Publicidade
Acompanhe:
Notícias | Região Paralisação

"Está faltando vontade política para que a Petrobras permaneça em Canoas"

Funcionários da Refap deram início, na manhã deste sábado (1º), a greve, por tempo indeterminado, na Refinaria Alberto Pasqualini. Presidente do Sindipetro-RS, Fernando Maia esteve no local conversando com os trabalhadores. Conforme ele, não basta só a vontade dos operários para que o quadro de venda iminente da Refap seja revertido

Última atualização: 01.02.2020 às 08:57

Funcionários deixaram a refinaria na manhã deste sábado (1º) ao invés de entrar Foto: LEANDRO DOMINGOS/GES-ESPECIAL
Teve início na madrugada deste sábado (1º) a paralisação dos funcionários da Petrobras, em Canoas. Logo no começo da manhã, representantes do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul (Sindipetro-RS) marcaram presença em frente a Refinaria Alberto Pasqualini (Refap) para conversar com os trabalhadores. O que se viu foi o movimento contrário aquele que é visto todos os dias. Ao invés de entrarem na empresa, os operários deixaram o portão em direção a sede sindical na cidade.

De acordo com o presidente do Sindipetro-RS, há vontade de sobra por parte dos operários para que a Refap fique em Canoas, no entanto é preciso mais para reverter o quadro da iminente venda da empresa. "Está faltando vontade política para que a Petrobras permaneça em Canoas", afirmou Fernando Maia. "É necessário que o nosso governador [Eduardo Leite], com o apoio do prefeito [Luiz Carlos Busato], compre também esta briga", ressaltou. Conforme Maia, a saída da Petrobras de Canoas deve representar uma perda de mais de R$ 130 milhões aos cofres do município, além de um prejuízo ainda maior para o Estado.

Mobilização é contra a demissão em massa

A greve dos petroleiros é nacional e foi alavancada pela Federação Única dos Petroleiros (FUP) como resposta a recente demissão em massa de mil funcionários da Fábrica de Fertilizantes Nitrogenados (Fafen), no Paraná. É que lá houve quebra no Acordo Coletivo de Trabalho (ACT), segundo os representantes da categoria. O objetivo do Sindicato dos Petroleiros do Rio Grande do Sul é impedir que o mesmo aconteça com os 700 funcionários diretos e outros 800 que hoje trabalham na Refap. "Só queremos garantir que cada um dos trabalhadores receba o tratamento e os direitos que tem", defende o diretor do Sindipetro-RS, Dary Beck Filho. 

Petrobras já disse ser contra o movimento

Em nota encaminhada no meio da semana, a Petrobras afirmou que considera o movimento grevista "descabido", apontando que as justificativas "são infundadas e não preenchem os requisitos legais para o exercício do direito de greve". "Os compromissos pactuados entre as partes vêm sendo integralmente cumpridos pela Petrobras em todos os temas destacados pelos sindicatos", alegou.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.