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Cotidiano | Turismo Turismo

Os museus saem da quarentena na Europa

Turistas voltam a ser aceitos após decisão da União Europeia

Publicado em: 23.05.2021 às 03:00

Museu do Louvre está entre os que voltam a receber visitantes Foto: Adobe Stock
Nos últimos dias a União Europeia anunciou a decisão de facultar que os 27 países membros optem por reabrir as portas para turistas, dentro de uma série de regras. Pelo atual regulamento, cada integrante do bloco continental poderá decidir se vai aceitar a entrada de estrangeiros, e em quais circunstâncias.
Permanece a regra geral de exigir que os visitantes tenham sido vacinados com duas doses de uma vacina aprovada pelo órgão de saúde, permitindo viagens mais amplas de olho na temporada de verão.
Embaixadores dos 27 Estados-membros da UE endossaram um plano que permitirá a visita de turistas e de outros viajantes não essenciais, que foram proibidos de entrar no bloco por mais de um ano. A mudança foi vista como necessária para países dependentes do turismo, como Grécia e Espanha.
Outras nações da UE, que dependem menos dos turistas para empregos e renda, especialmente no norte da Europa, desejavam manter exigências mais rigorosas para visitantes não essenciais e manter o coronavírus afastado. Mas acabaram cedendo à medida que as vacinações avançavam e depois que lhes foi prometida a capacidade de reverter o curso se os casos de contágio aumentarem novamente.
Prazo
As novas regras devem entrar em vigor dentro de alguns dias, em razão de alguns entraves burocráticos. Mas, dependendo de quão bem cada país se preparou para receber turistas, podem ser implementadas imediatamente. Alguns países, como a Grécia, já disseram que removerão os requisitos de teste de PCR e quarentena para visitantes vacinados. Mas a maioria dos países, provavelmente, adotará essas mudanças de forma mais lenta e conservadora.
Segundo as novas medidas, será permitida a entrada de turistas procedentes de qualquer país, desde que totalmente imunizados contra o coronavírus com vacinas autorizadas pela UE ou a Organização Mundial de Saúde (OMS). Isso abrange as vacinas da AstraZeneca, Johnson & Johnson, Moderna, Pfizer-BioNTech e Sinopharm.
Na esteira da decisão, vários museus anunciaram a reabertura. Alguns já recebiam turistas internamente. Em muitos casos, entretanto, é a primeira vez que abrem após mais de um ano.(AE)

Uma vantagem imprevista da regra

Em suas próprias páginas oficiais, alguns dos museus estão destacando um dos efeitos colaterais das novas regras sanitárias que estão em vigor enquanto as instituições reabrem ainda durante o período de pandemia. Com menos gente permitida dentro de cada recinto, vai ficar mais fácil apreciar algumas obras de arte que costumam atrair multidões.

Este é certamente o caso de uma das mais famosas peças no acervo do museu francês do Louvre. A Mona Lisa, de Leonardo Da Vinci, é uma das pinturas mais famosas da história, e muitíssimo conhecida na cultura pop, não só restrita ao universo dos fãs da Renascença, da arte ou da pintura em geral. Com isso, é comum que visitantes que vão vê-la no Louvre se vejam obrigados a encarar uma longa fila só para passar na frente do quadro. E até para olhar de longe normalmente a coisa já pode ser difícil, porque o normal é haver uma pequena multidão em frente à Mona Lisa, e meramente para chegar perto do cordão de isolamento já é preciso esperar.

Com tudo isso, as novas limitações sanitárias, ao diminuir a quantidade de pessoas permitida em cada sala e em proximidade física, vão acabar ajudando a que se veja melhor esta e outras peças.

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