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Ameaça levada a sério

'Bala na cara deles', dizia homem que ameaçava direção de escola de Gravataí no WhatsApp

Polícia Civil convocou a imprensa na manhã desta terça-feira (10) para esclarecer caso do suspeito preso por fazer apologia ao crime. Conforme delegado João Paulo de Abreu, ele propagava a ideia de entrar na instituição e "atirar em todo mundo"
10/09/2019 12:55 10/09/2019 13:13

PAULO PIRES/GES
ADICIONARAM RISCO À DENÚNCIA: material apreendido na casa do estudante será usado como prova, segundo o delegado João Paulo de Abreu
A Polícia Civil aponta que foi em maio que passou a circular, em um grupo de WhatsApp, formado por estudantes de uma escola técnica de Gravataí, mensagens de um homem de 32 anos aludindo violência contra os funcionários da instituição. O estopim foi o caso de um "portão fechado", que teria levado o tal sujeito, também um estudante do local, a falar em "bala na cara deles", sendo "eles", no caso, os funcionários. De saída, circulando apenas no confinado espaço do grupo, as mensagens logo chegaram até a direção da escola, que acionou a polícia.

Coube a Delegacia de Repressão aos Crimes Informáticos (DRCI) fazer uma "visita" até o endereço do estudante. Com mandado judicial de busca e apreensão garantido pela Comarca de Cachoeirinha, os policiais foram até a residência do homem no Parque da Matriz, nesta segunda-feira (09), onde encontraram uma arma calibre 32, munição de vários calibre, algema e até uma datada granada de gás lacrimogêneo. Ele acabou sendo autuado em flagrante pelo material, mas deve responder criminalmente mesmo é pela apologia à violência, segundo o delegado João Paulo de Abreu, do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).

O delegado atendeu a imprensa na sede do Deic, na manhã desta terça-feira (10), esclarecendo que as mensagens publicadas pelo suspeito foram somadas a um vídeo de um massacre recente a uma escola americana. "Isso é sempre preocupante, ainda mais depois do massacre de Suzano", frisa. "Não temos registrada nenhuma agressão física ou verbal deste rapaz contra qualquer funcionário, porém as mensagens no WhatsApp causaram certo temor tanto na direção da instituição quanto na Polícia Civil", esclarece. "Até porque aqueles atiradores que mataram inocentes em Suzano também nunca foram fichados pela polícia por nada."

A Polícia Civil não divulgou o nome da instituição, pedindo cautela para a imprensa até pela segurança dos funcionários, até porque, conforme o delegado, é muito sério o caso envolvendo alguém que fazia ameaças que iria "atirar em todo mundo."


Liberado após pagar a fiança de R$ 700

Foto por: POLÍCIA CIVIL/REPRODUÇÃO
Descrição da foto: BALA NA CARA: mensagens fazendo apologia à violência preocuparam a direção da instituição e também a polícia
O suspeito foi liberado após o pai ter pago a fiança estabelecida em R$ 700. Vai continuar sendo investigado por conta do crime na internet e também pela arma achada em sua casa. Caso o Instituto Geral de Perícias (IGP) comprove que o calibre 32 funciona perfeitamente, será indiciado também pelo porte ilegal de arma de fogo. "Chegamos até ele por conta das ameaças feitas pelo WhatsApp, mas o fato dele ter uma arma em casa agrava a denúncia", apontou João Paulo. "É difícil imaginar que este rapaz praticaria um crime desta natureza com uma arma como esta, mas falava em matar e tinha um instrumento que poderia talvez ser usado."

Polícia Civil tem recebido milhares de denúncias

Foi no dia 13 de março de 2019 que a Escola Estadual Professor Raul Brasil, no município de Suzano, em São Paulo, foi invadida por dois atiradores. Eles mataram cinco estudantes e duas funcionárias da escola, antes que um deles atirasse no outro e depois cometesse suicídio. Desde então, a Polícia Civil tem recebido milhares de denúncias referentes a ameaças em instituições de ensino. Grande quantidade delas são falsas, mas algumas, como esta na escola técnica de Gravataí, são encaradas seriamente.

Diário de Cachoeirinha
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