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Notícias | Cachoeirinha INVESTIGAÇÃO

Casal de Cachoeirinha vira réu em caso de adolescente desaparecida em 2020 na capital

Investigação indiciou homem e mulher pelo homicídio e pela ocultação do corpo de Letícia Torquato Pereira, de 15 anos

Por Juliano Piasentin
Publicado em: 12.05.2022 às 11:35 Última atualização: 12.05.2022 às 11:46

Um homem de 20 anos e uma mulher de 55 se tornaram réus por homicídio e ocultação de cadáver no caso que envolve o desaparecimento da adolescente Letícia Torquato Pereira, 15 anos, em setembro de 2020 na capital. A suspeita está presa de maneira preventiva desde abril, quando, segundo a delegada Sabrina Dóris Teixeira, deixava a casa de uma testemunha. Já o rapaz deixou a prisão na última semana após receber o direito de responder ao processo em liberdade.

Inquérito foi enviado ao MP que realizou a denúncia aceita pela Justiça
Inquérito foi enviado ao MP que realizou a denúncia aceita pela Justiça Foto: Polícia Civil/Reprodução

A Polícia Civil já encerrou o inquérito policial e o enviou ao Ministério Público (MP), que fez a denúncia contra a dupla, sendo aceita na última semana pela Justiça. De acordo com a delegada, o envolvimento de ambos com a jovem era distinto. O homem conhecia a vítima desde a infância, já a mulher era mais uma conhecida do que amiga.

"No dia em que desapareceu, Letícia estava no Centro, acompanhada de outro rapaz, quando foi abordada pelos réus, que passaram de carro. Nesse dia, Letícia foi agredida pela suspeita, porque ela estava tendo um envolvimento afetivo, pode-se dizer, com um ex-namorado dessa mulher.”

A ré é moradora de Cachoeirinha e, conforme a delegada Sabrina, uma mulher temida pelo seu ciclo de convivência. “A investigação sempre foi complicada já que as pessoas a temiam, inclusive no próprio dia da prisão, a encontramos saindo da casa de uma das testemunhas do caso.”

O homem que estaria se relacionando com Letícia, confirmou em depoimento o envolvimento de ambos e as agressões que ela sofreu no dia do desaparecimento, em 18 de setembro.

Crime sem corpo

O corpo da adolescente segue desaparecido, no entanto, a delegada afirma que existem elementos suficientes para apontar a morte da jovem e o envolvimento dos réus. “Letícia passou por Cachoeirinha, na casa dos suspeitos que moravam juntos, e sabemos que ela esteve também em outras cidades na companhia deles.”

Sabrina confirma que não perdeu as esperanças de encontrar o corpo da jovem. “Temos o material genético da família e podemos fazer o reconhecimento em caso de necessidade.”

Na residência dos suspeitos foram encontrados diversos tacos de beisebol envoltos de arame farpado. “Em um desses tacos, diversos materiais genéticos foram encontrados, não sendo possível apontar de quem.”

A Polícia Civil acredita que o crime envolvendo a adolescente tenha acontecido poucos dias depois do desaparecimento. “Apesar de não ter imagens, testemunhas confirmam que viram a vítima entrando no carro da suspeita no dia do desaparecimento”, completa. Ela ainda teria sido vista quatro dias depois, em 22 de setembro, na casa dos réus, em Cachoeirinha.

As identidades dos suspeitos não foram divulgadas pela Polícia Civil.

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