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Notícias | Região Política

Com aval do prefeito, vereadores de Cachoeirinha abrem processo de impeachment contra Miki e Maurício

Pedido apresentado por advogado foi aprovado com folga no Legislativo; Miki diz que apoia investigação

Publicado em: 29.06.2021 às 22:03 Última atualização: 30.06.2021 às 10:22

O prefeito reeleito de Cachoeirinha, Miki Breier (PSB), e o vice, Maurício Medeiros (MDB), serão investigados por uma Comissão Processante aprovada nesta terça-feira (29) à noite pela Câmara de Vereadores. O inusitado é que horas antes da sessão o prefeito divulgou vídeo nas redes sociais dizendo que apoia a investigação e pedindo que os vereadores aliados votassem a favor da abertura da Comissão, que pode resultar em um processo de impeachment. "Não tenho medo de questionamentos e julgamentos", disse Miki.

Prefeito divulgou vídeo nas redes sociais dizendo que apoia a investigação e pedindo que os vereadores aliados votassem a favor da abertura da CPI Foto: Reprodução

O pedido de impeachment do prefeito e do vice foi apresentado pelo advogado Luiz Henrique da Fonseca. Ele cita possíveis irregularidades no Hospital de Campanha e possíveis casos de sobrepreço no contrato de iluminação pública, superfaturamento no contrato com a empresa SKM e as indenizações recebidas por prefeito e vice no fim do primeiro mandato, em dezembro de 2020. tanto Miki quanto o vice negam que tenha havido irregularidades.

A sessão desta terça-feira teve protesto no lado de fora da Câmara e dança das cadeiras no plenário. Apoiadores do PSL, da Rede e do Cidadania manifestaram apoio à investigação e contra o prefeito. No plenário, Major Dias (MDB) deixou a Secretaria de Sustentabilidade e Desenvolvimento Econômico para reassumir sua vaga e Wilson Moreira (PP) assumiu no lugar de Marco Barbosa (PP), que é cunhado do prefeito.

A sessão foi tensa e começou com debate entre os vereadores sobre a ocupação da Câmara. Após a leitura do pedido, repercutiu o vídeo do prefeito apoiando a investigação. Segundo Miki, a CPI "vai mostrar que não há irregularidades". "Não tenho medo de enfrentar ataques baixos e mentirosos. Por isso, pedi aos vereadores da minha base de apoio na Câmara que aceitem a abertura do processo de impeachment contra mim", frisou. "Também peço que a população acompanhe o processo para que não paire nenhuma dúvida sobre minha conduta e para que conheçam a conduta daqueles que agem de má-fé", acrescentou.

Diante do pedido do prefeito, além da bancada de oposição, todos os integrantes da base aliada votaram pela abertura de mais um processo de impeachment em Cachoeirinha. Uma comissão processante foi instaurada e terá 90 dias para apresentar resultados. Foram escolhidos por sorteio os vereadores Paulinho da Farmácia (PDT), Cristian Wassen (MDB) e Jordan Protetor (PDT). Brinaldo Mesquita (MDB) alegou problemas de saúde e Gilson Stuart (PSB) alegou já participar de muitas comissões legislativas.

Votaram a favor da CPI Brinaldo Mesquita (MDB), Cristian Wassen (MDB), David Almansa (PT), Deoclécio Melo (Solidariedade), Edson Cordeiro (Republicanos), Felisberto Xavier (PSD), Fernando Medeiros (PDT), Gelson Braga, (PSB), Gilson Stuart (PSB), Juca Soares (PSD), Jordan Protetor (PDT), Mano do Parque (PSL), Major Dias (MDB), Nelson Martini (PTB), Paulinho da Farmácia (PDT) e Wilson Moreira (PP).

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