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Líderes europeus visitam Kiev e prometem adesão da Ucrânia à União Europeia

Principais representantes da Alemanha, França, Itália e Romênia estiveram no país ucraniano nesta quinta-feira (16)

Por Por Reuters, AP, NYT e WT
Publicado em: 16.06.2022 às 21:50

Quatro líderes europeus visitaram a Ucrânia nesta quinta-feira (16), em uma demonstração de apoio em meio aos temores do governo ucraniano de que a determinação ocidental de ajudar seu país possa diminuir à medida que a guerra avança. Na capital Kiev, os líderes disseram que apoiam a rápida adesão da Ucrânia como candidata oficial à União Europeia, mas receberam críticas por promessas anteriores não cumpridas.

O presidente francês, Emmanuel Macron, o chanceler alemão, Olaf Scholz, e o primeiro-ministro italiano, Mario Draghi, prometeram o apoio depois de viajar em um trem noturno para Kiev, na primeira visita desde o início da guerra, em 24 de fevereiro.

Eles foram para Irpin, uma das cidades nos arredores da capital devastada pelos bombardeios russos no início do conflito. A eles se juntou o presidente da Romênia, Klaus Iohannis, outro país-membro da UE. Draghi prometeu que os apoiadores da Ucrânia vão "reconstruir tudo".

Apoio

"Nós quatro apoiamos o status de candidato imediato" da Ucrânia à adesão ao bloco, declarou Macron em entrevista coletiva com seus três colegas. Scholz, por sua vez, disse que a Ucrânia "pertence à família europeia" e acrescentou, após críticas, que a Alemanha "apoia a Ucrânia com a entrega de armas" e continuará a fazê-lo "pelo tempo que for necessário".

O presidente ucraniano, Volodmir Zelenski, indicou após reunião com os quatro líderes que seu país está "determinado a trabalhar" para se tornar um membro pleno da UE.

Os líderes da União Europeia se preparam para tomar uma decisão na próxima semana sobre o pedido da Ucrânia de se tornar um candidato a membro do bloco, e antes de uma importante cúpula da Otan no final do mês.

Desde que a Rússia lançou sua invasão em grande escala, Zelenski argumenta que a Ucrânia deveria ser admitida no bloco sob um procedimento especial e acelerado. Mas, embora o apoio da Alemanha, França, Itália e da Comissão Europeia dê impulso à candidatura da Ucrânia à adesão, todos os 27 Estados-membros ainda precisarão concordar - e diplomatas da UE esperam divisões e debates significativos.

Mesmo depois que o status de candidato é concedido, o processo geralmente leva anos. Todo o corpo de leis de um membro em potencial deve ser escolhido e colocado em conformidade com os padrões estabelecidos em Bruxelas. Macron alertou recentemente que pode levar "décadas" até que a Ucrânia seja um membro pleno.

Críticas

A visita dos líderes europeus teve um grande peso simbólico, já que eles enfrentam críticas por continuarem se envolvendo com o presidente russo, Vladimir Putin, e por não fornecerem à Ucrânia a escala de armamento necessário para enfrentar os russos. Autoridades em Kiev disseram nesta semana que a Ucrânia recebeu apenas 10% das armas que havia solicitado ao Ocidente.

Scholz tornou-se o principal alvo de reclamações, com a Ucrânia particularmente descontente com a ajuda militar da Alemanha. O embaixador ucraniano em Berlim, Andrij Melnyk, disse à emissora alemã NTV que esperava que Scholz entregasse armas pesadas que há muito tempo foram prometidas. O Ministério da Defesa alemão disse que 15 canhões antiaéreos Gepard serão entregues em julho, enquanto obuses Panzerhaubitze 2000 serão enviados "em breve". Macron prometeu seis canhões de artilharia montados em caminhões mais poderosos.

Fadiga

Embora imagens chocantes da devastação no país tenham conquistado o apoio ocidental, autoridades na Ucrânia expressaram temores de que a "fadiga da guerra" possa acabar com isso - principalmente porque o aumento dos preços e as próximas eleições nos EUA estão dominando cada vez mais as preocupações das pessoas.

Os EUA e seus aliados europeus doaram bilhões de dólares em armamento para a Ucrânia. Essas armas têm sido a chave para o surpreendente sucesso do país em impedir que os russos tomem a capital, mas autoridades em Kiev disseram que muito mais será necessário para expulsar as forças de Moscou. A Rússia continua a obter ganhos na região do Donbas e atualmente ocupa cerca de 20% do território da Ucrânia. Zelenski alertou que a Ucrânia está sofrendo "perdas dolorosas" em Donbas e instou a Europa a fornecer mais apoio militar.

Cidadania

Enquanto as forças ucranianas mantêm os contra-ataques para retomar territórios no sul da Ucrânia, a Rússia anunciou ontem, em um esforço para integrar as áreas ocupadas em Donbas, que as crianças que nascerem na região de Kherson, assim como os órfãos, terão a cidadania russa garantida.

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