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Notícias | Região Investimento

Gravataí inaugura nova usina com capacidade para produzir 40% mais asfalto

Estimativa é de que novo equipamento de produção de asfalto gere 20% de economia em obras de pavimentação. Antiga usina é símbolo da "herança" da CDG, que ainda deixa rombo de R$ 6 milhões nos cofres da prefeitura

Por Eduardo Torres
Última atualização: 09.10.2019 às 13:22

Prefeitura investiu R$ 1,3 milhão no novo equipamento Foto: Fernando Lopes/GES
Na prática, foram investidos R$ 1,3 milhão, provenientes de um financiamento obtido pela prefeitura de Gravataí junto ao Banco do Brasil, para a compra de novos equipamentos que vão gerar um aumento de 40% na capacidade de produção e uma estimativa de pelo menos 20% de economia no custo de obras de asfaltamento e pavimentação da cidade. Os números apresentam a nova usina de asfalto inaugurada na manhã desta quarta (9), às margens da RS-118, no mesmo terreno onde a produção de asfalto funciona em Gravataí há 25 anos.

"Essa inauguração só foi possível porque tivemos responsabilidade fiscal, gestão e transparência com o dinheiro público. Em três anos, e tendo um terço dos nossos recursos comprometidos com dívidas, fizemos mais do que foi feito em 30 anos na cidade. E este é um empreendimento que não é para o meu governo, porque só vou usufruir da nova usina por 15 meses. É para a cidade, com prazo de utilidade no mínimo de 30 anos", discursou o prefeito Marco Alba (MDB) no evento que tinha como plateia os vereadores da base do governo, funcionários e parte do secretariado.

É que a inauguração dos novos equipamentos foi muito além da prática de economia para obras públicas. A antiga usina, que ainda tem seu maquinário antigo em funcionamento, é o símbolo de uma das maias fracassadas medidas de antigos governos da cidade. A produção de asfalto deveria ser o carro-chefe da Companhia de Desenvolvimento de Gravataí (CDG), criada em 2005, durante o governo Sérgio Stasinski (PV). Virou alvo de diversas penhoras como resultado de ações trabalhistas para cobrar uma dívida que, em 2012, acumulava R$ 10 milhões e, estima a prefeitura, ainda representa R$ 6 milhões de "herança" aos cofres públicos. Montante que só deve ser liquidado em 2024.

"Incontáveis vezes esta usina esteve penhorada, recebemos equipamentos completamente sucateados e foi um esforço gigantesco para fazer funcionar. Tornou-se o símbolo de como não fazer gestão pública", diz o atual diretor-presidente Luiz Zaffalon.

Secretário Paulo Martins relata dificuldades na recuperação com fornecedores Foto: Fernando Lopes/GES
Em 2012, ele ocupou outras pastas na gestão do município e agora foi o responsável pela licença ambiental da nova usina que, durante toda a gestão da CDG, funcionou sem as licenças adequadas. O projeto da CDG previa que, sendo uma empresa, ela conseguiria negociações mais econômicas com fornecedores de materiais para produzir asfalto. O que nunca aconteceu. Somente para retomar o andamento da antiga usina, a prefeitura gastou o equivalente a três usinas. E o que é pior, a relação do município com estes fornecedores ainda não foi plenamente estabelecida.

"É muito difícil recuperar a relação com os fornecedores, muitas vezes a compra dos insumos precisa ser feita quase a vista, em condições muito mais apertadas do que poderia ser, principalmente com os fornecedores de derivados de petróleo", explica o secretário municipal de Obras, Paulo Martins.

Para produzir o asfalto, são comprados CAP (que é um derivado do petróleo), pedrisco (brita pura), pó de pedra, além de xisto e óleo diesel, que fazem a máquina funcionar.

Produção mais moderna

O encerramento da antiga usina não será imediato. Primeiro será preciso acabar com o que ainda há de insumos para aquela produção. Com a nova usina a pleno, a estimativa é de que a produção de asfalto suba de 60 toneladas por hora para 100 toneladas por hora.

Prefeito conheceu a cabine de controle da usina Foto: Fernando Lopes/GES
"Com o equipamento antigo, ainda temos muita perda de material. Ainda assim, produzimos em torno de três mil toneladas de asfalto por mês. Na nova usina, a gestão dos insumos é muito mais moderna e econômica", explica o secretário.

Uma amostra disso foi vista na inauguração. Para ligar o equipamento fornecido pela empresa Bonafer Máquinas e Equipamentos, o prefeito subiu em uma cabine de controle com computadores que demonstravam detalhadamente o funcionamento interno da máquina. Segundo Martins, trata-se de um software que regula a mistura e evita perdas, além de garantir a reutilização de eventuais sobras da produção.

A usina de asfalto envolve, no trabalho direto, quatro funcionários. São 22 no total, incluindo os que fazem o serviço externo de tapa-buracos e recapeamento de ruas. De acordo com o secretário, 90% deles são terceirizados.

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