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Viver com Saúde

Aumento da próstata atinge mais da metade dos homens com mais de 50 anos

Urologista explica que condição não está ligada ao câncer na glândula
14/01/2019 03:00 18/01/2019 11:23

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Urologista Lucas Lampert
A Hiperplasia Prostática Benigna (HPB) ou simplesmente aumento da próstata é uma condição que acomete 50% dos homens com mais de 50 anos de idade e 90% dos homens com mais de 90 anos, sendo uma enfermidade de comum ocorrência e diretamente proporcional à idade do paciente, segundo explica o urologista Lucas Lampert. O médico lembra ainda que, ao contrário do que muita gente pensa, o aumento na glândula não está ligado ao desenvolvimento do câncer de próstata. Lampert ainda ressalta que, quando tratada inicialmente, a HPB não traz riscos ao paciente. Em estágio avançado, porém, pode resultar em incontinência urinária e até mesmo insuficiência renal. Acompanhe mais detalhes.

Que principais sintomas que podem alertar para a hiperplasia?
Os principais estão relacionados ao ato de urinar, ou seja, sintomas que começam a alterar a forma como o homem urina. O jato urinário começa a ficar mais fraco, sem pressão, o paciente começa a fazer força para urinar. Dificuldade em esvaziar toda a bexiga com a sensação de não conseguir urinar tudo ou de ficar urina na bexiga. Começar a levantar à noite mais vezes do que o habitual para urinar. Após terminar de urinar ficar pingando ou "escapar" urina na roupa. Sangramento ou infecção e, em casos mais avançados, a retenção urinária (não conseguir mais urinar).

Que fatores podem provocar o aumento da próstata?
A hiperplasia prostática benigna (HPB) torna-se muito mais frequente à medida que os homens envelhecem, especialmente depois dos 50 anos de idade. A causa exata não é conhecida, mas provavelmente envolve alterações causadas por hormônios, incluindo a testosterona e, especialmente, di-hidrotestosterona (um hormônio relacionado à testosterona). Alguns medicamentos como os anti-histamínicos (medicações que descongestionam o nariz) podem causar dificuldade de urinar por alterar capacidade de contração da bexiga e isso é exacerbado em homens com HPB. Os principais fatores de risco são: Alimentação - o consumo de gorduras saturadas e zinco em excesso pode aumentar o risco de o homem desenvolver este problema de saúde. Envelhecimento - raramente homens com menos de 40 anos de idade desenvolvem a HPB. Por volta dos 55 anos, cerca de um em cada quatro homens têm algum sintoma da próstata aumentada. Hereditariedade - se algum parente de primeiro grau teve a doença, as chances do desenvolvimento do HPB aumentam em três vezes. Outras doenças - estudos indicam que homens acometidos por doenças cardiovasculares prévias, obesidade e diabete costuma ter o aumento da glândula.

Próstata aumentada

Há como prevenir este aumento da próstata?
O ideal é manter um acompanhamento regular com um médico urologista a partir dos 40-45 anos para a identificação e adequado tratamento precoce. Mas se preconiza uma alimentação saudável, com controle do peso, e exercícios físicos como formas de prevenção.

A hiperplasia benigna aumenta as chances de câncer?
Não. A hiperplasia prostática benigna é um tumor benigno, pode abrigar no seu interior células malignas, mas dificilmente se torna câncer.

Sexo ou alguma outra atividade podem interferir no desenvolvimento do problema?
Não existe nenhuma correlação entre atividades físicas ou sexuais e o desenvolvimento da HPB.

Como é o tratamento? Em algum estágio é preciso retirar a glândula?
O tratamento varia desde apenas acompanhamento médico até medicações e cirurgia. Pacientes com sintomas leves e que não atrapalham o seu cotidiano não necessitam de tratamento. Já pacientes com sintomas moderados a graves e que apresentam complicações como infecções, sangramento, insuficiência renal e cálculos na bexiga necessitam. Este tratamento varia desde medicamentos com efeito no relaxamento da musculatura da bexiga e da próstata, chamados bloqueadores alfa-adrenérgicos, que melhoram o fluxo de urina, passando por medicamentos que bloqueiam os efeitos dos hormônios masculinos, ajudando no controle do crescimento da glândula, e até os medicamentos que tratam em conjunto a disfunção erétil e a HPB, como a tadalafila. Se os medicamentos forem ineficazes, poderá ser feita uma cirurgia, que oferece o maior alívio dos sintomas. O procedimento mais comum é a ressecção transuretral (RTU) da próstata, em que um médico passa um endoscópio (um tubo de visualização) através da uretra. Ligado a ele há um instrumento cirúrgico que é usado para remover parte da próstata. Uma opção mais moderna que às vezes é utilizada é o laser, nem sempre disponível em todos os casos. Em próstatas muito volumosas, é necessária cirurgia com corte em que é removida a parte interna da mesma. Não é necessária a remoção total para tratar a HPB.

O paciente pode retornar à rotina após o tratamento? Existe alguma alteração ou sequela?
Independente da forma de tratamento, o paciente pode levar uma vida normal, mas claro, a cirurgia pode deixar algumas sequelas. A RTU de próstata, conhecida como raspagem, pode levar a complicações como infecção e hemorragia. Além disso, a incontinência urinária permanente se desenvolve em aproximadamente 1% a 3% dos homens. A frequência com que ocorre disfunção erétil não é conhecida, mas é considerada muito baixa. Depois da RTU de próstata alguns homens ejaculam o sêmen na bexiga em vez de sair pela uretra, o que é chamado de ejaculação retrógrada. Cerca de 10% dos homens submetidos à RTU de próstata precisam repetir o procedimento dentro de 10 anos porque a próstata continua a crescer. Se estiver muito grande, pode não ser possível realizar a RTU e talvez seja necessário um procedimento cirúrgico mais invasivo, através de incisão no abdômen,a cirurgia aberta, que tem os mesmos riscos porém com período de recuperação maior.



  • Próstata aumentada
    Foto: Arte GES
  • Urologista Lucas Lampert
    Foto: Divulgação

Diário de Cachoeirinha
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