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Hematologia

Redução de plaquetas no sangue pode ser causa de manchas roxas e sangramentos

Especialista reforça a necessidade de investigar as alterações no hemograma
24/10/2018 15:09 24/10/2018 15:10

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Natalício Kern Filho, hematologista
Manchas roxas ou avermelhadas na pele, sangramento nas gengivas ou pelo nariz, sangramento na urina ou fezes ou aumento do fluxo menstrual podem esconder um distúrbio que merece bastante atenção. Estes são sintomas bem característicos da plaquetopenia, que é a redução do número de plaquetas em nosso sangue.

O médico hematologista Natalício Kern Filho explica que “a contagem normal de plaquetas varia de 140 mil a 450 mil plaquetas, índice que na criança de até 10 anos pode estender além de 500 mil. Nesse cenário, o hemograma é o ‘exame-ouro’, o exame padrão para a contagem”.

Hemocomponente essencial para nossa sobrevivência, as plaquetas têm como função primordial a coagulação do sangue. “São as responsáveis por manter o sangue dentro dos nossos vasos sanguíneos, ficando aderida na parede destes vasos. Portanto, a redução do número de plaquetas começa a causar sintomas que vão desde pequenas lesões puntiformes, denominadas de petéquias, até maiores, que são as equimoses e os hematomas. Isso se verifica, especialmente, em contagens de plaquetas inferiores a 30 mil”, ressalta.

Diagnóstico

O diagnóstico começa com a avaliação dos medicamentos de uso contínuo usados pelo paciente. “Principalmente o ácido acetilsalicílico e demais remédios para afinar o sangue, que são os antiagregantes de plaquetas, em pacientes que tem história de infarto ou de AVC. Determinados anti-inflamatórios de uso corriqueiro para dores de cabeça, dores abdominais e cólicas menstruais também interferem na contagem plaquetária. Alguns antibióticos, quimioterápicos e a exposição a alguns produtos tóxicos podem também diminuir o número. Complementamos com exames de hepatite por vírus B e vírus C; detecção do vírus da Aids; avaliação para reumatismo (lúpus e artrite reumatoide) e pelo histórico em pacientes sob suspeita de leucemia aguda (mieloide aguda e a linfoblástica aguda) e histórico de abortamento ou trombofilias”, diz.

Tratamento eficiente

Natalício explica que o tratamento é necessário para quem apresenta redução em cifras inferiores a 30 mil ou 20 mil plaquetas, a partir da avaliação da causa. O médico hematologista fará então a intervenção com tratamento farmacológico (medicamentos) ou até o suporte transfusional das plaquetas, que vêm de vários doadores ou das plaquetas de um único doador da máquina de aférese.

O especialista reforça que não há nenhuma solução caseira para reverter o quadro. “Em se tratando de cuidados caseiros, é sabido que os alimentos ricos em vitamina C mantêm a contagem de plaquetas dentro dos limites aceitáveis, mas não há nenhuma medida objetiva, caseira ou nutricional que na prática médica diária do hematologista, seja vinculada à melhora”, cita.


Diário de Cachoeirinha
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