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Cris Manfro

Escolhas: bom humor e mau humor

"Se você é influenciado por você mesmo, com o seu sorriso ou com sua carranca, imagine o que isso causa nos outros"
24/06/2018 06:00

Cris Manfro é psicóloga clínica, terapeuta de família e casal e mediadora familiar
acmanfro@terra.com.br

Costumo dizer a meus pacientes que, quando eles não estão bem, não devem fazer escolhas e nem tomar nenhuma decisão. Hoje se sabe que pessoas infelizes são incapazes de realizar tarefas intuitivas de forma precisa. Desconfortáveis e infelizes, nós perdemos o contato com a nossa intuição. Na verdade, nosso bom humor monta um grupo com intuição, criatividade, credulidade e confiança. O mau humor monta um grupo com a tristeza, vigilância, desconfiança.

Mas vou defender um pouco o mau humor, porque ele não é de todo ruim, pois, por causa da vigilância podemos ficar mais atentos e mais analíticos em certas situações. Já no bom humor podemos nos tornar menos vigilantes e mais propensos a certos erros lógicos. Isso porque, se estamos de bom humor, entendemos que está tudo bem, que o ambiente está seguro e que não há problema em manter a guarda baixa. Você que é pai entende bem o que digo quando fala para seu filho: “quando sair da festa tenha cuidado e olhe bem para os lados, preste atenção, mantenha a sua segurança”. Entende muito bem também quem já foi traído e percebe que a traição não fazia nenhuma lógica ao seu cérebro, pois a pessoa estava confortável e segura.

Hoje se sabe que o simples fato de franzir a testa, formando uma carranca, já faz com que fiquemos inclinados a sentir as emoções que uma carranca expressa. Se você é influenciado por você mesmo, com o seu sorriso ou com sua carranca, imagine o que isso causa nos outros. Se você está sempre de mau humor, tem a tendência a perpetuar esse estado com suas próprias atitudes. Nada vai ver como positivo, como eficaz, não vai ter um olhar que não seja de negatividade, e isso influenciará negativamente as pessoas a sua volta, as suas respostas a essas pessoas e a resposta das pessoas à você. Se você vive sozinho, talvez seja melhor, antes de tudo, olhar para o seu rosto.

O sorriso, assim como sensações boas, evocam o melhor de nós e dos outros. Nem que você e os outros não percebam. É difícil acreditar, mesmo tendo consciência de que é assim que nosso cérebro funciona, buscando familiaridade, conforto e segurança, que somos mais influenciados do que podemos imaginar pelas nossas emoções e pelo humor. Por isso, quando vamos fazer uma escolha, é importante pensar mais de uma vez o que pode estar nos influenciado. Sabe-se que as propagandas de rede social são peritas em fornecer conforto e boas sensações, obrigando as pessoas a comprarem o que não precisam e até o que não querem, mas acreditam querer por estarem tristes, entediadas, ou porque a propaganda ativa áreas de boas sensações em nós. Reflita o quanto você pode estar apenas reagindo às situações sem nenhuma consciência do quanto os estímulos internos ou externos podem estar influenciando nas suas decisões.


Diário de Cachoeirinha
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