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Notícias | Cachoeirinha CASO NICOLLE

Um dos envolvidos no sequestro e assassinato da modelo Nicolle Brito vai a júri

José Carlos Rios é um dos três indiciados pelo Ministério Público pela morte da modelo que desapareceu em junho de 2017

Publicado em: 10.09.2021 às 17:44 Última atualização: 10.09.2021 às 19:37

Um dos envolvidos no sequestro e execução da modelo Nicolle Brito Castilhos, de 20 anos, vai ser julgado no dia 28 de setembro em Cachoeirinha. José Carlos Rios é acusado por homicídio doloso e destruição de cadáver. O crime aconteceu em 2017, quando a modelo deixou a casa do pai no bairro Vale do Sol e nunca mais foi vista.

Jovem desapareceu em 2017 Foto: Facebook/Reprodução
Os outros dois réus, Michel Renan Braga de Oliveira, apontado como mandante do crime e sua companheira, Tamires Modesto dos Santos, serão julgados em outro processo. O julgamento de ambos ainda não tem data confirmada. Nos três casos há o agravante de motivo torpe e emprego de tortura.

Segundo a acusação, Michel que é líder de uma facção criminosa, teria ordenado o assassinato de Nicolle enquanto estava preso no Presídio Central em Porto Alegre. O motivo seria uma suspeita de que a modelo havia contado a traficantes rivais o paradeiro de um membro da facção que foi morto dias antes. Sua namorada teria instigado Michel a determinar o crime, de acordo com o Ministério Público (MP). Ele é acusado de outros homicídios, como o da menina Alice Beatriz, de um ano, morta com o pai e a mãe após uma festa de aniversário em Porto Alegre, em setembro de 2018.

"Ciente da ordem, o José Carlos Rios e outros indivíduos, mediante dissimulação, atraíram a vítima do interior de casa, usando pessoa conhecida (não identificada) e, na sequência, raptaram-na, levando-a ao local onde passaram a torturá-la com agressões físicas, causando-lhe intenso sofrimento até sua morte.” Aponta trecho da denúncia do Ministério Público.

A reportagem do Diário de Cachoeirinha buscou contato com os advogados dos suspeitos e não obteve informações até a publicação desta matéria.

Relembre o caso

>> No dia 2 de junho de 2017, Nicolle Brito Castilho da Silva, então com 20 anos, desapareceu da própria casa, no bairro Vale do Sol, enquanto seu pai, Sidnei Castilho da Silva, 47 anos, buscava um lanche nas proximidades.

>> Entre o fim de julho e início de agosto do mesmo ano, registros de atividades no Facebook da jovem levaram a polícia a crer que ela pudesse ainda estar viva.

>> Em 23 de julho, o corpo carbonizado de uma mulher foi encontrado no bairro Cascata, em Porto Alegre. Exames de DNA mostraram incompatibilidade com o perfil genético do pai da jovem.

>> Durante o primeiro semestre de investigações, a delegacia analisou escutas telefônicas que colocavam Michel Renan Bragé de Oliveira e a namorada dele, Tamires Modesto dos Santos no cenário do crime.

>> Polícia pede prorrogação no inquérito em dezembro de 2017.

>> Em 1º de maio de 2018, um homem investigado pela polícia no Caso Nicolle é executado em Gravataí.

>> Em 1º de junho de 2018, a Polícia Civil finaliza a investigação do crime indiciando três pessoas pelo homicídio e outras duas por crimes relacionados.

>> Em 29 de junho de 2018, o Ministério Público denúncia José Carlos, Michel Renan e Tamires pelo crime.

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