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Viver com Saúde

Do DIU ao anel vaginal: veja algumas das novidades em contracepção

Métodos inovam com aplicações e efeitos de variadas formas
22/10/2018 15:17 22/10/2018 15:18

Foto por: Nuvaring/Divulgação
Descrição da foto: Anel vaginal aliado na contracepção
Atualmente, evitar uma gravidez ou controlar os hormônios não têm na pílula a única solução. Novos métodos contraceptivos têm ganhado cada vez mais espaço entre as mulheres. A escolha – que deve obrigatoriamente ser avaliada junto ao ginecologista – pode ser feita por meio de implantes, anéis de silicone, adesivo e, até mesmo, a esponja vaginal, dependendo da vontade e das especificidades de cada paciente. As injeções também são alternativas, assim como o Dispositivo Intrauterino, mais conhecido pela sigla DIU, ou, ainda, o Sistema Intrauterino (SIU).

A ginecologista Karina Brum explica que a indicação é muito específica e depende do histórico da paciente. “Geralmente, mulheres com mais de 40 anos não podem usar estrogênio; mulheres com mais de 35 anos obesas, com diabete e que fumam não podem usar estrogênio; mulheres com câncer não podem usar estrogênio nem progesterona”, alerta sobre o uso sem indicação médica.

DIU

A busca pelo Dispositivo Intrauterino (DIU) tem aumentado nos consultórios. A explicação, de acordo com a ginecologista, é que as pacientes não correm o risco de esquecer de tomá-lo – como no caso do anticoncepcional oral –, e a durabilidade que é grande. No caso do DIU de cobre, outra grande vantagem é não conter hormônios. "Cerca de 90% das mulheres querem o de cobre, que é mais barato e pode durar dez anos", explica.

Algumas das contraindicações são para quem tem problemas de coagulação e útero bicorno (uma má formação congênita) ou doenças de colo uterino. Um fator negativo é que de dez mulheres, uma vai ter maior sangramento menstrual e aumento nas cólicas, afirma Karina. Há, ainda, o DIU de prata, que diminui o risco de fragmentação do cobre no corpo, uma ocorrência que é rara.

Existe ainda o Sistema Intrauterino (SIU), conhecido como DIU Mirena, que usa o hormônio progesterona na contracepção. O método pode durar até quatro anos, a mulher não menstrua e pode ser usado por pacientes com mais de 40 anos. O detalhe é que o valor é mais caro.

Ambos dispositivos são colocados são inseridos em consultório médico ou clínica hospitalar. Além disso, o Mirena e a versão mini do DIU podem ser usados por quem não tem filhos. A expulsão pode ocorrer em cerca de 3% das usuárias.

Anel vaginal

O anel vaginal (foto) é de silicone e tem cerca de 5 centímetros, impedindo a ovulação de forma combinada com os hormônios estrogênio e progesterona. A eficácia é de 99%. Karina explica que o anel é introduzido pela própria paciente entre o 1º e o 5º dia do ciclo, podendo ficar por três semanas. Deve ser retirado no 21º dia, com pausa de sete dias. A médica diz que o método não traz desconforto na relação sexual.

Conheça outras formas de contracepção

Implante

O implante é um bastonete de quatro centímetros que é colocado por baixo da pele do braço da paciente pelo médico, com anestesia local. Protege imediatamente quando inserido nos primeiros sete dias do ciclo, com eficácia de 99%. Dura por três anos. Pode ser facilmente removido em consultório. O implante libera diariamente pequenas doses de progesterona, impedindo a ovulação.

Entre os benefícios, está a baixa dosagem de hormônio e a diminuição do risco de trombose. O método pode ser usado por quem amamenta, mas não deve ser aplicado em mulheres com mais de 90 quilos, pois diminui a eficácia, ressalta Karina.

Esponja vaginal

A esponja vaginal é uma pequena espuma plástica branca, livre de hormônios e com espermicida, que deve ser inserida na vagina até 24 horas antes do ato sexual. Tem eficácia entre 78% e 88%. A médica afirma que não causa desconforto durante a relação sexual.

Adesivo

O adesivo anticoncepcional é composto de estrogênio e progesterona e é uma opção para quem não quer usar os métodos oral ou injetável. Deve ser aplicado sobre a pele limpa e seca e trocado a cada sete dias, por três semanas consecutivas (21 dias). A reaplicação será no primeiro dia da menstruação. Pode ser colocado no abdômen inferior, no braço ou nas nádegas. Ele deve ser pressionado na pele por dez segundos, até que fique bem aderido.

Em caso de descolamento parcial ou total por menos de 24 horas, o mesmo adesivo pode ser reutilizado. Por mais de 24 horas, deve ser usado um novo adesivo e reiniciar um novo ciclo. O método também é contraindicado para mulheres com mais de 90 quilos devido a perda da eficácia do produto, alerta Karina.

Injetável

Usado geralmente por mulheres com intolerância à pílula, o anticoncepcional injetável deve ser aplicado a cada 30 dias, com a primeira dose no primeiro da menstruação. É injetado no músculo do braço e contém estrogênio e progesterona. Há ainda a opção somente de progesterona, que tem aplicação trimestral.


Diário de Cachoeirinha
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