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Ordem na faixa

Aperta o cerco contra quem estaciona nas calçadas de Gravataí

Trecho entre as paradas 64 e 74 da Avenida Dorival de Oliveira recebeu pintura específica, demarcando o passeio público nas calçadas
16/04/2019 15:28 16/04/2019 15:28

Foto por: GES
Descrição da foto: Lugar de pedestre é na calçada sinalizada
Quem estacionar na calçada, atrapalhando o passeio público, será multado e poderá ter o carro recolhido. O rigor da lei já está há muito no papel, mas na Avenida Dorival de Oliveira, foi preciso uma nova medida da prefeitura para que a exigência por um espaço aos pedestres nas calçadas ficasse ainda mais evidente. Há cerca de 20 dias, uma pintura pouco usual pode está no piso do calçamento entre as paradas 64 e 74 da principal avenida da cidade. São bonequinhos em amarelo, simbolizando pedestres, e faixas com largura, em média, de três metros, também amarelas, para deixar clara a proibição de estacionar onde o lugar é dos pedestres.

"Faz alguns dias que pintaram aqui na frente, mas não adianta muita coisa. Ninguém respeita. Acho que é cultural. Falta mais educação para os motoristas", conta Zuleica Carbonera, 49 anos, que trabalha em uma banca de revistas na altura da parada 66.

Ela vê, de dentro da banca, o malabarismo que algumas pessoas ainda precisam fazer para simplesmente caminharem na calçada sem que isso se torne uma prova de obstáculos.

"Outro dia, comentei com meu marido que estranho eram esses bonequinhos pintados no chão. Entendi que era para marcar a calçada, né, o espaço dos pedestres. Mas quase todos os dias tenho que desviar de algum carro que continua estacionando em lugar proibido", diz a auxiliar de serviços gerais, Atais de Souza, 42 anos.

A poucos metros dali, na altura da parada 64, dois carros permaneciam estacionados justamente sobre o trecho recém demarcado pela Secretaria de Mobilidade Urbana. Não havia fiscais no local, no final da manhã desta terça-feira (16). De acordo com o secretário Alison Silva, a fiscalização será reforçada.

O Código de Trânsito Brasileiro classifica o estacionamento sobre o passeio público uma infração grave (cinco pontos na carteira), passível de multa e, caso o motorista não apareça para retirar o veículo, recolhimento do carro.

"Nossa prioridade está na Dorival de Oliveira e na Avenida Centenário, onde deparamos com este tipo de infração com maior frequência. É um traço cultural da cidade mesmo, e que precisa ser mudado", avalia.

A pintura do passeio público, aliás, foi resultado, justamente, da cobrança para que o município tomasse providências nesta briga desigual entre motoristas e pedestres. O Ministério Público moveu uma Ação Civil Pública há dois anos contra a prefeitura.

Nos últimos meses, comerciantes do trecho selecionado da avenida — especialmente concessionárias de veículos — foram notificados para que desocupassem o trecho reservado ao passeio público, sob pena de advertência e multa. Só então a pintura, segundo o secretário, com custo mínimo, aconteceu.

Centro será modelo

O respeito ao espaço dos pedestres, no entanto, estará longe de representar uma travessia normal a quem anda pela Dorival de Oliveira. É que, além dos veículos, há os buracos e a falta de padronização no calçamento. A exigência para que os proprietários reformem as calçadas, ao menos neste trecho, ainda não está prevista, mas na manhã desta quarta, durante a reunião do Conselho de Desenvolvimento Econômico e Social (Codes), a Secretaria de Mobilidade Urbana apresentará o projeto de transformação das calçadas no centro.

"É um plano completo para tornar as calçadas com acessibilidade universal. O município finaliza o projeto e o entrega aos proprietários, que terão um prazo para executar as obras no calçamento conforme determinado no projeto", explica Alison Silva, que fará a apresentação aos integrantes do Codes.

A elaboração do projeto, que inclui estudos topográficos e outras adaptações de acessibilidade, ainda não finalizado, está orçado em R$ 150 mil e deve abranger o quadrilátero entre as ruas Anápio Gomes, José Costa de Medeiros, Coronel Sarmento e Cônego Pedro Wagner. O plano, assim como as medidas tomadas na Dorival de Oliveira, atende exigência feita no ano passado por uma ação do Ministério Público.

O governo não projeta quanto custará o total das obras para transformação do calçamento na área central mas, em 2008, o município já havia firmado um Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) comprometendo-se a adaptar o calçamento do centro. Na época, a execução do projeto completo foi orçada em R$ 11 milhões.

Diário de Cachoeirinha
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