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Inflamação no intestino

Diverticulite deve ser tratada com urgência

Sem cuidados, inflamação pode piorar e se tornar uma infecção generalizada
08/10/2018 13:13 08/10/2018 13:18

Foto por: Triocean/Fotolia/Divulgação
Descrição da foto: Sintomas incluem dores abdominais, prisão de ventre ou diarreia, sangue nas fezes, náusea, vômito e febre
Dores abdominais podem ser sinal de alerta para a diverticulite, inflamação que atinge o intestino principalmente nos idosos. A incidência em jovens é rara, mas ocorre.

A analista técnica de seguros Cleonice Rejane Wazlawick, de 36 anos, é um desses casos. Ela descobriu que tinha divertículos – pequenas bolsinhas, a exemplo de hérnias, na parede do cólon – ao fazer uma ressonância para diagnosticar outro problema de saúde. Na época, Cleonice tinha 34 anos e não deu muita bola para a descoberta. Os sintomas da diverticulite nela foram muita dor nas costas e abdômen. “Estou em tratamento, com antibióticos. Acredito que na próxima semana deva começar a mudança na alimentação”, explica.

Alimentação

Os cuidados alimentares são fundamentais para quem tem a doença diverticular do cólon. Por meio da ingestão de fibras é possível evitar a inflamação, afirma o médico especialista em cirurgia do aparelho digestivo João Couto Neto. A explicação é que “uma alimentação rica em fibras cria um volume fecal maior, diminuindo a pressão sobre o intestino e retardando o surgimento de divertículos”. O médico recomenda o consumo de 20 gramas de fibras por dia, no mínimo.

Causa e sintomas

Foto por: Divulgação
Descrição da foto: Médico especialista em Cirurgia do Aparelho Digestivo e Videocirurgia João Couto Neto
Couto diz que não há comprovação científica de que o consumo de sementes – que poderiam se alojar nos divertículos – esteja relacionada à inflamação. “Os fatores são inúmeros e difíceis de evitar, a presença de divertículos nos intestinos já é uma possibilidade da doença”, cita.

Os divertículos não apresentam sintomas clínicos, mas as diverticulites costumam causar dor abdominal, constipação intestinal, diarreia, sangue nas fezes, náusea, vômito ou febre. “Sem tratamento, a inflamação local pode piorar e se tornar uma infecção generalizada, causar perfuração no intestino, levar a uma operação e até a morte.”

Intervenções

Dieta adequada e medicamentos para controlar as dores ou espasmos ajudam no tratamento dos sintomas mais simples e as alterações dos hábitos intestinais. “Aumentando o conteúdo em fibras na dieta (cereais, legumes, vegetais e verduras, etc) e, em alguns casos, restringindo certos alimentos, reduzir-se-á a pressão intra-cólica, atenuando-se a possibilidade da ocorrência de complicações”, cita Couto.

Os casos moderados podem eventualmente ser controlados sem hospitalização, mas a decisão será do médico que assiste ao paciente. “O tratamento consiste em antibióticos orais, restrições dietéticas e, provavelmente, produtos para amolecer as fezes. Os casos graves requerem hospitalização, com administração de antibióticos por via intravenosa e restrições dietéticas obrigatórias”.

Já “a intervenção cirúrgica está indicada nos episódios repetidos e nos casos complicados ou severos sem resposta à terapêutica médica. Cirurgias deverão acontecer de forma urgente nos casos graves ou de forma programada em casos menos graves”, esclarece o médico.


Diário de Cachoeirinha
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