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Notícias | Região Demissões

Pirelli e sindicato chegam a um acordo para plano de demissões até 2021

Em média, cada trabalhador que aderir receberá R$ 70 mil

Por Eduardo Torres
Última atualização: 12.09.2019 às 10:51

Foto por: Inácio do Canto/TRT-RS
Descrição da foto: Reuniões de conciliação iniciaram em maio
O sindicato dos trabalhadores e a direção da Pirelli chegaram a um acordo que renderá, em média, R$ 70 mil líquidos, além dos valores de rescisão, para cada trabalhador demitido até o encerramento das atividades da fábrica, em Gravataí, em 2021. Trata-se de um Plano de Demissões Incentivadas (PDI), costurado depois de quatro meses de negociações mediadas pelo Centro Judiciário de Métodos Consensuais de Solução de Disputas (Cejusc-JT). Para ser beneficiado, os trabalhadores precisam aderir à convenção coletiva até o dia 24 de setembro.

De acordo com o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria e Artefatos de Borracha de Gravataí (STIAB), até esta semana, 615 dos mais de 900 trabalhadores de Gravataí haviam aderido.

Os encontros entre os representantes dos dois lados na Justiça do Trabalho começaram em maio. A tentativa inicial dos mediadores era evitar as demissões anunciadas pelo grupo italiano, mas como não houve recuo, a busca foi pelo consenso.

"Saíram todos satisfeitos com a conciliação", diz o desembargador Roberto Carvalho Fraga, presidente do Tribunal Regional do Trabalho, da 4ª Região.


O acordo ainda garantiu que não haverá demissões até maio de 2020. Para os que forem demitidos entre maio e julho do ano que vem, haverá o pagamento de mais R$ 8 mil. Se o desligamento ocorrer até julho de 2021, serão R$ 10 mil.

Após a saída, cada funcionário ainda terá garantia de seis meses com o plano de saúde. Para o próximo ano, ainda foi ajustado abono de R$ 400 mensais durante nove meses.

“Este acordo foi muito significativo por sua amplitude. Passamos meses envolvidos nas negociações, com dificuldades para chegar a um consenso entre os interesses, mas acredito que o resultado foi valioso. Pelo número de adesões, sentimos que ele contentou a grande maioria dos trabalhadores”, avalia o presidente do sindicato, Flávio de Quadros.

Na mesa de discussões, os representantes dos trabalhadores ainda conseguiram a garantia de que o próximo pagamento do Plano Participação nos Lucros da unidade de Gravataí será correspondente ao da unidade de Campinas, desconsiderando, por exemplo, a natural queda da produção dos últimos meses, desde que o fechamento da fábrica foi anunciado.

"Este acordo é fruto de uma grande construção, envolvendo a empresa, os trabalhadores e o Cejusc-JT", comentou o advogado Roberto Bersch, representante da Pirelli.

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