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Notícias | Especial Coronavírus Alívio no bolso?

Presidente da Câmara afirma que auxílio a trabalhador informal pode chegar a R$ 500

Inicialmente, proposta do governo federal previa o pagamento de valor mensal na casa de R$ 200

Por João Victor Torres
Última atualização: 26.03.2020 às 16:45

Presidente da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), diz que é preciso maior diálogo por parte dos três poderes Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil
Na tarde desta quinta-feira (26) o presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM), concedeu entrevista coletiva sobre as ações de enfrentamento à pandemia causada pelo novo coronavírus no País. Entre os pontos mais importantes levantados por ele foi a necessidade de medidas consistentes por parte do governo para assegurar a manutenção dos empregos e atenção maior aos trabalhadores informais, que, segundo Maia, são pessoas com “risco maior”. Em função disso, falou que os parlamentes trabalham para garantir um auxílio mensal a esses brasileiros na ordem de R$ 500.

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Inicialmente, a proposta previa o pagamento de R$ 200 por mês, da qual, Maia classificou como insuficiente para as necessidades básicas a este segmento da população. “O que temos entendido é que a proposta do governo, que amplia mais do que R$ 200, ela é muito pequena para o que a população precisa. Entendo a posição do governo, mas ele ainda trabalha, no meu ponto de vista, sem nenhuma crítica apenas uma análise, com a questão do impacto fiscal. Eu acho que neste momento o mais importante é conseguir segregar as nossas decisões para o ano de 2020 e não sejam permanentes. A realidade do próximo ano será outra”, afirmou.

Maia ressaltou que neste momento se trabalha com um auxílio mais elevado. “O que está se construindo é um valor de R$ 500. É o que o Parlamento está trabalhando”, adiantou. A proposta está no conjunto de projetos a ser votado pelo Legislativo nesta quinta.

O impacto financeiro, estimado pelos deputados federais, está na casa dos 10 a 12 bilhões de reais. Para o presidente da Câmara, “não são 5 ou 10 bilhões que vão fazer a diferença. Em alguns momentos, em 2008, o governo garantiu os certificados do sistema financeiro para que os bancos não quebrassem. E certamente essa garantia não foi pequena. Não é possível que a gente não possa garantir aos trabalhadores informais e no Bolsa Família uma renda por esse período de três meses”, complementou.

Além disso, ele foi além e comentou que é necessário assegurar as condições mínimas para que os brasileiros permaneçam em suas casas. Caso contrário, por extrema necessidade, a população terá que deixar de lado as recomendações dos órgãos de saúde para garantir a própria sobrevivência.

“Se precisamos garantir o isolamento das famílias, precisamos garantir previsibilidade e a renda para que essas pessoas passem pelos próximos 30 dias. E a cada semana vai se avaliando os impactos do vírus na área de saúde pública”, reforçou. “É importante que todos nós, em conjunto, possamos dar condições para que os brasileiros possam manter as recomendações do Ministério da Saúde, da Organização Mundial de Saúde (OMS), dos governadores e prefeitos, que é o isolamento”, concluiu o presidente da Câmara dos Deputados.

Maia também pediu união entre os poderes para enfrentar este momento de crise.

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