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Insegurança

Em quatro anos, onze pacientes foram assassinados em hospitais do estado

Crimes ocorreram dentro do Hospital Municipal, em 2017, e no Centenário, em 2014 e 2018
09/11/2018 13:37 09/11/2018 13:38

Foto por: Débora Ertel/ GES-Especial
Descrição da foto: Em março de 2017, no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, jovem foi executado com mais de 20 tiros
A execução, por engano, de um jovem de 19 anos na madrugada desta sexta-feira (9) no Hospital Centenário, em São Leopoldo, não é um caso isolado. Em quatro anos, este é o 11º caso em hospitais do Estado e o terceiro na região. Em 2014, dentro da própria casa de saúde leopoldense, um homem foi executado com pelos menos três tiros. Ano passado, no Hospital Municipal de Novo Hamburgo, outro homem foi morto a tiros depois que criminosos invadiram a Emergência e seguiram até o quarto onde ele estava internado. Nos dois casos, as vítimas tinham antecedentes criminais e não estavam sob custódia policial. 

O levantamento é do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul (Simers) que emitiu uma nota, repudiando a falta de segurança nos hospitais. "É grave, não há condições de atender e salvar vidas com este quadro de violência", reagiu a presidente em exercício do Simers, Maria Rita de Assis Brasil. "Lamentamos pela perda de mais uma vida e com tanta brutalidade. Está na hora de as autoridades se darem conta de que a segurança de hospitais precisa ser reforçada, o que exige planejamento, principalmente quando há situações em que presos ou suspeitos estão sendo atendidos no local, que parece que foi o caso", cobrou Maria Rita. 

Foto por: Diego da Rosa/ GES-Especial
Descrição da foto: Segurança reforçada no Hospital Centenário depois que paciente foi executado por engano

Dados do Simers mostram que foram 13 casos de violência até agora em unidades de saúde do Estado, sendo oito delas em hospitais. Quatro casos envolveram criminosos – entre eles as mortes e o resgate de presos que estavam internados. Desde 2014, são 98 ocorrências de violência no Rio Grande do Sul em áreas de atendimento de saúde.

Maria Rita afirma que o novo caso gera tensão e medo em toda a rede, pois indica que não há barreiras e que os criminosos podem agir. O Simers exige que a área de Segurança Pública junto a prefeituras e direções dos hospitais busquem em conjunto medidas que assegurem as condições de trabalho e atendimento. O Sindicato Médico defende desde uso de detectores de metais até câmeras de vídeo para inibir estas ações.



Diário de Cachoeirinha
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