Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | Região PERÍCIA DO IGP

Dono de empresa de chope é indiciado por homicídio culposo após explosão de barril em Campo Bom

Perícia do IGP constatou um defeito na válvula reguladora de pressão; acidente em setembro de 2021 matou Gilson do Nascimento

Por Redação
Publicado em: 30.05.2022 às 16:53 Última atualização: 30.05.2022 às 17:02

O proprietário da empresa Chopp Express, que comercializou o barril de chope que explodiu e causou a morte de Gilson do Nascimento, foi indiciado por homicídio culposo (quando não há intenção de matar). A perícia foi concluída pelo Instituto-Geral de Perícias (IGP), que constatou um defeito na válvula reguladora de pressão ligada ao cilindro de gás carbônico que impulsiona a liberação da bebida do barril.

Perícia do IGP constatou um defeito na válvula reguladora de pressão ligada ao cilindro
Perícia do IGP constatou um defeito na válvula reguladora de pressão ligada ao cilindro Foto: IGP
A pena em caso de condenação varia de 1 a 3 anos. O acusado responderá em liberdade. As informações foram divulgadas pela Polícia Civil e pelo IGP em coletiva de imprensa no início da tarde desta segunda-feira (30).

O empresário de 43 anos morreu em Campo Bom em 17 de setembro de 2021, dia em que comemoraria seu aniversário. De acordo com o delegado Clóvis Nei, "a causa da morte foi hemorragia interna, onde a vítima teve múltiplas fratura nos antebraços, na mão, esmagamento de órgãos internos, devido à violência do impacto, além de lesão maxilar" em razão da força com que o barril explodiu.

Um vídeo que foi anexado ao inquérito policial, segundo o delegado, mostra que a esposa da vítima e o homem já tinham percebido um defeito no barril. "No vídeo, ela falava com o comerciante do chope dizendo desse problema, que já era um indicativo desse excesso de pressão que havia nesse barril". As orientações do proprietário foram que a vítima fechasse o cilindro de CO² e abrisse a válvula, ação que causou o acidente. 

Conforme o delegado, houve negligência por parte do dono da empresa pois o casal o chamou. Ele não chegou a tempo, apenas passou as orientações por telefone. Sobre o indiciamento ser feito por homicídio culposo, Clóvis Nei explica que "é bem claro que foi a falta de manutenção, não tem um dolo eventual nesse caso". A manutenção dos equipamentos não eram registrada desde 2016 e, segundo a Polícia, eram feitas pelo proprietário e não por uma empresa especializada. 

Defesa

O advogado José Adelmo de Oliveira, que representa o proprietário da empresa Chopp Express, afirmou que vai se manifestar assim que tiver acesso ao teor dos laudos periciais e do inquérito policial.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.