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Investigação

Hamburguense de 20 anos é um dos procurados pelo latrocínio em Estância

Jovem da Vila Palmeira, no bairro Santo Afonso, teria fugido com a namorada
18/04/2019 03:00 18/04/2019 08:01

Foto por: Inézio Machado/ GES
Descrição da foto: Ataque à Ótica Elaine, na Rua Portão, no Centro de Estância Velha, aconteceu no dia 10 de abril
A vida do hamburguense de 20 anos no crime não era segredo, mas foi surpresa para vizinhos da Vila Palmeira, no bairro Santo Afonso, saber que ele está envolvido em latrocínio que chocou o Estado. "Quando vi as fotos no jornal, achei muito parecido, só que não queria acreditar. Depois começaram a aparecer por toda a parte, até na TV. Eu sempre aconselhei o rapaz a ser uma pessoa direita, trabalhadora. Pena que escolheu esse caminho", declara um familiar. Ele se refere ao assaltante que aparece de preto e óculos escuros na Ótica Elaine, no Centro de Estância Velha, durante ataque que resultou na morte do dono e do filho, no último dia 10. E confirma que o jovem é procurado pela Polícia.

Parentes e vizinhos encontrados pela reportagem afirmam não saber onde está o suspeito. "Se mandou daqui com a namorada. Se eu tivesse o contato dele, tentaria convencê-lo a se entregar, pois não vai conseguir fugir para sempre", comenta outro familiar, que revela temer pela vida do fugitivo. "Ele cometeu um crime muito grave. Então, se for pego na rua, pode ser morto pela Polícia. Todo mundo quer pegá-lo. Nós, da família, estamos preocupados. Queremos que pague pelo que fez na prisão e não morto."

Foto por: Polícia Civil/ Divulgação
Descrição da foto: FORAGIDO: hamburguense foi identificado pela Polícia como um dos criminosos de ataque a ótica

"APAVORADO"

Para ele, o jovem está assustado com o resultado e a repercussão do roubo. "Quando o cara sai para roubar, não é para matar. Mas aconteceu e agora o rosto dele está exposto por toda a parte. É um guri que recém fez 20 anos. Deve estar apavorado." O nome do suspeito não é revelado porque a Polícia não confirma a identidade.

As informações sobre a investigação são com o delegado regional do Vale do Sinos, Eduardo Hartz. E ele não revela nada. Não fala se há suspeitos, se há mandados de prisão ou mesmo sobre o andamento do inquérito. "No momento estamos mantendo o sigilo de toda e qualquer diligência que esteja sendo realizada com o objetivo de elucidar o fato com a maior brevidade possível", declara.

Os principais trunfos da investigação são as imagens, o roteiro dos assaltantes e o celular esquecido por um deles no segundo automóvel. Em razão da repercussão do crime, é possível que os bandidos não tenham conseguido repassar as joias roubadas, avaliadas em R$ 350 mil. Mesmo um receptador predefinido não correria o risco. As buscas da Polícia também visam aos prováveis locais onde elas foram escondidas

'Ele recém tinha saído da cadeia'

Um parente comenta que o assaltante de preto tem vasto histórico criminal. “Ele recém tinha saído da cadeia. Acho que há uns três meses. Conheço desde pequeno, mas não tenho muito contato.” Conforme familiares, a primeira prisão foi quando o procurado era menor de idade. “Difícil entender como entrou nessa vida. Era um bom guri. Trabalhava todos os dias num mercadinho aqui da Santo Afonso.” Estudo nunca foi o forte. “Acho que ele foi só até a segunda série.”

E o de camisa rosa?

Parentes e conhecidos do hamburguense de preto desconversam sobre o comparsa de camisa rosa flagrado pelas câmeras da ótica. Não dizem quem é, sob argumento de não terem certeza, mas deixam escapar que pode ser um amigo da Vila Brás, no bairro Santos Dumont, em São Leopoldo, próximo ao limite com Novo Hamburgo. “Não sei quem é esse outro. Acho que andavam juntos.

Foto por: Polícia Civil/ Divulgação
Descrição da foto: Criminoso de camisa rosa também segue foragido

'Já sabem que são procurados'

Mesmo habituada à criminalidade, a área da Vila Palmeira até a Vila Brás, no limite entre Novo Hamburgo e São Leopoldo, está em ebulição. Moradores contam que, desde a última sexta-feira (dois dias depois do latrocínio), a movimentação policial é praticamente diária no entorno. “Eles (os assaltantes) já sabem que são procurados. Imagina todas aquelas imagens distribuídas. E o pessoal daqui logo associa”, conta um industriário.

Dupla se arrumou para o roubo

Pelas imagens, observam testemunhas, fica evidente que a dupla “se produziu” para praticar o assalto. Seria uma forma de disfarce, com óculos. “O dia a dia deles é com boné, camiseta, bermuda e tênis, de preferência de marcas famosas, mesmo que falsificadas. São de famílias pobres”, diz um morador da Vila Brás. E completa: “Nas imagens, pelas camisas, cabelo alinhado e barba bem feita, num primeiro momento não os reconheci”.

Há pelo menos três envolvidos

A dinâmica do crime aponta para a participação de pelo menos três homens. Podem ser até quatro. Além dos dois flagrados por câmeras, haveria o motorista até o Rincão, onde foi abandonado o primeiro carro. Um quarto participante poderia estar aguardando no segundo veículo, deixado na BR-116, em São Leopoldo.

O CRIME

Foto por: Reprodução/Facebook
Descrição da foto: Leomar Canova e Luiz Fernando Canova eram pai e filho
Por volta das 9 horas do dia 10 de abril, dois homens bem vestidos entram na joalheria, na Rua Portão, no Centro, e logo avisam que é assalto. São rendidos a dona, Elaine Canova, 54 anos, o marido e sócio, Leomar Canova, 59, o filho Luís Fernando Canova, 35, e uma funcionária.

Enquanto o bandido de camisa rosa manda as mulheres recolherem joias no balcão, o comparsa de preto vai com Leomar e Luís Fernando ao escritório. Em seguida, aparecem pai e filho reagindo já na parte da frente, onde são alvejados pelos dois assaltantes.

O de preto sai correndo sem levar o que havia recolhido, mas o de rosa, com muita frieza, ao lado dos corpos, manda as mulheres entregarem a sacola em que havia mandado encher de joias. Os dois embarcam em um Honda City cor chumbo. O carro, roubado em Porto Alegre, é abandonado na Rua Ceará, bairro Rincão, em Novo Hamburgo.

Por volta das 11 horas, os bandidos deixam um Focus prata, também roubado, em rua lateral à BR-116, na área central de São Leopoldo. A Polícia Rodoviária Federal encontrou o veículo ligado e um telefone celular na parte dianteira. Imagens mostram que três homens descem do carro e um de camisa rosa sobe uma passarela na direção do Centro.

A comoção, em meio a clima de revolta com a insegurança, foi traduzida nas palavras de Leonardo Canova, 25. "Meu pai e meu irmão não suportaram mais um assalto. Isso cansa. Reagiram por uma sensação de esgotamento", comentou ele, ao recordar que todas as relojoarias da família na região já foram atacadas. "É difícil dizer o que sentimos num momento desses. Estou mais preocupado com minha mãe, que viu tudo."

Diário de Cachoeirinha
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