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Dia Nacional da Cachaça

Nesta casa não tem goteira, mas tem pinga

Alambique de Pedra, em Morungava, é espaço para degustar e apreciar uma cachaça
14/09/2018 10:02 14/09/2018 10:02


Foto por: GES
Descrição da foto: Por sua beleza, alambique é utilizado também para eventos
O Dia Nacional da Cachaça foi comemorado nesta quinta-feira, 13, e para marcar a data, aproveitamos para conhecer o Alambique de Pedra, em Morungava, que fabrica artesanalmente a Cachaça Palitu’s. Lá fomos recebidos pelo casal idealizador de tudo, Sidinei e Cláudia Silva, de 56 e 54 anos, respectivamente. Ele, metalúrgico e ela professora, ambos aposentados, iniciaram como hobby a fabricação da bebida. “Comprei um alambique pequeno e comecei em 2007 a fazer a minha cachaça. Quando nos aposentamos vim para o sítio e resolvi construir este alambique”, lembra ele. O nome da cachaça do casal, Palitu’s, vem do apelido de Sidinei. Atualmente, são feitos em média 3 mil litros por ano da cachaça.

Matéria prima

Tudo começa com a plantação de cana. Sidinei possui meio hectare plantado no sítio e compra a produção de mais meio hectare de vizinhos da região. “Eu planto, cuido e colho a cana para fazer a cachaça. Tudo é feito por mim”, diz o cachaceiro – como Sidinei se
intitula, explicando que cachaceiro não é quem bebe, mas quem faz a cachaça.

Fabricação

A primeira fase da fabricação é a moagem da cana. Imediatamente a garapa (o caldo da cana), já vai para os tonéis de fermentação. Depois, vem a faze da destilação, envelhecimento e envase do líquido.

Sidinei destaca que de todo o volume de garapa processado, apenas 10% se torna cachaça. Além disso, para ter o nome cachaça, a bebida só pode ser feita de cana e o teor alcoólico precisa ser entre 38% e 54%. Outro ponto que ele revela é que a cachaça sai da fabricação sempre branca (transparente) e que é o tempo de envelhecimento nos barris de carvalho que lhe confere o tom amarelado.

Degustação e eventos

O casal aprecia tanto que as pessoas provem a sua cachaça que montaram um bar dentro do alambique. O local comporta cerca de 50 pessoas e por conta da sua beleza, é utilizado também para a realização de eventos. Para conhecer o alambique é necessário fazer uma reserva de horário. Além das bebidas feitas no local, são oferecidos drinks feitos com cachaça e uma cardápio de petiscos.

Clube da Cachaça

Para quem curte um lugar legal para confraternizar com os amigos e ainda gosta de degustar uma boa cachaça ou um licor, o alambique criou o Clube da Cachaça. Em suportes instalados em duas paredes, são colocadas as garrafas das bebidas adquiridas pelos membros do clube. “Elas possuem uma etiqueta com o nome e endereço do dono. Assim, ele pode vir aqui e consumir quando quiser”, explica Cláudia. Ela lembra que não para beber, não precisa ser apenas no formato tradicional, de “martelinho”. O participante do clube pode usar a sua cachaça no preparo também de caipirinhas. Para ser sócio basta comprar a garrafa e pagar uma taxa, uma única vez. “Após, cobramos apenas a reposição do líquido quando este chega ao fim”, comenta.

  • Casal, Cláudia e Sidinei Silva são os idealizadores do Alambique de Pedra, em Morungava
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Por sua beleza, alambique é utilizado também para eventos
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Cláudia serve um licor de hibisco, feito com a cachaça produzida no local
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Nas paredes do alambique está instalado o Clube da Cachaça, onde cada sócio possui a sua garrafa identificada
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Na sala dos barris de envelhecimento, Sidinei mostra a sua primeira garrafa de cachaça e a atual
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Fermentação é feita em tonéis de cerca de 200 litros
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Para fazer a cachaça é necessário moer a cana, fazendo a garapa (caldo de cana)
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Processo começa com a plantação, cuidado e colheita da cana
    Foto: Fernando Lopes/GES
  • Cachaça Palitu's é fabricada artesanalmente em Morungava
    Foto: Fernando Lopes/GES


Diário de Cachoeirinha
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