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Não é só o açúcar

Diabéticos devem estar atentos aos riscos cardíacos

Doenças cardiovasculares estão no topo das causas de morte de diabéticos, segundo a Sociedade Brasileira de Cardiologia. Mas, para todos os tipos de pacientes, o socorro rápido e eficiente é fundamental
19/09/2018 12:17 19/09/2018 12:18

Não é só a preocupação com o açúcar. Conforme levantamento divulgado recentemente pela Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), até 80% dos pacientes com diabete tipo 2 morrem em decorrência de problemas cardiovasculares. Ainda segundo a SBC, doenças cardiovasculares em pessoas diabéticas em todo mundo matam mais que HIV, tuberculose e câncer de mama.

“A diabete age no organismo como uma doença inflamatória sistêmica, ou seja, acaba conduzindo ao longo do tempo a uma aterosclerose mais precoce em quem é diabético, favorecendo então o aparecimento de doenças, principalmente arteriais. E aí entra um contexto não só cardiológico, mas que inclui também as vasculopatias periféricas, ou seja, oclusões arteriais nas pernas, degeneração dos nervos, vasculopatia diabética, por exemplo na retina. Então, a diabete, como uma doença sistêmica, não envolve apenas o açúcar alto, tem uma atuação inflamatória geral e aí predispõe à pessoa com esta doença um maior fator de risco para o desenvolvimento de doenças principalmente cardiovasculares”, explica o cardiologista e diretor de Serviços Próprios da Unimed Vale do Sinos, Ricardo Beuren.

Mais atenção

O médico ainda reforça que o tratamento para o coração dos diabéticos deve receber um cuidado semelhante ao de uma pessoa que já sofreu um infarto. “Classificamos um diabético, dentro do fator de risco cardíaco, como alguém que já teve um infarto, pelo alto grau de risco que esses pacientes têm. Geralmente, quando estratificado, classificamos o paciente entre o risco pequeno – leve ou moderado – ou alto e muito alto. Este paciente, só por ter diabete, independente de outros fatores de risco, já pula para a classificação de alto risco, o que exige agressividade tão grande na sua terapêutica de prevenção e medicamentosa como alguém que já teve uma doença cardiovascular”, detalha. E atenção para a hipertensão. “Sintomas clássicos, como dor de cabeça, zumbido no ouvido, alteração visual ou tontura ocorrem apenas em 20%.”

Hemodinâmica e a resposta rápida

A cada um minuto sem agir durante uma parada cardiopulmonar (como massagem ou choque), se perde cerca de 10% de chance de reverter o quadro e salvar a vida de uma pessoa, lembra Beuren. Assim, 10 minutos da condição podem ser fatais. “Cerca de 70% ou mais das paradas cardíacas vem de uma arritmia que se chama fibrilação ventricular, que é quando o coração, em vez de contrair de forma efetiva, só treme, fazendo uma atividade elétrica sem atividade mecânica e, assim, não consegue mais fazer o sangue circular. Com a desfibrilação, um choque elétrico é aplicado no peito do paciente para reverter essa parada” cita.

No meio hospitalar, há uma corrida contra o relógio. Nos centros de atendimento da Unimed Vale do Sinos, em Novo Hamburgo, há um tempo precioso de menos de 90 minutos entre o momento em que o paciente com risco cardíaco chega ao Pronto Atendimento, no bairro Rio Branco, passa por avaliação clínica e, caso necessário, é feita sua remoção para o setor de Hemodinâmica no Hospital Unimed. Neste trabalho do Centro de Cardiologia, iniciado em abril, estão envolvidos 26 médicos e uma equipe completa de enfermagem. “A Hemodinâmica é uma retaguarda importantíssima para o tratamento das doenças cardiovasculares, além de também fazer terapêuticas nas áreas de neurologia, vascular periférica e gástrica. É um ambiente dentro de um hospital onde o paciente faz não só o diagnóstico, como também a terapêutica, pois se consegue através de um cateter, estrutura parecida com uma corda de violão introduzida numa artéria ou veia, e um aparelho que te examina por dentro resolver todo o problema de uma só vez, como pela realização da cineangiocoronariografia e o implante de stent, a conhecida ‘molinha’”, detalha.

E a pressão alta?

Tal qual o aumento progressivo e “quieto” da glicose, doenças cardiovasculares também surgem de forma silenciosa, ao longo dos anos. E a genética, lembra o médico, é determinante para a hipertensão. “Pressão alta é uma doença sistêmica primária que atinge 25% da população adulta e em cerca de 95% das vezes tem origem genética. Filhos de pais hipertensos são candidatos a serem hipertensos e isso por vezes independe de outras doenças, como diabete. É possível ainda acelerar a hipertensão com hábitos de vida inadequados, como tabagismo, obesidade, sedentarismo, estresse, ou até mesmo adiar a condição com uma vida saudável”, cita.

Chances para um segundo infarto

Ainda segundo a SBC, o risco de um paciente sofrer um segundo infarto nos próximos 10 anos aumenta em 30% em relação às demais pessoas. “O infarto é o evento máximo de uma doença chamada aterosclerose coronariana, quando há o depósito de placas nas artérias coronárias ao longo dos anos pode culminar em um infarto. Então, se já tive infarto uma vez significa que já sou doente, ele não ocorre de forma isolada. Essas pequenas placas de gordura, ao longo dos anos, vão evoluindo e ocluindo um vaso sanguíneo. Para a formação delas só três fatores não são evitáveis: o sexo, pois o homem morre três vezes mais que a mulher, uma vez que elas têm o estrógeno que as protegem até cerca dos 50 anos; a idade, pois com o aumento dela há mais chance de formação da placa de aterosclerose; e a genética. Para ter esta tendência hereditária, o pai deveria ter tido infarto antes dos 55 anos e a mãe antes dos 65. Os outros fatores são hábitos e estilo de vida que podem ser mudados”, diz.


Diário de Cachoeirinha
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