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Argentina

Vinhos têm status de arte em Mendoza

Destino é mescla de boa bebida, gastronomia típica e a beleza da paisagem dos Andes
28/07/2019 03:00 29/07/2019 18:16

Foto por: PXHERE
Descrição da foto: Aconcágua: o pico mais alto das Américas é a atração mais emblemática de Mendoza
Imagine dias regados por visitas guiadas a bodegas e degustações de alguns dos melhores rótulos de vinhos produzidos na América do Sul. Adicione parrilla, empanadas, alfajores e doce de leite servidos em ótimos restaurantes e tempere com tango, trekkings, piqueniques, cavalgadas, safáris de vinho e hotéis deliciosos, imersos em uma paisagem que mescla a Cordilheira dos Andes, longas fileiras de vinhedos, grandes planícies e vilarejos. Isso sem falar do sol onipresente em 300 dias do ano. Em Mendoza, tudo conspira para viver dias intensos e cheios de sabores.

A atração que brasileiros sentem pela província no centro-oeste da Argentina, a 1.195 quilômetros de Buenos Aires, é justificada. Não só pelo câmbio favorável (em média, 10 pesos valem R$ 1), mas também pela distância. A Argentina é logo ali.

Com aproximadamente 115 mil habitantes, a cidade de Mendoza serve de ponto de partida para visitas às vinícolas. Ela tem atrações próprias - como o bonito Parque General San Martín, com mais de 300 hectares e 17 km de trilhas -, além de lojas de vinhos, bares e restaurantes convidativos.

A atração mais emblemática é o Aconcágua. O pico mais alto das Américas, com 6.959 metros de altitude, fica ali, em meio à monumentalidade dos Andes, elevando-se com sua beleza serena e picos nevados sobre os vinhedos. O Parque Provincial Aconcágua (aconcagua.mendoza.gov.ar) tem roteiros para vários tipos de turistas - de trilhas simples de 2 horas a circuitos voltados a escaladores experientes. (AE)

Vinhedos

Segundo a Unión Vitivinícola Argentina, Mendoza produz 67% do vinho do país, que é o quinto produtor mundial da bebida.

  • Degustação: visita a bodegas permite saborear bons vinhos diante de belas paisagens
    Foto: Pansso/Pixabay
  • Parreiral: videiras fazem parte da paisagem da província
    Foto: PXHere
  • Vinícolas são atração na região
    Foto: PXHere

As principais regiões vinícolas da província têm particularidades. Perto da capital, Luján de Cuyo é uma das mais conhecidas, famosa pelos vinhos com Malbec, a uva francesa que se tornou símbolo da vitivinicultura argentina. Na região de Maipú, além dos vinhedos há uma profusão de pomares e oliveiras. Mais distante, a cerca de 100 km ao sul da capital, o Valle del Uco também guarda uma produção expressiva de Malbecs. Há outras uvas, porém. Cabernet Sauvignon, Bonarda, Cabernet Franc, além das brancas Torrontés, Chardonnay, Sauvignon Blanc, entre outras, também têm vez.

Um tour, com degustação, piquenique nos vinhedos e massagem no spa, pode custar US$ 95 (R$ 355).

7 vinícolas para aproveitar

Zuccardi
Uma das bodegas mais emblemáticas de Mendoza é a Zuccardi, no Valle del Uco, com produção de vinhos e azeites de qualidade. Sua bodega mais nova, construída em 2016, acaba de ganhar o título de Melhor Vinícola da América do Sul e também do Mundo - ficou em primeiro lugar na lista geral da World's Best Vineyard Awards, anunciada em Londres no dia 9 de julho. As visitas ocorrem de quarta a domingo, às 10h30, 12h30 e 16h (a partir de 900 pesos ou R$ 79 com degustação). No restaurante Piedra Infinita, o menu degustação de quatro passos com vinhos harmonizados custa 3.300 pesos (R$ 291). Reserve. Informações: zuccardiwines.com.

Vistalba
Uma das bodegas mais interessantes para colocar no seu radar de degustador é a Vistalba, em Agrelo, na região de Luján de Cuyo. Paula Pulenta, da terceira geração da família de imigrantes italianos com nome tradicionalmente ligado à vinicultura. As instalações de Vistalba estão tinindo de novas, repletas de tecnologia e alojadas em um edifício contemporâneo. Após a visita guiada, vá ao restaurante com vista para os 50 hectares de vinhedos. Não dá vontade de ir embora, e não precisa: a bodega conta com uma pousada, com diária desde 1.700 pesos (R$ 153) o casal. Inclui café da manhã e degustação. Visitas com degustação de terça a sábado, desde 350 pesos (R$ 31). Informações: bodegavistalba.com.

