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Cotidiano Animalescas

Você sabe identificar se o seu pet está acima do peso?

Tutores devem ficar atentos para quilos a mais na balança, pois desequilíbrio pode ocasionar doenças em cães e gatos

Por Bianca Dilly
Publicado em: 08.12.2020 às 09:00 Última atualização: 08.12.2020 às 10:30

Em casa, Romeu não recebe petiscos, apenas ração. Ele costuma ter uma rotina ativa, correndo e subindo em árvores, mas também gosta bastante de dormir, conta sua tutora Foto: Arquivo pessoal
Pode parecer fofinho, mas não se engane. Se o seu pet está acima do peso, são necessários alguns cuidados, principalmente pensando na saúde dele. Em função dos pelos e das características que diferem conforme a idade e a raça, os quilinhos a mais em cães e gatos podem ser difíceis de se identificar. Por isso, os tutores devem observar o animal com atenção. Algumas dicas são úteis no sentido de controlar a balança dos peludinhos e também evitar futuras doenças.

A assistente social Débora Robinsohn Grohmann, 26 anos, percebeu que o Romeu, seu bichinho de estimação, foi ganhando peso com o passar do tempo. "Quando adotamos ele, era um gato bem magro, saudável. Aos poucos, vimos que começou a engordar. Fora isso, também diminuiu um pouco as brincadeiras", conta, sobre o pet que está há cerca de sete anos com a família.

De acordo com a médica veterinária Brana Bonder, o aumento do peso do cão ou gato é resultado, geralmente, da combinação de excessos na alimentação e falta de exercícios. "Nesse primeiro caso, é importante observar a quantidade de petiscos oferecidos para o animal", explica. Outro fator que pode influenciar na balança é quando o alimento fica disponível o dia inteiro para o bichinho, sem horários definidos para as refeições, aumentando as possibilidades de maior ingestão calórica.

Outros fatores

O gatinho de Débora, quando está em casa, só é alimentado com ração, não recebe nem petiscos. "Mas o Romeu tem algo peculiar, que é sair para caçar na rua. Por isso, não conseguimos controlar bem tudo o que ele come. Só que um ponto positivo é que, por conta da caça, ele é bem ativo, tem o hábito de correr, gosta de subir em árvores", explica, acrescentando que, apesar disso, o felino também adora dormir.

Além disso, Brana lembra que há mais fatores que podem influenciar na obesidade. "Como é o caso da idade, já que animais mais velhos acabam ficando menos ativos e com menos energia, e a castração, pois o metabolismo básico principalmente dos cães castrados é menor e exige menos calorias."

Obesidade pode causar problemas graves nos pets, alerta médica veterinária

Após a observação de todos os fatores, é preciso pensar nos próximos passos. Se você observou que seu pet está acima do peso, ou ainda ficou com dúvidas em relação aos quilos ideais para o tamanho e a raça, não deixe a avaliação para depois. "Independentemente do motivo, é importante ficar de olho no peso. A obesidade pode causar problemas graves nos pets", afirma Brana. Segundo a profissional, os mais comuns são os problemas respiratórios, nas articulações ou doenças ósseas e cardíacas. "É importante levar os pets frequentemente ao veterinário, para conseguir detectar os sinais e evitar essas doenças", conclui.

Sinais de ganho de peso

Caso ainda esteja difícil de identificar o ganho de peso no seu pet, a médica veterinária explica que há mais sinais que auxiliam nesse momento de identificação. Um ponto mais fácil de ser observado, por exemplo, é o uso da coleira. "Você precisou afrouxar nos últimos passeios? Se sim, pode ser um sinal claro de ganho de peso", resume Brana Bonde. Outra dica tem relação com as costelas do animal - elas devem ser "fáceis de contar". "Apalpar o pet nessa região ajuda a perceber o ganho de peso. E aqui vale reforçar a importância de apalpar mesmo e não apenas observar, já que os pelos podem ajudar a disfarçar a cintura", completa. Mais um sinal é que, quando for visto de lado, o pet deve apresentar uma curvatura se estiver no peso ideal. Se o formato estiver mais "reto", é mais uma indicação para desequilíbrio na balança. Por fim, características relacionadas à rotina e atividades físicas trazem mais indicativos para a questão de saúde de cães e gatos. "Movimentos mais lentos, falta de fôlego ou com dificuldade para caminhar também podem ser alertas", pontua.

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