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Notícias | Região Crise do lixo

Empresa não cumpre prazo e lixo continua espalhado pelas ruas de Cacheirinha

Retomada do serviço de coleta mecanizada nos contêineres de lixo, paralisada no final da semana passada, ainda não chegou nem à metade. Resíduos em excesso, do lado de fora dos equipamentos, são recolhidos pela prefeitura

Por Eduardo Torres
Publicada: 12.09.2019 às 09:40

Foto por: Divulgação/PMC
Descrição da foto: Retomada da coleta dos contêineres começou há dois dias
O lixo continua espalhado pelas ruas de Cachoeirinha. O prazo estabelecido pela prefeitura para a normalização da coleta mecanizada dos contêineres, paralisada no final da semana passada, até a noite de quarta (11) não foi cumprido. De acordo com o secretário municipal de Serviços Urbanos, Brinaldo Mesquita, de 440 contêineres ainda mantidos pela empresa Cone Sul Soluções Ambientais, 180 foram recolhidos até às 9h desta quinta (12). E isso não é tudo.

"Há muito lixo acumulado do lado de fora dos contêineres, e isso surpreendeu até mesmo à empresa. Em um caso, por exemplo, enchi uma caçamba de caminhão só com o material que tinha fora de três contêineres. Estamos mobilizados com a equipe da secretaria e o pessoal da empresa que faz a coleta manual reforçando este recolhimento do lixo que fica para trás depois de virados os contêineres", aponta os secretário.

Com a chuva, a recuperação do tempo perdido deve ficar ainda mais comprometida. Brinaldo não arrisca um novo prazo para regularizar a coleta em toda a cidade.


"Ontem a empresa fez um reforço na área da Nova Cachoeirinha, hoje, solicitamos que fossem no Jardim do Bosque. Passamos a noite mobilizados e seguiremos", garante.

Em reunião com a prefeitura, representantes da Cone Sul, que teve seu contrato de recolhimento mecanizado do lixo rescindido no final de agosto, garantiu que manterá os contêineres, pelo menos, até 23 de setembro. O prazo para que a empresa EPPO, contratada emergencialmente na última semana, inicie os trabalhos é 28 de setembro.

A Cone Sul havia parado de recolher o lixo dos contêineres uma semana atrás, inclusive retirando das ruas 19 destes equipamentos, em especial na Avenida Flores da Cunha. A alegação para a parada, diz o secretário, teria sido a rescisão contratual. O fato é que a prefeitura está com pagamentos atrasados pelos serviços de coleta mecanizada em pelo menos oito meses. Na segunda (9), já com a empresa parada e o lixo acumulado, foram depositados R$ 404 mil, referentes ao serviço de dezembro de 2018.

Na última sexta, um dia depois de parar o serviço e de ter sido publicada a contratação emergencial da empresa EPPO, a Cone Sul ingressou com uma ação judicial contra o município. A reportagem tenta contato com a empresa, sem sucesso até o momento.

A rescisão contratual seguiu orientação do Tribunal de Contas do Estado (TCE). Depois de 60 meses de serviços na cidade, o TCE entendeu que uma nova prorrogação de contrato, como pretendia a prefeitura, feria a lei de licitações. A intenção inicial do governo era de que a Cone Sul seguiria atuando até que a PPP do lixo saísse do papel. No fim, sem o aval do TCE, essa parceria não acontecerá. A promessa agora é de que, em seis meses, estará concluída nova licitação para coleta mecanizada (contêineres) na cidade.

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