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Notícias | Região Parte da história

Quase que parte da Sec foi para leilão

Pregão seria realizado na segunda-feira para saldar dívida de R$ 130 mil, mas foi suspenso pela Justiça porque, de acordo com a defesa, havia uma falha processual já resolvida

Última atualização: 12.12.2018 às 11:00

Foto por: Diléa Fronza/GES-Especial
Descrição da foto: Parte onde fica a churrascaria, na Sec, quase foi leiloada nesta semana
Quem viveu em Cachoeirinha nos anos 80 e 90, participou de festas memoráveis na Sociedade Esportiva Cachoeirinha (Sec). Tanto no prédio da parada 54, quase em frente à Prefeitura, onde havia as piscinas, como na sua sede campestre, na região do Distrito Industrial, os campeonatos, festas, temporadas de verão eram um grande acontecimento para a cidade toda.

Ser sócio da Sec era sinônimo de status. Além disso, a sua sede social, foi palco de grandes shows. Artistas como Renato Russo se apresentaram ali e marcaram a década.
Mas tudo tudo mudou quando, numa Festa do Branco, uma das mais tradicionais do clube, dois jovens acabaram falecendo afogados nas piscinas. “A partir dali começaram os problemas financeiros da Sec, com ações judiciais, do caso e também trabalhistas que acabaram fazendo com que o clube perdesse a sede campestre. Além delas, três salas da sede social também acabaram sendo vendidas, assim como a parte dos fundos, onde estavam as piscinas. Há uma lista de processos bem grande resolvidas e tantas outras em andamento”, comenta Cristian Wasen, advogado da Sec.

O leilão

Nas últimas semanas, as redes sociais começaram a acusar a realização de um leilão de parte da sede. O certame era anunciado em um site especializado e deveria acontecer na última segunda-feira, dia 10, e com uma segunda chamada prevista para acontecer em 23 de janeiro. O lance da primeira tentativa seria de R$ 2,4 milhões e para o segundo lote a previsão seria de R$ 1,15 milhão. O bem está avaliado em R$ 2,3 milhões.

A tentativa de leiloar o clube, porém, foi anulada pela Justiça. De acordo com Cristian, a cobrança veio em função de dívidas previdenciárias que giram em torno de R$ 130 mil. A parte que seria leiloada é a única que hoje gera algum lucro para a Sec, onde está localizada uma churrascaria e que a Sec recebe, mensalmente, o aluguel. “Quando recebemos a notificação, buscamos contato com a Justiça pois havia uma falha processual.

Conversamos com a juíza aqui de Cachoeirinha, explicamos a situação, foi analisado o processo novamente, percebido que havia o erro e, por este motivo, o leilão foi suspenso”, explica Cristian.

Na tarde de terça-feira (11), o advogado, acompanhado do presidente da Sec, Ângelo Garcia, estive na Receita Federal para renegociar a díviva. “Não temos como pagar em parcela única, mas estamos tentando fazer com que seja possível parcelar. Foi aceito o pedido para parcelamento e, agora, vamos formular qual vai ser a melhor maneira de fazermos os pagamentos. Hoje, a única receita da Sec vem do aluguel da churrascaria e da ajuda de custo dada para pagamento de água e luz de quem utiliza as salas”, acrescenta.

Tentando não deixar morrer

O presidente Angelo Garcia diz que a luta é constante para não deixar a Sec morrer. “Estamos sempre em busca de fazer algo novo. Há alguns anos, veio a ideia da terceirização do local, quando alugamos o prédio para outras pessoas. Infelizmente não deu certo, muito pelo contrário, tivemos problemas graves, com invasão. Mas estamos sempre tentando e buscando algo que possa fazer a gente ter uma renda. Estamos com as dívidas mais ou menos calculadas e são três matrículas no total. O prédio está deteriorado, sem liberação dos Bombeiros para uso e isso dificulta conseguirmos algum dinheiro. Também não temos quadro social, então o único valor que entra é da churrascaria”, conta.

Hoje, o maior cuidado que se tem é em preservar o patrimônio. “Estamos vendo a possibilidade para negociar a área toda e trocar para uma sede menor. O objetivo é manter um patrimônio e a história que a Sec representa para Cachoeirinha. Com a negociação desta e de outras dívidas e o planejamento de como pagá-las, queremos começar a planejar este próximo passo”, assegura.

Sala da frente vendidas

As outras salas que ficam de frente para a Avenida Flores da Cunha não pertencem à Sec. Elas foram parte do pagamento indenizatório às famílias que perderam os dois adolescentes afogados. Esta dívida com os familiares, garantem Cristian e Ângelo, já estão sanadas. Hoje restam somente dívidas com o INSS, algumas questões trabalhistas pendentes e a dívida com o INSS.

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