Publicidade
Botão de Assistente virtual
Notícias | País APÓS PERÍCIA

Avião com corpos de Bruno e Dom deixa Brasília

Perícia nos restos mortais do indigenista e do jornalista foi concluída na quarta-feira (22); velórios ocorrem nesta sexta e no domingo

Por Agência Brasil
Publicado em: 23.06.2022 às 16:33

O avião com os corpos de Bruno Pereira e Dom Phillips decolou do Aeroporto de Brasília por volta das 14 horas desta quinta-feira (23). A perícia nos restos mortais do indigenista e do jornalista foi concluída na quarta (22), segundo a Polícia Federal (PF).

Bruno Pereira e Dom Phillips
Bruno Pereira e Dom Phillips Foto: Reprodução
O corpo de Bruno tem Pernambuco como destino final. O velório está marcado para esta sexta (24), às 9 horas, no município de Paulista, na região metropolitana de Recife. A cremação está marcada para as 15 horas. O jornalista Dom Phillips será velado em Niterói, no Rio de Janeiro. O funeral e a cremação do britânico estão marcados para domingo (26), a partir das 9 horas.

Mesmo com a liberação dos corpos, os trabalhos de perícia continuam no Instituto Nacional de Criminalística, concentrados na análise de vestígios diversos.

Dom Phillips, que era colaborador do jornal britânico The Guardian, e Bruno Pereira, servidor licenciado da Funai, foram vistos pela última vez na manhã do dia 5 de junho, na região da reserva indígena do Vale do Javari, a segunda maior do País, com mais de 8,5 milhões de hectares.

Os dois foram mortos por pescadores ilegais quando passavam de barco pela reserva. Bruno Pereira foi morto com dois tiros na região abdominal e torácica e um na cabeça. Dom Phillips levou um tiro no abdômen/tórax. A munição usada no assassinato foi típica de caça.

Três dos suspeitos estão presos e cinco foram identificados por terem participado da ocultação dos cadáveres. Os presos são Amarildo da Costa Oliveira, conhecido como Pelado, Jefferson da Silva Lima e Oseney da Costa de Oliveira, conhecido como Dos Santos. Até o momento, apenas Amarildo confessou o crime.

O indigenista denunciava ameaças sofridas na região, informação confirmada pela PF, que abriu procedimento investigativo sobre a denúncia. Bruno Pereira estava atuando como colaborador da Univaja, uma entidade mantida pelos próprios indígenas da região, que tinha como foco impedir invasão da reserva por pescadores, caçadores e narcotraficantes.

Gostou desta matéria? Compartilhe!
Encontrou erro? Avise a redação.
Publicidade
Matérias relacionadas

Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.