Olá leitor, tudo bem?

Use os ícones abaixo para compartilhar o conteúdo.
Todo o nosso material editorial (textos, fotos, vídeos e artes) está protegido pela legislação brasileira sobre direitos autorais. Não é legal reproduzir o conteúdo em qualquer meio de comunicação, impresso ou eletrônico.
VOLTAR
FECHAR

Av. Dorival Cândido Luz de Oliveira, 6423 (parada 63) - Monte Belo - Gravataí - CEP: 94050-000
Fones: (51) 3489-4000

Central do Assinante: (51) 3600.3636
Central de Vendas: (51) 3591.2020
Whatsapp: (51) 99101.0318
PUBLICIDADE
Entenda a doença

Infecção respiratória de repetição pode ser sintoma de Fibrose Cística

Doença ainda tem entre as manifestações clássicas as fezes fétidas e o deficit de crescimento
21/01/2019 03:00 24/01/2019 14:25

A Fibrose Cística é uma doença que afeta os sistemas digestivo, respiratório e as glândulas sudoríparas (responsáveis pela produção do suor) e pode produzir uma variedade de sintomas. Segundo a pneumologista da Unimed Encosta da Serra, Manoela Martins Klein, graduada pela PUC RS e especialista em clínica médica e pneumologia pela Santa Casa de Porto Alegre, trata-se de uma doença sem cura e potencialmente letal, mas o prognóstico para os pacientes tem melhorado.

O que é a Fibrose Cística?
A Fibrose Cística é uma doença sistêmica, hereditária, com evolução progressiva caracterizada por uma disfunção generalizada das glândulas exócrinas (órgãos que produzem secreções). A forma típica se caracteriza por doença pulmonar obstrutiva crônica, quadro de má absorção e alterações eletrolíticas do suor.

O que causa esta doença?
A Fibrose Cística é causada por uma alteração no braço longo do cromossomo 7. O fator de risco para desenvolver a doença é ter ambos os pais com esta alteração genética.

Qual a probabilidade do filho herdar a Fibrose Cística do pai ou da mãe?
A transmissão dessa doença tem caráter recessivo, ou seja, se ambos os pais forem portadores do gene da Fibrose Cística, a probabilidade de gerar um filho com a doença é de 25%. Se somente um dos genitores possuir o gene alterado, a doença não se desenvolverá, o que não exclui a possibilidade de se manifestar em gerações futuras, por se tratar de alteração genética.

Quais são os principais sintomas?
As manifestações clássicas desta doença são fezes fétidas, deficit de crescimento e infecções respiratórias de repetição. A anormalidade eletrolítica do suor é uma das características mais importantes da doença, evidenciada pelo sabor salgado percebido pelos pais ao beijarem a criança.

Existem formas mais brandas ou mais agressivas da doença?
O quadro clínico da doença é bastante variado. A forma mais grave é a que ocorre no período neonatal. Após o período neonatal, existem formas com sintomas somente respiratórios e outras com sintomas somente digestivos, porém são raras e normalmente se tratam de formas iniciais que, com a progressão da doença, passam à forma mista com os sintomas clássicos já citados.

Como é feito o diagnóstico da Fibrose Cística?
A maioria dos casos de Fibrose Cística é diagnosticada a partir da triagem neonatal. Independente da triagem neonatal, o principal exame para confirmar o diagnóstico é a dosagem de eletrólitos no suor.

Como se dá o tratamento desta doença?
Todo paciente com Fibrose Cística deve ser encaminhado para realizar o tratamento em um centro de referência; não há cura para a Fibrose Cística. O tratamento se baseia em educação continuada do paciente e familiares, recomendações nutricionais, terapia farmacológica, detecção precoce e controle de infecções pulmonares, prevenção de infecções virais e monitoramento da progressão e complicações da doença.

Qual é o prognóstico para o paciente que tem Fibrose Cística?
Apesar de ser classicamente conhecida como uma doença letal, que muitas vezes impedia que seus portadores chegassem à vida adulta, muitos avanços ocorridos nas últimas décadas vêm mudando drasticamente esta realidade para melhor. O óbito na infância atualmente é raro e chegar à vida adulta tem sido a realidade para a maioria destas pessoas.

Qual é a incidência da doença?
No Brasil, estima-se que a incidência de Fibrose Cística seja de 1 em cada 7 mil nascidos vivos, havendo uma variação entre estados. O Rio Grande do Sul apresentou a maior estimativa, que foi de 1 caso de Fibrose Cística em cada 1.587 nascidos vivos.



  • Exame no pulmão, tosse
    Foto: Pixabay-Semevent/Divulgação

  • Foto:

Busque apoio

Pacientes e familiares que buscam mais informações sobre a Fibrose Cística, desde orientações sobre o tratamento e a busca por medicamentos podem encontrar auxílio na Associação de Apoio a Portadores de Mucoviscidose do Rio Grande do Sul. A sede fica na Rua David Canabarro, 20, 4º andar, no Centro de Novo Hamburgo. Contato: (51) 3035-6870 e 99299-7577.

 

Diário de Cachoeirinha
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE
PUBLICIDADE