Nieto Senetiner
São três as fincas da Nieto Senetiner em Luján de Cuyo, somando um total de 400 hectares de vinhedos. A bodega da marca em Vistalba, onde o brasileiro Marcelo e a enóloga Agustina guiam os visitantes e explicam os processos da bodega, produz anualmente 20 milhões de litros de vinho. A antiga edificação do século 19 ainda preserva os velhos tanques de cimento para a fermentação e caves de envelhecimento no subsolo. Para uma experiência gastronômica típica com boas carnes, a Nieto Senetiner mantém um restaurante especializado com uma particularidade: em vez de homens cuidando da parrilla, como é comum, são mulheres que se encarregam dos assados. É necessário fazer reserva - o almoço, acompanhado por vinhos, custa 1.700 pesos (R$ 147) por pessoa. As visitas à adega podem ser feitas sem reserva, durante todo o ano de segunda a sábado, às 10h, 11h, 12h30 e 15h. A visita guiada com degustação de quatro vinhos Nieto Senetiner e Don Nicanor custa 350 pesos (R$ 30). No local também é possível fazer passeios de bicicleta e cavalgadas pelos vinhedos em datas específicas; nietosenetiner.com.ar.

Finca Decero
Você vai se impressionar com a vista dos picos andinos durante a degustação na Finca Decero, em Agrelo. As edificações da vinícola - que usam materiais locais - do suíço Thomas Schmidheiny se refletem em seus vinhos varietais encorpados (Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Tannat). A visita é feita em grupos pequenos. Entre os vinhos, destaque para The Owl & The Dust Devil 2015, blend de uvas tintas com um frutado expressivo e longo final. Outro é o Cabernet Sauvignon 2015. Dica: os vinhos da Decero não são exportados para o Brasil, por isso se gostar, compre. As garrafas custam de R$ 50 a R$ 150. A visita não é cobrada, só a degustação. São duas opções, a partir de 400 pesos (R$ 35). As reservas (também para o restaurante) podem ser feitas em decero.com.

Viña Alicia
Uma bodega mais intimista, com produção menor e aposta em uvas menos conhecidas é a Viña Alicia, em Luján de Cuyo, bem próxima à capital. No vinhedo de 10 hectares são produzidas uvas Cabernet Sauvignon, Cabernet Franc e Merlot. Há também outras pouco encontradas na Argentina - Nebbiolo, Grenache Noir, Carignan, Albariño e Savagnin, essa última fruto de experiências especiais, segundo contou Rodrigo Arizu, diretor da bodega. Dali saem apenas 25 mil garrafas de Viña Alicia por ano. A bodega produz ainda os vinhos Paso de Piedra e lançou recentemente a linha Generaciones, à venda apenas na sede da vinícola. Os preços são levemente superiores aos de outras vinícolas, mas valem cada centavo. A vinícola cobra apenas pela degustação: US$ 30 (R$ 112) para cinco tipos. Informações: vinaalicia.com/home.php.

Ojo de Agua
É preciso seguir por uma estrada de terra para chegar à Ojo de Agua, uma bodega com cultivo orgânico de propriedade do suíço Dieter Meier, criador de gado na Patagônia. Localizada em Agrelo, também em Luján de Cuyo, oferece bons vinhos (Malbec e outras variedades) sob a marca Puro. São eles que acompanham as refeições no delicioso e rústico restaurante de frente para os vinhedos e os Andes. A refeição começa com empanadas saborosas e se completa com carnes de primeira e sobremesa. Custa 1.500 pesos (R$ 135). Há dois tipos de degustação, a partir de 500 pesos (R$ 45) com três tipos de vinho, queijos e pães. Informações: ojodeagua.global.

Norton
Fundada em 1865 em Pedriel, a bodega pertence, desde 1989, ao empresário austríaco Gernot Langes Swarovski (que tem seu sobrenome associado aos famosos cristais). Na prática, quem dirige o empreendimento é seu filho, Michael Halstrick; David Bonomi é o enólogo principal (um dos melhores da América do Sul em 2017, segundo a revista americana Decanter). Nos campos, há videiras jovens e outras com até 80 anos. Entre seus rótulos, o vinho Malbec com melhor custo-benefício é o Perdriel Malbec 437,50 pesos (R$ 88). "Um vinho que dificilmente é encontrado no Brasil", indica Diego Mello, brasileiro que cuida do turismo na bodega argentina. A visita básica, chamada Experiência Malbec, custa 330 pesos (R$ 67) por pessoa. A degustação inclui um espumante e dois vinhos, além de tour pela fábrica e a cava histórica de 1944. Há outras opções de experiências, como criar o próprio vinho ou fazer um piquenique entre vinhedos; norton.com.ar.

 

Diário de Cachoeirinha
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