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Cavalgada farroupilha carrega a chama crioula por bairros hamburguenses

Mesmo com a impossibilidade dos acampamentos Farroupilha, tradicionalistas realizaram o ato na manhã deste domingo (20)

Por Matheus Beck
Publicado em: 20.09.2020 às 10:48 Última atualização: 20.09.2020 às 10:53

Cavalgada em Novo Hamburgo comemorou o 20 de setembro Foto: Matheus Beck/GES Especial

Bem como a tradição gaúcha, a manhã do domingo (20) esteve desperta para as comemorações alusivas à Revolução Farroupilha desde cedo. No DTG Camboatá, bairro Canudos, em Novo Hamburgo, a chama crioula foi carregada em percurso que contou também com integrantes dos CTGs Essência da Tradição e Terra Nativa. Mesmo sem os tradicionais desfiles e acampamentos farroupilha, devido à pandemia, o ato buscou levar a cultura gaúcha aos bairros para, assim como a chama que puxou a frente dos cavalarianos, seguir com o tradicionalismo acesso.

O itinerário puxado pela centelha teve saída próxima às 8h40 do DTG Camboatá (no Grêmio Atiradores de Novo Hamburgo), situado na Rua Guia Lopes. Os cerca de 40 cavalarianos seguiram para a Rua Bartolomeu de Gusmão, trotaram pela Rua Alicia Muller, próximo ao Residencial Mundo Novo, continuaram pela Rua Karl Schimtt até a Rua Sapiranga, onde o destino fora concluído, na sede do CTG Terra Nativa, local que recebeu a centelha da chama crioula com um churrasco devidamente espaçado, com limitação de pessoas e distanciamento entre as mesas atendidas pelo assado.

O tradicionalismo ao bairro

Em 2020, a pandemia mudou a sistemática que normalmente abriga a chama através de um sorteio. “Esse ano iríamos sediar o início e a chama ficaria no Estância. Mas com a pandemia e pelo fato de termos um espaço para cumprir com os protocolos, foi feito aqui”, disse o patrão do DTG Camboatá, Luciano Pereira da Rosa. Cada um dos espaços de culto à tradição realizou as festividades, não podendo ser realizada as reuniões como nos anos anteriores. “Nossa capacidade seria de 350 pessoas e colocamos no máximo 120. Como o povo tradicionalista é bem unido, essa cavalgada nos dá uma sensação de tranquilidade. Não podemos deixar passar em branco essa data. Queremos manter a tradição e passar de pai para filho. E, devido à pandemia, tem que está sempre fazendo alguma coisa nova”, comentou ao indicar iniciativas e atividades pelas redes sociais. Sobre o itinerário planejado, o patrão do CTG Essência da Tradição, Edmilson Fraga, explicou. “A nossa ideia de fazer a cavalgada pelo bairro foi para marcar. Normalmente o pessoal saía dos bairros para acompanhar os desfiles. Como não tem, fizemos esse desfile a cavalo. Se o pessoal não pode ir ao acampamento, o acampamento vai ao pessoal”, brincou.

Setembro solidário

 

A movimentação gaúcha aliou o sentimento ao tradicionalismo também à solidariedade. No domingo (20) e durante a próxima semana, o CTG Essência da Tradição e o Terra Nativa, em união, reuniram forças para angariar doações de alimentos não perecíveis e também produtos de limpeza. Durante a cavalgada, a coleta também ocorreu, tendo o foco das doações auxiliar o Lar Maria Alice Xavier. Interessados em contribuir com a causa podem falar com o integrante do Essência da Tradição, Edmilson (99746.2032) ou o representante do Terra Nativa, Marivaldo (99616.3178)

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