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Comunidade

Diretor da Comusa dá explicações na Câmara sobre novas tarifas d'água

Lüders defendeu que o critério de metragem da moradia não é justo para definir quem deve ter ou não o subsídio, mas a renda, sim
18/04/2019 03:00 18/04/2019 09:02

Foto por: Maíra Kiefer/CMNH
Descrição da foto: Diretor da Comusa, Márcio Lüders dos Santos, na tribuna da Câmara
O diretor-geral da Comusa - Serviços de Água e Esgoto de Novo Hamburgo, Márcio Lüders dos Santos, participou da sessão plenária da Câmara de Vereadores de Novo Hamburgo desta quarta-feira (17) para prestar esclarecimentos sobre o aumento nas contas de água no Município. O novo formato inclui categorias sociais com critérios socioeconômicos para definir os usuários que recebem subsídios.

Lüders usou a tribuna para explicar a nova composição tarifária. Ele frisou que, mesmo com os ajustes, a Comusa ainda tem o maior número de tarifas subsidiadas - de 15% a 16% do total - em relação a outras empresas concessionárias de água no Rio Grande do Sul.

Segundo Sílvio Klein, diretor de relacionamento com o cliente da autarquia, a diferença de valor de algumas contas de água é grande, com um reajuste de mais de 100%, porque os cidadãos que possuíam o subsídio pagavam 40% do valor de uma tarifa normal. Ele explicou que, ao perder o benefício, ainda sofreram o reajuste de 6,5% conferido a todos os usuários.

CRÍTICAS

Enfermeiro Vilmar (PDT) disse que a reclamação da comunidade é geral. "O aumento chega a 150% em alguns casos. Mais de 30 mil pessoas que estavam na tarifa social acabaram perdendo esse desconto. A população não tem culpa da dívida com a Corsan."

Patricia Beck (PPS) destacou que reajustar tarifa para melhorar o serviço ofertado é válido, mas que, para "pagar conta da ineficiência de uma gestão passada, não é aceitável". Ela citou novamente a Lei 11.445/2007para embasar sua fala. "Segundo a norma, a decisão realizada pela Comusa precisa ser discutida com a população, e isso não aconteceu. O projeto entrou em regime de urgência na Casa, portanto não foi discutido nas comissões competentes. Não é uma obrigação de vocês saldarem essa dívida com a Corsan. Isso foi uma decisão administrativa governamental."

11 mil tarifas subsidiadas

Lüders defendeu que o critério de metragem da moradia não é justo para definir quem deve ter ou não o subsídio, mas a renda, sim. "Por exemplo, tínhamos apartamentos de zonas nobres do Município que ganhavam subsídios enquanto outras pessoas com uma casa um pouco maior, mas com renda bem inferior, não o recebiam. Hoje, ainda temos 11 mil tarifas subsidiadas." Além disso, o diretor-geral destacou que a tarifa ainda é menor do que a cobrada pela Corsan, empresa que atende a maior parte da região.

 

SAIBA MAIS

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Diferença no valor das contas de março e abril assustou moradores de Novo Hamburgo

A Comusa realizou uma reestruturação de seu sistema tarifário no final do ano passado. Segundo Lüders, o objetivo foi corrigir distorções em uma tabela datada da década de 1990 e que nunca passou por alterações significativas. A autarquia defende que novo formato torna mais justo o tabelamento, especialmente no que diz respeito às tarifas que são subsidiadas pelos demais usuários, além de corrigir distorções geradas pela inflação e pelo aumento de custos básicos.

O reequilíbrio das tarifas foi aprovado pela Câmara em dezembro. O processo foi finalizado em função da necessidade da autarquia de fazer o enfrentamento da dívida histórica com a Companhia Riograndense de Saneamento (Corsan). A readequação do sistema ajuda a Comusa a realizar os pagamentos que começaram já no mês de janeiro, com depósitos judiciais mensais de R$ 2,3 milhões, que compõem parte da dívida de quase R$ 200 milhões e que tem sido deixada de herança desde a municipalização dos serviços em 1998.

Diário de Cachoeirinha
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