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Viver com Saúde

O que você sabe sobre adoçantes? Veja cinco dúvidas comuns

Produto usado em diversas refeições não causa câncer, afirma nutricionista
03/10/2018 14:21 03/10/2018 14:25

Foto por: Sushitska/Fotolia
Descrição da foto: Entre os tipos mais conhecidos estão aspartame, sacarina, ciclamato de sódio, sucralose e estévia
Consumido por aqueles que estão procurando reduzir seu consumo de açúcar, adoçantes de baixa caloria ou não calóricos estão presentes em nossas vidas diárias. Entre os tipos mais conhecidos estão aspartame, sacarina, ciclamato de sódio, sucralose e estévia.

Mas apesar do uso e variedade cada vez mais comuns de tipos, muitas são as dúvidas que surgem: todos podem consumi-los? Eles podem causar câncer? Qual o melhor tipo para mim? A nutricionista Iara Pasqua revela alguns dos mistérios que cercam esses ingredientes.

1 - Os adoçantes não calóricos são ruins para sua saúde?
Não há evidências científicas que comprovem que os adoçantes não calóricos são prejudiciais à saúde, inclusive no Brasil, para que um adoçante seja liberado para venda e consumo, deve passar por testes que confirmem a segurança de seu uso pelo ser humano e sejam aprovados pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

2 - Todos podem consumir adoçantes não calóricos?
Em geral, qualquer um pode fazer uso de adoçantes. É importante que, com a ajuda de um profissional, a pessoa siga um plano estruturado que deve incluir refeições equilibradas e realizar atividade física rotineiramente. A reeducação alimentar engloba várias mudanças, incluindo a redução do consumo de açúcar.

3 - Os adoçantes fazem você engordar?
Não. O que faz você engordar é o estilo de vida que inclui alimentos inadequados, tanto em quantidade como em qualidade, associados à inatividade física. Muitas pessoas podem trocar açúcar por adoçantes com o objetivo de perder peso e podem ficar frustradas porque não fizeram parte de uma dieta equilibrada e atividade física.

4 - O açúcar faz você ficar viciado em doces?
Um dos estudos mais recentes sobre o assunto concluiu que, ao contrário do que muitos médicos e nutricionistas pensam, produtos açucarados ou adoçantes não calóricos não produzem um aumento no desejo por sabor e podem até diminuir. Os especialistas constataram que o consumo habitual de bebidas e alimentos doces não gerou um maior apetite por esse tipo de produto. Pelo contrário, em certos casos causou uma diminuição na preferência e escolha deste sabor. Esse resultado é consistente com um estudo publicado pela Public Health England em 2015.

5 - Os adoçantes não calóricos podem causar câncer?
Não. Um artigo publicado no Annals of Oncology da Oxford Academy traz evidências epidemiológicas sobre ausência de associação entre adoçantes de baixa caloria e risco de neoplasias. A revista Nutrients publicou recentemente o primeiro consenso ibero-americano sobre adoçantes de baixa caloria, preparado por 60 especialistas internacionais.

Compare os diversos tipos

Sacarina: foi descoberta em 1879. É aprovada para uso em produtos industrializados e como adoçante de uso geral. Também pode ser usada em preparações assadas.

Aspartame: aprovado em 1981. Seu uso hoje é liberado como adoçante de uso geral, mas não deve ser usado para alimentos que precisam ser assados. Não pode ser usado por pessoas que têm fenilcetonúria (doença genética). Geralmente, pessoas com fenilcetonúria sabem desde o nascimento sobre sua condição.

Acessulfame de potássio (acessulfame-K): foi aprovado pela primeira vez em 1988. Aparece habitualmente em rótulos alimentares, tais como acessulfame K, acessulfame de potássio ou de Ace K. Em 2003, foi aprovado como adoçante de uso geral e intensificador de sabor em alimentos, sob algumas condições de uso. Pode ser usado em alimentos cozidos.

Stevia: produzido com as folhas da planta conhecida como Stevia, encontrada na América do Sul. Seus testes foram realizados em 2008 e a Organização Mundial de Saúde reconhece seu uso. Pode ser usado como adoçante de uso geral e como substituto do açúcar para refeições frias.

Sucralose: foi aprovado para uso como adoçante de uso geral em 1999, sob algumas condições de uso. É encontrado em alimentos como produtos de panificação, bebidas, gomas de mascar, geleia e sobremesas lácteas. É um substituto do açúcar para alimentos cozidos.

Neotame: seu uso foi aprovado em 2002 como adoçante de uso geral e realçador de sabor de alimentos. Pode ser usado como um substituto do açúcar em produtos assados.

Ciclamato: um dos primeiros adoçantes descobertos e sua aprovação também contou com análise de inúmeros estudos científicos. Hoje, seu consumo é permitido em mais de 50 países. Existem aproximadamente 475 estudos científicos provando que o ciclamato não é carcinogênico. No Brasil, o uso também é permitido, como um substituto do açúcar.


Diário de Cachoeirinha
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