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Entenda o processo

Doando sangue, uma pessoa pode salvar até quatro

São 2066 serviços cadastrados no País aguardando voluntários
11/10/2018 14:40 11/10/2018 14:46

Foto por: Adriana Lima/GES-Especial
Descrição da foto: Técnico em Enfermagem Israel Alves
Um trajeto harmônico, semelhante ao nosso sistema circulatório. No caminho entre a doação e a transfusão, o sangue passa por um cuidado especial em um dos 2066 serviços de hemoterapia brasileiros cadastrados na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

Na rede hospitalar, as bolsas de sangue vindas destes hemocentros são recebidas em uma agência transfusional, responsável pelo armazenamento e distribuição. E nem todo mundo recebe o sangue tal qual foi doado. Uma vez coletado, ele é dividido em até quatro hemocomponentes: Concentrado de Hemácias, Concentrado de Plaquetas, Plasma Fresco Congelado e Crioprecipitado, que podem ser utilizados como produto terapêutico em até quatro pacientes diferentes. Ou seja, na doação de sangue, uma pessoa pode salvar até quatro vidas!

“Temos preferência pelo chamamento de familiares relacionados à Obstetrícia. As mães vêm aqui ganhar uma vida e eles vão doar vidas também, através do sangue. Essa atividade muitas vezes acontecia em uma situação de emergência ou quando se vinha fazer uma cirurgia, ou seja, na hora do desespero”, detalha a médica responsável técnica interina da Fundação de Saúde Pública São Camilo, de Esteio, Jane Leonardo.

A coleta ocorre no Hemocentro do Rio Grande do Sul, em Porto Alegre. “O maior número de doadores se dá durante as campanhas, o município disponibiliza o transporte, aguarda a doação e traz de volta. A captação também ocorre em cirurgias eletivas”, acrescenta o enfermeiro do banco de sangue do São Camilo, Leone Vargas.

O caminho da triagem

Depois de apresentar um documento de identificação com foto e seus dados pessoais, o doador realiza uma avaliação clínica por um profissional de saúde. São aferidos pressão arterial, pulso e temperatura, além de analisados peso, altura, dosagem de hemoglobina ou medida do hematócrito. Ele também passa por uma avaliação de seu histórico médico e de hábitos, especialmente aqueles que possam oferecer o risco para doenças transmissíveis. As informações são confidenciais.

Amostras de sangue são também recolhidas e enviadas a laboratórios correspondentes e as bolsas são transportadas, em condições adequadas, para o setor de processamento do sangue total, para a produção e modificação de hemocomponentes. Até que todos os testes sejam realizados e comprovada a qualidade do sangue, as bolsas ficam armazenadas. Depois dos resultados, os hemocomponentes são liberados e cadastrados em um sistema informatizado, com todo seu percurso.

A atenção também inclui o receptor. “Cada transfusão pode ter reações, pode dar algum sintoma, como vermelhidão, mas febre é o principal. Quando ocorre, a transfusão é suspensa, o paciente é observado, a bolsa é recolhida e se notifica o hemocentro”, explica o enfermeiro.

Quantidade recebida

O volume de sangue em uma pessoa corresponde entre 7% e 8% do seu peso total. Assim, por exemplo, se alguém pesa 75 quilos, terá entre cinco e seis litros de sangue. Em média, durante uma doação são retirados de 10% a 15% do volume total de sangue do doador. Mas quanto alguém pode receber? “Em um paciente politraumatizado, é colocado o sangue conforme a necessidade. Evita-se, nesses casos, uso de sangue total, é colocado então o concentrado de hemácias, pois são elas que levam o oxigênio para o pulmão e naquele momento o oxigênio não está circulando. Não tem quantidade máxima ou mínima, mas quanto mais sangue a pessoa perder pior é”, cita Jane.

Orientações ao doador

Quem pode doar?
Pessoas que pesem mais de 50 quilos e tenham entre 16 e 69 anos (menores precisam de autorização do responsável). O homem pode doar de dois em dois meses, no máximo quatro vezes ao ano. Já a mulher somente de três em três meses, com no máximo três doações anuais.

Quem não pode doar?
Voluntários com febre, gripados e que tomam medicamentos de uso contínuo.
Pessoas com diagnóstico de hepatite após os 11 anos de idade, mulheres grávidas ou até 12 meses após o parto, e pessoas expostas a situações de risco para doenças transmissíveis pelo sangue, como AIDS, hepatite, sífilis e doença de Chagas.
Pessoas que fizeram tatuagem ou transfusão de sangue há menos de 1 ano.

Onde doar em Novo Hamburgo?
No Hemovida, serviço de hemoterapia e hematologia localizado no térreo do Hospital Regina. Além dessa casa de saúde, o Hemovida abastece o Hospital Municipal de Novo Hamburgo, o Hospital Unimed Novo Hamburgo, a Fundação Hospitalar Centenário, de São Leopoldo, o Hospital São José, em Ivoti, o Hospital São José, em Dois Irmãos, o Hospital Sagrada Família, em São Sebastião do Caí, e o Hospital Unimed Vale do Caí, em Montenegro. Só o Hospital Municipal utiliza, em média, 300 bolsas de sangue por mês. O atendimento no Hemovida ocorre de segunda a sexta, das 7h30 às 12h30, e aos sábados, das 7h30 às 12 horas, com distribuição de 50 senhas. Contato: (51) 3581-5241.

O dia da doação

No dia de doar, o voluntário deve estar bem alimentado (evitar alimentos gordurosos), ter dormido por no mínimo seis horas na noite anterior à doação e não ter ingerido bebidas alcoólicas nas 12 horas anteriores. Também deve evitar fumar por pelo menos duas horas antes e depois da doação.


Diário de Cachoeirinha
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