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Especial

Parem as máquinas, em nome do rio

A APN-VG só foi surgir em 1979, mas bem poderia ter sido criada em 1962, por um guri de dez anos apaixonado pelo Rio Gravataí
13/06/2019 12:29 13/06/2019 12:30

Foto por: Arquivo Pessoal/Cláudio Wurlitzer
Descrição da foto: Em 1984, Paulo Müller (esquerda) e Cláudio Wurlitzer trataram do Rio Gravataí em um simpósio de prefeitos da Região Metropolitana
O ano marcante, e a data a ser comemorada, é de 1979, mas bem poderia ser 1962. Foi quando, aos 10 anos, o pequeno Paulo Roberto Linck Müller, hoje conhecido engenheiro Paulo Müller, teve o primeiro contato com as máquinas que, a mando do governo federal, abriam um imenso canal na região de banhados das nascentes do Rio Gravataí.

"Ela abria um valo no terreno alagadiço e mudava o curso da água do Gravataí. Criava um efeito de ralo para a água represada no terreno natural do banhado e secava a terra. Matava os marrecões e outras espécies do banhado. Eu venho de família de caçadores, que vivem o rio Gravataí desde sempre. Aquilo me impactou muito", conta.

Demorou ainda quase 20 anos — período em que aquele guri não parou de fazer barulho e alertar para o crime que acontecia nas nascentes do Gravataí — para, ajudado pelo advogado Alceu Flores, encamparem a ideia de criação de uma organização ambiental no Vale do Gravataí.


"Eu costumo dizer que a minha ligação é umbilical com o rio. Minha mãe sempre contava que, quando o pai entrou com ela em um 'auto de praça' até Porto Alegre, no dia em que eu nasceria, ele e o motorista foram de Gravataí até o hospital falando de caçada de marrecão e pescaria no Gravataí. Desde antes de nascer essa já era a minha realidade", lembra.

E como quem foi a faísca para o movimento multiplicar, Paulo Müller mantém a chama acesa ao ver os rumos da APN para os próximos 40 anos.

"A missão ambiental nunca termina, e este rumo que estamos tomando, com o catamarã no Rio Gravataí, é maravilhoso. Imagina quantas novas consciências estamos formando?".

Diário de Cachoeirinha
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