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Raízes germânicas

Busca das origens no Hunsrück

Grupo da região vive diferentes emoções ao visitar as cidades de seus antepassados durante intercâmbio cultural na Alemanha
06/08/2018 19:48 06/08/2018 19:51

Arquivo Pessoal
FEITEN: Jutta (à esquerda, de pé), Gota e Monika com Magdalena e Peter sentados à frente no encontro em Bekond
No último dia 25 de julho foram comemorados os 194 anos da chegada dos primeiros imigrantes alemães a São Leopoldo. Ao longo de quase dois séculos, milhares de famílias fizeram o mesmo caminho. Boa parte desses imigrantes saiu da região do Hunsrück, que no século 19 enfrentava sérios problemas sociais. Passado tanto tempo, um grupo de pessoas teve a oportunidade de retornar às cidades dos seus antepassados. O intercâmbio histórico e cultural organizado pela primeira vez no último mês de junho pela SK Idiomas e Intercâmbios, de São Leopoldo, levou ao Hunsrück e arredores membros de famílias como Feiten, Jung, Kreuz, Lunkes, Werle, Schmitt e outras. Após gerações, esses viajantes prestaram suas homenagens, deixaram suas pegadas e espalharam seus sorrisos.

Os intercambistas visitaram os lugares onde seus antepassados viveram. Todos voltaram com muitas histórias e lembranças. Laços de amizade foram criados e a tendência é que se fortaleçam a partir da manutenção dos vínculos afetivos.

A professora Helena Maria Jung, 62 anos, que mora em São Leopoldo, teve uma recepção especial em Dörbach, um distrito com cerca de 300 habitantes e edificações antigas. No gabinete do prefeito, os visitantes – ela e os colegas brasileiros que a acompanhavam – foram servidos com taças de espumante e chocolates. Helena foi presenteada com uma bandeira da comunidade, visitou uma igreja e caminhou pelas ruas. “Eu senti muita alegria, gratidão e felicidade. Foi tudo muito intenso”, conta. “Em Wittlich, recebi a cópia de um documento preenchido no navio com informações sobre os meus antepassados que vieram para o Brasil. Já me enviaram um jornal alemão que noticiou a nossa visita”, relata a professora de Educação Artística, que teve o auxílio do alemão Wilhelm Follmann durante o encontro. Ela já levou a bandeira para seus familiares daqui verem.


Sensação inesquecível

Para a empresária Delci Werle, 49 anos, de São Leopoldo, encontrar familiares foi marcante. “Fiquei impressionada com as semelhanças entre as famílias Werle daqui e de lá. Nós temos uma ligação com a música bem presente. Eles também”, conta. Ela visitou e conheceu o casal de professores Jürgen e Waltraud Werle, além da filha Sigrun. “O Jürgen disse que comprou seis pianos, pois vários familiares gostam de música”, diz. “Esse dia foi inesquecível”, descreve Delci, que é grata por toda a ajuda recebida, inclusive da jornalista alemã Monika Traut-Bonato.


“Às vezes me pergunto se tudo isso foi um sonho”

A relações públicas Maria Gorete Feiten, 57 anos, de Novo Hamburgo, ainda tenta acreditar no que vivenciou em solo alemão. “Às vezes me pergunto se não passou de um sonho”, destaca Gota, como é carinhosamente chamada por amigos e familiares. “Eles ficaram muito surpresos e felizes em conhecer alguém que tem o mesmo sobrenome e vive no Brasil. Era como se já os conhecesse a vida inteira”, descreve Gota, que visitou a cidade de Bekond, nas imediações do Rio Mosel. Ela conheceu o casal Peter e Magdalena Feiten, além das filhas Jutta e Monika.


Família unida na procura de suas raízes alemãs

O professor aposentado Geraldo Aloisio Lunkes, 76 anos, de Santa Maria do Herval, conheceu Bollendorf. Ele esteve acompanhado pela esposa Nilsa Vogt Lunkes, a irmã Julita Lunkes Schmitt, o cunhado Rui Schmitt e a irmã Maria Helena Lunkes Linck. “Já estamos até trocando correspondências com pessoas da Alemanha”, conta. Outro caso de laços sanguíneos em busca de conhecer a história de gerações envolve as irmãs Dulce Kreuz Wingert e Tereza Kreuz, que foram até Alsweiler, na região de Saarland. Lá, elas encontraram um parente direto da sua árvore genea-lógica. Também viajaram Dirce Kaiser, Daniela Dal Medico Utzig, Fábio Radke e Sueli Flesch.


Pesquisas, parcerias e novas viagens nos planos

Parcerias e pesquisas foram feitas para que os participantes encontrassem os lugares de onde saíram seus antepassados ou pessoas com os mesmos sobrenomes. “Foi um trabalho árduo, que contou também com a colaboração dos próprios intercambistas. São necessários subsídios para que seja feita a busca. Também tivemos muito apoio lá na Alemanha”, conta Arieli Bauermann, sócia da SK Idiomas e Intercâmbios, que organizou o roteiro. “Em junho do ano que vem, faremos uma nova viagem com o mesmo objetivo”, conta. Contatos: (51) 3037-5669 e (51) 99731-2152 e www.skidiomasrs.com.br.


  • FONTE: Dirce, Follmann e Helena pegaram água mineral gaseificada durante passeio
    Foto: Moacir Fritzen/Especial
  • WERLE: Delci (ao centro) conheceu Jürgen e Waltraud
    Foto: Arquivo Pessoal
  • RIO MOSEL: grupo com a cidade de Klüsserath ao fundo
    Foto: Arquivo Pessoal


Diário de Cachoeirinha
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