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Notícias | Especial Coronavírus Polícia

MP quer que homem que atacou vítimas com ácido volte a ser preso

Wanderlei da Silva Camargo Júnior foi solto na quarta-feira em função das medidas para conter o coronavírus

Publicada: 26.03.2020 às 20:05

A 9ª Promotoria de Justiça Criminal, de Porto Alegre, apresentou recurso com pedido de efeito suspensivo junto ao Tribunal de Justiça do RS para reverter a decisão da 11ª Vara Criminal da capital que concedeu liberdade provisória a Wanderlei da Silva Camargo Júnior, 48 anos, restabelecendo a prisão preventiva decretada contra ele. O acusado foi denunciado pelo Ministério Público (MP) em outubro de 2019 devido aos ataques com ácido que praticou na zona sul da cidade. Ele deixou o Presídio Central na tarde de quarta-feira (25) devido às medidas para conter a pandemia de coronavírus.

Conforme o recurso, assinado pela promotora de Justiça Fernanda Ruttke Dillenburg, é necessária e adequada a manutenção da prisão preventiva do processado, pois o acusado responde pela prática de diversos crimes como lesões corporais graves e leves, ameaça, adulteração de sinal identificador de veículo automotor e furto.

Além disso, o MP entende que a liberdade de Wanderlei representa grande risco à sociedade, pois os crimes foram praticados de forma reiterada contra vítimas diversas e aleatórias, gerando sensação de insegurança à população e às vítimas, que ainda estão abaladas e temendo a sua soltura.

 

Entenda o caso

Segundo as investigações, entre os dias 10 e 21 de junho de 2019, em Sapucaia do Sul, Wanderlei Camargo furtou um par de placas de um veículo estacionado. Em seguida, ele retornou a Porto Alegre e colocou as placas em um automóvel que havia alugado, com o objetivo de encobrir a autoria dos crimes que planejava. A primeira vítima foi atingida na noite de 19 de junho, no bairro Nonoai. Wanderlei Camargo estava de bicicleta e abordou a mulher, com uma garrafa PET em mãos. Na sequência, dirigiu-se a ela dizendo “olha a água” e jogou o ácido, que atingiu o rosto, pescoço e ombro, o que provocou sua incapacitação por 30 dias.

No do dia 21, o denunciado passou a utilizar o automóvel alugado para provocar as lesões em outros quatro pedestres. Já em 25 de junho, ele ameaçou por escrito outra vítima. Wanderlei Camargo foi até a casa da mulher e atirou uma pedra para dentro do pátio da residência com um bilhete dizendo que, caso não jogasse ácido em outras duas pessoas, ela e seus familiares seriam feridos.

A intenção, segundo o próprio denunciado, era gerar sensação de insegurança na ex-esposa, a partir de notícias veiculadas pela imprensa sobre os ataques, para que se mudasse de estado e retomasse o relacionamento. Ele foi preso em Curitiba no dia 21 de outubro.

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