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Notícias | Região Escassez

Captação de água para indústria e agricultura é retomada no Rio Gravataí

Depois de quatro dias de retirada de água suspensa para usos diferentes do abastecimento público, as bombas podem ser ligadas. Com a seca, produção industrial chegou a cair 30%, mas nem todos sentiram os efeitos da estiagem

Por Eduardo Torres
Última atualização: 12.02.2020 às 09:25

Empresas como a Astória, em Gravataí reduziram em 30% a produção no últimos dias. Quem recebe água da Corsan para a produção, não foi impactado Foto: Divulgação
Depois de quatro dias de proibição para captações de água no Rio Gravataí para indústria e agricultura, nesta quarta, com a régua marcando 1m40cm na estação de captação da Corsan, em Alvorada, estão novamente liberadas as retiradas de água para usos que não sejam o abastecimento público. A vazão do rio, depois da chuva do final de semana, também recuperou-se em Gravataí, e as indústrias foram liberadas para retomarem seus índices normais de despejo de efluentes no manancial.

Diante da crise hídrica, empresas como a Astória, que tem ponto de captação direta no Rio Gravataí próximo da região do Caça e Pesca, registraram nos últimos dias uma redução de 30% na produção.

"O circuito de água da empresa é fechado, só utilizamos água do rio para completar a perda pela evaporação, mesmo assim, reduzimos a produção em 30%, seguindo determinação da Fepam", diz o diretor da empresa, Fernando Justo.

Apesar da garantia da Fepam e da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Sema) de que, desde sábado, equipes e fiscalização têm percorrido o rio e agido na educação dos usuários para que cumpram a portaria publicada na última sexta (7), a suspensão das retiradas de água para usos diferentes do abastecimento público não prejudicou a todas as produções.

Conforme a assessoria de imprensa da GM, não houve redução no Complexo Automotivo nos últimos dias. É que a maior parte da água utilizada pela indústria é fornecida pela Corsan, que destina pelo meno 9% da sua produção de água tratada para a indústria, e não para o abastecimento da população. Este percentual não foi atingido pela restrição de uso da água dos últimos dias.

"Neste período de estiagem no Rio Grande do Sul, a empresa está acompanhando de perto a situação junto à Corsan, seu fornecedor de água, e seguindo rigorosamente todas as normas estabelecidas pelo órgão. Até o momento, não houve impacto na produtividade da empresa por conta do nível do Rio Gravataí", confirma uma nota da GM.

No sábado, antes de a chuva dar um alívio ao rio, equipes da Fepam fecharam três bombas de irrigantes na região das nascentes do Gravataí. A assessoria de imprensa da Sema confirma que as equipes seguiram atuando na região mais como forma educativa, e que não houve indústrias autuadas por eventual descumprimento da medida adotada a partir da última sexta.

Os fiscais receberam ainda reforços de um drone. A partir desta quarta, o Comando Ambiental da Brigada Militar também utilizará helicóptero no monitoramento da bacia hidrográfica do Rio Gravataí.

Conforme a portaria publicada pela Sema no dia 7, quando o nível do Rio Gravataí baixar de 1m30cm ele é considerado em nível crítico na estação de captação da Corsan em Alvorada, e as retiradas de água para usos diferentes do abastecimento público devem ser suspensas. Entre 1m30cm e 1m60cm, o nível é considerado de alerta, aí, as captações tornam-se intermitentes. É o caso desde domingo. As captações mantiveram-se suspensas por três dias e hoje foram novamente autorizadas. Se o rio se mantiver neste nível, as retiradas de água seguem liberadas na quinta (13).

O rio só será considerado em nível normal, e fora de risco de racionamento para a população, quando ultrapassar 1m60cm na régua de Alvorada.

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