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Eugenio Paes Amorim

Pedro Henrique

"É o salvador dos negros, dos pobres, dos homossexuais e de todos aqueles que talvez não precisassem da sua salvação"
16/09/2018 07:00

Eugenio Amorim é promotor de Justiça
epa1966@hotmail.com

Nasceu o menino branco, filho de pais abastados, no melhor hospital particular da cidade e fruto de bastante planejamento seguido de pré-natal. Já tinha berço, guarda roupa completo, brinquedos, babá, pediatra e tudo o que precisa uma criança. Logo lhe colocaram o nome de Pedro Henrique, seguindo a tradição cult de colocar nomes de reis, príncipes e santos nos filhos. Foi-se o tempo em que pobre chamava o filho de João. Pobre agora quer Uóchinton, Uelisson e por aí vamos.

Criou-se o menino com tudo do bom e do melhor, Danoninho, Coca-Cola e McDonalds. Tornou-se adolescente e oprimia a empregada negra com suas manhas conquistadas ao longo de 15 anos de frescura.

Então Pedro Henrique, após fazer o melhor cursinho pago e frequentar as melhores escolas particulares, ingressa na universidade federal.

Farto de seus pais e de sua riqueza material, que não lhe preencheram o vazio existencial, o jovem precisa de uma nova adrenalina. Encontra então uma pá de colegas mal vestidos, de pouco banho e emaconhados. Para seu gáudio, o professor de história ou de antropologia é igual, nada de diferente, apenas alguns anos mais velho. Defronta-se com barbas fedorentas e sujas, cabelos de todas as cores e cheiros, sovacos cabeludos, lições de ideologia de gênero e sexo moderno, vício em drogas e muitos, mas muitos chavões e dogmas indiscutidos.

Pedrinho então quer participar daquela muvuca e também ser um democrata, um contestador, alguém que é contra tudo que seus pais dizem ou são, enfim contra tudo aquilo que lhe fez chegar até ali. Ele quer ser o Che Guevara pampeano. É o salvador dos negros, dos pobres, dos homossexuais e de todos aqueles que talvez não precisassem da sua salvação (disseram-lhe que Che gostava de negros e homossexuais...).

Na sua senda “democrática”, cujo mapa foi traçado por alguns professores que “reescrevem” a história, ele adora históricos ditadores de esquerda e odeia o discurso do ódio (sim... odeia), a misoginia, o racismo, o fascismo que ele repete mas não sabe o que é, e todos os monstros da direita. Trabalhar que é bom, nada! Ele recebe mesada dos pais capitalistas e segue ganhando presentes capitalistas.

Quando alcança a formatura e vai ao mercado de trabalho, Pedro Henrique descobre que não se vive de revoluções ideológicas, que se deve pensar por si mesmo e descobre até que necessita trabalhar para se sustentar. Então ele se torna o Dr. Pedro Henrique, um homem útil, valoroso e que representa tudo o que ele denominava de um fascista burguês da odiosa direita.

Quero homenagear a todos os que se viram nesta história imaginária e hipotética. Aos que estão no último parágrafo, nos primeiros e especialmente no intermédio!


Diário de Cachoeirinha
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