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Saúde

Cachoeirinha tem primeiro caso de dengue contraído na cidade

Paciente no Jardim América foi atendido na UPA 24 Horas há mais de 20 dias. Com apenas sete agentes de combate a dengue, município tenta mobilização para prevenir novos casos.
15/05/2019 14:50 15/05/2019 15:12

Foto por: Divulgação/Prefeitura de Cachoeirinha
Descrição da foto: Levantamento no bairro Jardim América confirmou infestação do mosquito transmissor da dengue
Depois de dez dias de investigações, Cachoeirinha teve o primeiro caso de dengue autóctone (contraída no município) confirmado pela Secretaria Estadual da Saúde. O dado foi divulgado na tarde desta quarta-feira (15) no boletim epidemiológico estadual, que trata do mapa de contágio por dengue, zika virus e chukungunya, e já mobiliza os agentes da saúde municipal. Se o tempo contribuir, acontecerá nesta quinta a primeira de cinco operações previstas de fumacê no bairro Jardim América, como forma de isolar o ponto onde foi detectada a doença.

A prefeitura não revela dados do infectado, mas se trata de um homem que procurou atendimento na UPA 24 Horas com sintomas semelhantes a uma gripe forte, há mais de 20 dias. Ele fez todos os exames referentes à dengue e recebeu tratamento. Já não apresenta sintomas da doença.

"Foi um caso de dengue tradicional, e não da mais grave, hemorrágica. O paciente já passa bem. Na nossa investigação, ele apontou que não saiu da cidade, então temos certeza de que se trata, de fato, de um caso autóctone", diz o coordenador de vigilância em saúde de Cachoeirinha, Gelson Braga.


Segundo ele, no levantamento ambiental feito nos arredores da casa deste paciente, foram coletadas larvas, e o resultado foi alarmante. De cada dez larvas, nove eram do mosquito Aedes aegypti, o transmissor da dengue.

Braga admite que a situação não é isolada ao Jardim América. Toda a Região Metropolitana é considerada um cinturão de infestação do mosquito causador da doença. Em fevereiro, um caso de zika virus já havia sido confirmado em Gravataí, e outro de dengue, em Glorinha. Ambos autóctones.

Um agente para cada 14 mil imóveis

Se de um lado, a necessidade de conscientização da população para evitar os focos de reprodução do mosquito é cada vez maior, e o governo municipal promete multiplicar esta campanha, de outro, Cachoeirinha carece de estrutura adequada para dar conta dos focos de mosquito. Enquanto na vizinha Gravataí há 64 agentes contra endemias — os chamados visitadores —, em Cachoeirinha, sete funcionários cumprem a função. Um déficit de quase 90%.

Conforme a determinação legal, o ideal seria um agente para cada 800 a mil imóveis. No caso de Cachoeirinha, deveria haver pelo menos 57 agentes da dengue. A defasagem é questionada pelos vereadores. Nesta semana, Marco Barbosa (PSB) solicitou informações ao Executivo sobre possível desvio de função dos poucos agentes contratados.

Como não há perspectiva de novas contratações, ainda nesta semana, Gelson Braga deve propor ao governo municipal a formação de uma espécie de força-tarefa.

"Isso já é previsto por lei, incluir atividades preventivas nas funções de agentes de outras áreas da saúde. Por exemplo, se somarmos agentes de saúde, visitadores sanitários e de endemias, teremos 120 pessoas mobilizadas. Mas de nada adiantará se as pessoas não fizerem as suas partes, no pátio de cada casa, entre os vizinhos", comenta.

Secretarias mobilizadas

Foto por: Reprodução
Descrição da foto: Prefeitura de Cachoeirinha reforça necessidade de prevenção
A mobilização, segundo as pretensões do coordenador, deve envolver ainda as secretarias de Planejamento, de Sustentabilidade e de Educação.

"Minha proposta é que ações como a fiscalização de terrenos e de conscientização em sala de aula sejam cumpridas. Todas elas são previstas por lei municipal, inclusive. É um alerta que, pessoalmente, venho fazendo há muito tempo, mas demora para as pessoas entenderem a seriedade do problema", diz.

E nem a proximidade do inverno deve representar um alívio. É que a região está sob a influência do El Niño. Isso significa um inverno menos frio e mais chuvoso. Condição ideal para o desenvolvimento do mosquito transmissor da dengue.


COMO EVITAR O MOSQUITO
Feche caixas d'água, tonéis e latões
Guarde pneus velhos em abrigos
Coloque embalagens de vidro, latas e plásticos em lixeiras bem fechadas
Limpe com escovação os bebedouros dos animais
Mantenha desentupidos os ralos, calhas, canos, toldos e marquises
Mantenha a piscina tratada o ano inteiro
Guarde garrafas vazias com o gargalo para baixo
Não acumule água nos pratos com plantas. Encha-os com areia

OS SINTOMAS

Dengue
Febre alta e de início imediato
Dores moderadas nas articulações
Podem aparecer manchas vermelhas na pele
Leve coceira no corpo

Zika Virus
Febre baixa
Dores moderadas nas articulações
Manchas vermelhas na pele nas primeiras 24 horas
Coceira de leve a intensa
Pode haver vermelhidão nos olhos

Chikungunya
Febre alta e de início imediato
Dores intensas nas articulações
Nas primeiras 48 horas, aparecem manchas vermelhas na pele
Pode haver coceira leve
Vermelhidão nos olhos

ZONA DE RISCO

A Região Metropolitana é considerada um cinturão de infestação do mosquito Aedes aegypti. Porto Alegre, Alvorada, Cachoeirinha, Gravataí, Glorinha e Viamão estão entre os 323 municípios gaúchos na lista de infestados.

Um município é considerado infestado quando, no intervalo de 12 meses, é localizado algum foco de larva do mosquito transmissor da dengue, zika e chikungunya.

Até novembro de 2018, Cachoeirinha, Gravataí e Glorinha eram considerados locais com baixo risco de contágio. No começo deste ano, porém, a classificação passou ao nível de alerta.

Diário de Cachoeirinha
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