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Família angustiada

Surfista desaparecido em Imbé praticava esporte há cinco meses

Gustavo Quadros de Oliveira, de 18 anos, entrou no mar na última quinta-feira e ainda não foi encontrado
11/06/2019 03:00 11/06/2019 08:06

Foto por: Arquivo Pessoal/ Facebook
Descrição da foto: Surfista Gustavo Santos de Oliveira, 18 anos, desapareceu no mar de Imbé na quinta-feira
A família do estudante Gustavo Quadros de Oliveira, 18 anos, que desapareceu no mar, encara o sexto dia de buscas. A angústia do casal Simone e Jarder Oliveira, mãe e pai de Gustavo, encontra suporte no empenho que as autoridades dedicam às buscas e na solidariedade de amigos e familiares.

Embora conhecesse o mar, Gustavo iniciara a prática de surfe havia cinco meses. Menos de meio ano não foram suficientes para lidar com a correnteza que havia se formado naquela quinta-feira de manhã, no último dia 6, quando ele e o amigo Maurício Piazza resolveram encarar as ondas. O comandante do 1º Pelotão de Bombeiros Militares de Tramandaí, o tenente Elísio Oliveira Lucrécio, que coordena as buscas, lembra que naquele dia a vazante do rio era bastante forte.

Foto por: Corpo de Bombeiros/Especial
Descrição da foto: reforço: varredura no litoral para localizar Gustavo

Gustavo e o amigo entraram no mar na guarita 134, por volta das 10h30. Mais ou menos uma hora depois, só Maurício conseguiu sair. "Os pais do Gustavo estão com o coração partido muito sofrimento em saber que seu filho único está desaparecido no mar", conta o primo de Gustavo, Héricles Quadros, que mora em Capão da Canoa. "Muito difícil para todos da família, o Gustavo sempre foi um menino alegre brincalhão tá fazendo muita falta para todos", lamenta-se o primo, que ontem pretendia se deslocar a Imbé para se encontrar com a família e acompanhar as buscas. Amigos e familiares têm feito correntes de oração na praia para acompanhar as buscas.

Auxílio nas buscas

Os bombeiros de Tramandaí coordenam as buscas. Mais uma varredura foi feita de Mostardas até a Barra de Imbé, mas sem sucesso, segundo o tenente Lucrécio. “Nesses últimos dias, tivemos boa visualização da água, mas, mesmo assim, não foi possível localizar nada, somente nos últimos dias, por conta do vento, tem mais ondas, mas, com o helicóptero, é possível percorrer além das ondas”, completa o bombeiro.

Barcos pesqueiros também são usados, além de drones na beira da praia. Héricles conta que até a Petrobras tem ajudado nas buscas, com empréstimo de barcos e rebocadores. “Conseguimos também o apoio do aeroclube de Eldorado do Sul, que, junto com a Brigada Militar, reforçam as buscas aéreas”, conta Héricles.

"Andamos 49 quilômetros"

Foto por: Bombeiros de Tramandaí/Divulgação
Descrição da foto: Quadriciclos e drones são usados nas buscas
De acordo com o tenente Lucrécio, a demora em acionar o resgate pode ter comprometido as buscas. "Pelo que sabemos, ele sumiu no mar por volta das 11h30, mas os Bombeiros foram chamados por volta das 16 horas. Se imediatamente tivesse sido informado, as chances de localização seriam maiores", avalia. Ainda assim, os bombeiros não cessam os trabalhos.

Lucrécio explica que a equipe de buscas faz estimativas de localização, levando em conta o curso das correntes e o sentido do vento para calcular a distância onde Gustavo possa ser localizado. "Infelizmente não tivemos sucesso, mesmo seguindo essas estimativas", afirma. O comandante dos bombeiros lembra também que estão sendo usados recursos de localização por meio de helicópteros, drones e dos quadriciclos dos bombeiros para percorrer a praia.

A família de Gustavo também fez buscas, ainda na madrugada de sexta-feira. Héricles conta que assim que souberam da notícia do desaparecimento do primo, os familiares embarcaram em carros e partiram às 4 horas, para fazer buscas ao longo do litoral. "Algumas pessoas da nossa família pegaram os carros e foram em direção a Quintão pela beira da praia com a esperança de encontrar ele, andamos 49 quilômetros e não tivemos sucesso também", conta.

Diário de Cachoeirinha
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