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Mauro Blankenheim

Domingo na zona

"Evite o bate-boca. Aguarde a pesquisa de boca de urna com sofreguidão. E abra a boca para festejar como num grito de gol"
07/10/2018 06:30

Mauro Blankenheim Mauro Blankenheim é publicitário
mauroblankenheim.com.br

A anestésica semana findou ontem, com um gostinho de sei lá o quê na boca. Bocas milhares que aparentemente se calaram, em parte dada a pré-definição da corrida eleitoral brasileira, que já apresenta claramente seus favoritos. Como mencionou um trabalho de escola da minha filha, as pesquisas estragam tudo.Tiram as expectativas do ar. Aquela história de cabeça de juiz, barriga de grávida e resultado de eleição, sabe... já era.

O debate tão alardeado frustrou a todos, tal a chatice que não permitiu outro movimento senão acompanhar Boca e Cruzeiro pela FOX. Graças às redes sociais, pudemos acompanhar o depoimento de boca, por assim dizer, de Bolsonaro em horário alternativo. Facebook com os pastores e depois, na Record. O boca a boca funcionou e muito, desta vez pela Internet.

Voltando à semana que se encerrou, certos dias chuvosos se mostravam modorrentos, outros de feriado municipal, num clima insosso de já ganhou que amainou os ódios e sepultou esperanças ilusórias.

O candidato preferencial se apresentou muito debilitado, o que faz com que seus adeptos temam pela sua saúde e, se recuperado, mais tarde, por sua integridades física, pois certamente outros atentados se sucederão.

A colostomia é muito pior do que um soco na boca do estômago. Tem efeitos de toda ordem, inclusive e fortemente psicológicos. E aquela faca, obviamente, veio turbinada, deve ter arrecadado todo tipo de microscópicos seres infectantes que pudesse amealhar.

Permitam-me uma sugestão: domingo sempre foi o dia de ir à igreja, na maioria das denominações. Este seria um bom começo. Iluminar o voto. Depois, se ainda houver tempo no período da manhã, ir até sua seção habitual e depositar na boca da urna um voto consciente, brasileiro, cívico, crente, esperançoso.

Depois, um pouco mais tarde ainda, sair em busca de uma merecida contemplação para a boca: um restaurante honesto, que entrega o que promete. Se for boca livre, melhor ainda. Em boa companhia. Alguém que não fecha a boca, não seria. Afinal, a campanha já terminou. Só então, daí, celebrar o privilégio de escolher os novos mandantes, perdão, força do hábito, mandatários. Coisa que nem todo mundo conhece e pratica. Nós mesmos crescemos muitas vezes sem poder abrir nem mesmo a boca. Imagine o voto. Tão secreto quanto segredos de liquidificador.

Faça jus a um domingo de paz. Evite o bate-boca. Aguarde a pesquisa de boca de urna com sofreguidão. E abra a boca para festejar como num grito de gol.

Domingo, irmãos, todos na zona. A minha é 076, seção 282. A gente se encontra lá! E viva o Brasil!


Diário de Cachoeirinha
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