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Sintoma de infecção

Como lidar com a febre em crianças?

Para crianças e adultos, acima de 37,5 graus, em medição axilar, já é considerado febre
14/09/2018 13:46 14/09/2018 13:55

De uma gripe à meningite, não importa qual seja a doença: a febre é um sinal único de que algo não anda bem em nosso corpo.

Foto por: Adriana Lima/GES-Especial
Descrição da foto: No Centenário: Dewes acompanha diariamente a preocupação dos pais
Na Fundação Hospitalar Centenário, em São Leopoldo, o pediatra com atuação em neonatologia, Daniel Dewes, explica que durante essa elevação da temperatura, um verdadeiro “exército” se mobiliza dentro do paciente.

“Febre é um sinal que o corpo produz perante uma infecção. Então, os glóbulos brancos, responsáveis pela defesa do nosso organismo, são ativados diante de algum agente agressor. Também são produzidas substâncias que vão ativar no cérebro uma programação para aumentar a temperatura. É sempre acima de 37,5 graus e, no Brasil, a medição é axilar (termômetro embaixo do braço)”, ressalta o profissional que é membro da Sociedade Brasileira de Pediatria e instrutor do curso de suporte avançado em pediatria pela American Heart Association.

Proteção

O médico cita que a febre age também como um mecanismo de proteção de nosso organismo. “A temperatura sobe para que aquele agente agressor, bactéria ou vírus, não tenha temperatura ideal para se reproduzir, numa ação de defesa do corpo”, diz. Dewes esclarece também que não há “febre interna” ou “febre por dentro” ou então febre em apenas um local do corpo. “É sempre geral, se manifesta em todo o organismo.”

Não provoque mais suor

Nada de cobertores e mais suor para quem sofre com a febre. “Um fator muito importante na criança que tem febre é a recusa alimentar, então não querem água, líquidos, não querem comer, e aí ocorre a desidratação. Então se ainda vai para debaixo da coberta, aumenta ainda mais a temperatura, sua e perde mais líquido ainda. Junto com a recusa alimentar e vem aí uma desidratação de forma mais rápida”, cita.

Temperatura mais alta e as convulsões

O profissional do hospital de São Leopoldo explica que as convulsões febris ocorrem com certa frequência na área pediátrica, mas que é preciso diferenciar duas ocasiões em que os tremores ocorrem. “Se a convulsão ocorre no início do processo febril, nas primeiras 24 até 48 horas, é preciso tratar primeiramente a febre e depois avaliar. O aumento abrupto da temperatura provocaria esse desencadeamento da convulsão, com a liberação de alguns mediadores químicos pelo cérebro que provocam os tremores.

Já a convulsão provocada depois desse período pode indicar uma infecção no Sistema Nervoso Central, como uma meningite, por exemplo, e aí é necessária uma avaliação médica para descartar esse tipo de doença. É importante fazer essa distinção”, explica.

A convulsão febril também pode se repetir, principalmente se há histórico entre os familiares, cita o médico. “Nesse caso, a chance de desenvolver o processo febril com convulsão, no início da febre, pode se tornar mais frequente. O médico então fará uma avaliação e indicará quais antitérmicos este paciente deverá tomar e os cuidados que ele deve ter. Normal não é, mas nesses casos pode ocorrer, e essa sequência geralmente tem origem familiar”, detalha.

Espere o remédio agir

Vale o alerta: nada de exagerar na dosagem do remédio. “O antitérmico, de forma geral, é usado de 6 em 6 horas ou até de 4 em 4 horas. Então, temos que pensar que ainda irá ser absorvido pelo organismo, irá para a circulação sanguínea. Pode demorar até uma hora e meia para fazer efeito e, se a criança comeu alguma coisa, pode levar até duas horas. É importante então esperar esse período e acompanhar se está baixando a febre. E muito cuidado com a intoxicação: muito antitérmico, num desespero de baixar a temperatura, pode provocar uma intoxicação”, destaca o pediatra.

Nada de banho gelado!

“Claro que baixando a temperatura externa, baixa também a febre, mas esta febre pode também provocar alguns calafrios que indicam muitas vezes uma infecção bacteriana um pouco mais grave, é preciso então cuidado. É mais indicado tomar um antitérmico e depois, aí sim, baixar a temperatura por meios físicos, mas nunca usar álcool, cachaça, somente compressas com água fria ou até morna, um pouco menos do que a temperatura em que a pessoa está, para ir baixando lentamente. Também é indicado tirar a roupa do paciente febril para aliviar um pouco e tapar com um lençol já que estamos em um tempo de frio. No calor, a gente pode apenas deixar ele sem roupa”, explica o médico.


Diário de Cachoeirinha
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