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Mudanças estruturais

Papa pede transformações para o jovem não se afastar da Igreja

O pontífice lançou o sínodo de quatro semanas, que reunirá bispos de várias partes do mundo
03/10/2018 15:45 03/10/2018 15:46

O papa Francisco inaugurou nesta quarta-feira (3) um sínodo que reúne bispos de todo o mundo e pediu uma transformação das rígidas estruturas da Igreja que mantêm os jovens afastados.

O pontífice, que celebrou na manhã desta quarta-feira na Praça de São Pedro uma missa para lançar o sínodo de quatro semanas dedicado aos jovens também deu boas-vindas a "dois confrades bispos da China continental", pela primeira vez em um sínodo.

A presença destes dois bispos membros da Associação Patriótica Católica Chinesa (controlada pelo regime) é a consequência de um acordo histórico selado em 22 de setembro entre o Vaticano e a China sobre a nomeação de bispos.

Ao final da missa, uma breve oração em chinês soou na praça.

O sínodo, assembleia entre os bispos, pode "transformar essas estruturas que hoje nos paralisam, nos separam e nos mantêm distantes dos jovens, deixando-os expostos às tempestades e órfãos de uma comunidade de fé que os apoie", declarou o papa em sua homilia matinal.

O encontro inclui quatro presidentes delegados de todo o mundo, cardeais do Iraque, de Madagascar, de Mianmar e Papua Nova Guiné, países com uma grande proporção de jovens em situação de miséria, conflito ou a um status de minoria religiosa, uma maneira de não limitar os debates apenas às questões sociais ocidentais.

Romper com o conformismo

Para o papa, a esperança dos jovens nos encoraja a romper com "o conformismo do 'sempre fizemos assim'". "A mesma esperança exige que trabalhemos para reverter as situações de precariedade, exclusão e violência às quais nossas crianças estão expostas", acrescentou.

Jorge Bergoglio pediu aos prelados para não "cair em uma posição moralista e elitista" e não embarcar em "ideologias abstratas" típicas do "clericalismo", a tentação do clero de viver em isolamento sem ouvir os fiéis e reivindicar uma forma de poder.

Um tema que ele retomou ao abrir os trabalhos da tarde, parecendo referir-se à grave crise de confiança que a Igreja atravessa após as revelações de abusos sexuais do clero.

"O clericalismo é uma perversão e é a raiz de muitos males na Igreja: devemos humildemente pedir perdão e, sobretudo, criar as condições para que não se repitam", disse ele.

O sínodo 

São 267 "padres sinodais" (cardeais, bispos, patriarcas cristãos, membros da Cúria, religiosos), 23 especialistas e 34 jovens com entre 18 a 29 anos, ouvidos por 49 auditores, incluindo um punhado de mulheres, a participar do Sínodo sobre "os jovens, a fé e o discernimento vocacional".

Reunida de 3 a 28 de outubro, esta assembleia deve produzir um documento consultivo ao final do encontro.

O papa provocou risos ao enfatizar que este tipo de documento "é geralmente lido por um pequeno número e criticado por muitos", daí a necessidade de "propostas pastorais concretas".


Diário de Cachoeirinha
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