativa da Polícia Civil através da Delegacia Especializada no Atendimento à Mulher (Deam) de Novo Hamburgo, coordenada pela delegada Raquel Peixoto, e da Procuradoria Especial da Mulher da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo, que traz aulas de defesa pessoal desde julho de 2021 e recebe inscrições de mais participantes do Município.

 

Voluntárias da Rede Lilás, policias civis e instrutores de defesa pessoal participam do projeto PC por elas
Voluntárias da Rede Lilás, policias civis e instrutores de defesa pessoal participam do projeto PC por elas Foto: Daniele Souza/CMNH

Já passaram pelo curso 60 mulheres, boa parte delas vítimas de violência doméstica. As aulas são gratuitas e ocorrem em quatro pontos diferentes da cidade, com apoio de parceiros. Para se inscrever, é preciso se cadastrar pelo WhatsApp da Rede Lilás no (51) 3594-0560.

A servidora Carolyne Andersson, responsável pela Procuradoria Especial da Mulher, destaca que não é preciso ter medida protetiva e nem registro de ocorrência da violência doméstica. “A ideia principal é que as vítimas que passaram pela Deam façam as aulas, mas há convívio com outras, uma não sabe da outra, e aos poucos elas trocam experiências, conversam, se tornam amigas. Algumas delas, a partir das aulas, é que entenderam que sofriam abuso e fizeram a denúncia, então é para qualquer mulher”, destaca. O PC Por Elas também auxilia no apoio psicológico.

Locais e horários

Carolyne explica que algumas das aulas são com policiais e instrutores de defesa pessoal e outras apenas com os instrutores habilitados. Participam apenas as mulheres inscritas e uma turma já fez até a formatura. Cada ciclo tem, em média, 10 aulas, mas cada caso é analisado.

As aulas acontecem uma vez por semana e tem duração de cerca de uma hora. Nas terças à noite são realizadas no bairro Canudos (19h); nas quartas de tarde (15h) no Loteamento Kephas; nas sextas (15h30) ocorrem na Santo Afonso e na quintas-feiras à noite (19h30) no bairro Rio Branco. Em média, oito alunas participam de cada aula.

Carolyne ainda ressalta que o projeto não tem como foco o ataque. “A delegada Raquel frisa bastante que o objetivo é se defender, até porque é preciso bastante treinamento, até mesmo para o cérebro gravar e aprender corretamente os movimentos, mas o principal resultado é principalmente na autoestima. Muitas disseram que saíram da depressão, elas se identificam umas com as outras, criam uma rede de fortalecimento, de empoderamento, passam a entender o seu limite, o que podem ou não suportar”, finaliza.

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