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É preciso se vacinar

H3N2: veja detalhes do vírus que causou pânico nas redes sociais

Rio Grande do Sul já tem sete casos confirmados neste ano de internações decorrentes do vírus que causou várias mortes nos Estados Unidos
25/04/2018 10:21 25/04/2018 10:29

Pequenos e diários cuidados com a saúde, como lavar bem as mãos e cobrir nariz e boca quando espirrar ou tossir, devem sim constar na lista de medidas de prevenção contra o vírus Influenza, o minúsculo agente que provoca a gripe com seus mais variados sintomas. Inclua, entre estas medidas, a vacinação, que começa nesta segunda-feira, dia 23, em todo País, com foco nos grupos de risco.

Exclua desta relação, porém, o pânico causado através de mensagens desordenadas compartilhadas pelas redes sociais nos últimos dias. Um dos alardes criados foi sobre o H3N2, um tipo de vírus Influenza que infectou mais de 47 mil pessoas nos Estados Unidos e provocou a morte de pelo menos 37 crianças, além de idosos, naquele país, segundo levantamento do Centro de Imunização e Doenças Respiratórias americano.

Em diversas mensagens de texto e de áudio espalhadas por aí, pessoas se identificam como profissionais de centros de saúde brasileiros e pedem para que os moradores tomem cuidado com a “nova e mortal” ameaça à saúde pública que “deve chegar em breve ao Brasil”.

O que ocorre na verdade é que o H3N2 já circula no País, inclusive no Rio Grande do Sul. Do início deste ano até o último dia 9, conforme a Secretaria Estadual da Saúde (SES), foram sete casos registrados no Estado, um deles na cidade de Canoas. Outros quatro ocorreram em Porto Alegre, um em Eldorado do Sul e um e São Gabriel. O Estado não registrou nenhuma morte por gripe neste ano até o dia do levantamento. Na mesma data, foram 71 casos e 12 mortes em todo Brasil.

301 casos em 2017

Vale ainda citar que o H3N2 circula há vários anos no Brasil, conforme levantamento do Centro de Controle e Prevenção de Doenças, que desde 2009 faz um trabalho de investigação detalhado da gripe. No Rio Grande do Sul, ele foi o mais frequente entre a população nos anos de 2014, 2015 e 2017. Apenas no ano passado, foram 301 casos de H3N2 no Estado e 30 mortes confirmadas. Sobre seu “poder mortal”, especialistas alertam que não há necessidade de nenhum pavor, pois trata-se de uma das variações da gripe, tão mortal quanto as demais. As medidas de prevenção são as mesmas e a vacinação não pode ser deixada de lado.

A, B e C

O vírus Influenza é causador de infecção viral aguda do sistema respiratório, de elevada transmissão e distribuição global. Uma pessoa pode contraí-lo várias vezes ao longo da vida e, em geral, tem evolução limitada, mas, em alguns casos, pode evoluir para uma forma grave. Os vírus Influenza são transmitidos facilmente por pessoas infectadas ao tossir ou espirrar.

Existem três tipos de vírus influenza: A, B e C. O tipo C causa apenas infecções respiratórias brandas, não possui impacto na saúde pública e não está relacionado com epidemias. O vírus influenza A e B são responsáveis por epidemias sazonais, sendo o vírus influenza A responsável pelas grandes pandemias.

E não confunda os números: não existe vírus H2N3, informação que também tem circulado entre grupos de mensagens. Existe, conforme mencionado, o H3N2. A vacina aplicada neste ano nas redes pública e privada protege contra esta variação do Influenza.

Dose contra a H3N2

Com a chegada do outono é comum que o vírus causador da gripe comece a circular com mais intensidade no País. Com isso, tem início também a vacinação, que neste ano protege contra três tipos de gripe: a Influenza A H3N2 – que tem causado alvoroço por conta do surto nos EUA –, a Influenza A H1N1 (a famosa “gripe suína”, que afetou 206 países e causou a morte de mais de 6.700 pessoas em 2009, segundo a Organização Mundial da Saúde) e a Influenza B.

Ao todo, são mais de 3,6 milhões de pessoas no grupo de risco no Rio Grande do Sul e que precisam da dose. “A vacina é um mecanismo gratuito e de fácil acesso à população e uma ação de saúde pública fundamental para o controle de doenças; já estamos na vigésima campanha nacional contra o vírus Influenza. No ano passado, Novo Hamburgo não registrou nenhum caso de H1N1, por exemplo, o que ocorre por conta da intensificação da vacinação.

Por que se imunizar todos os anos?

Uma das principais características do vírus Influenza é sua capacidade de sofrer pequenas mutações e causar epidemias que atingem entre 10% e 15% da população mundial todos os anos, segundo a Sociedade Brasileira de Imunizações. Assim, em um esforço internacional, são realizadas análises do perfil de circulação dos vírus em diversos países, especialmente aqueles do tipo A.

A análise de amostras e dados obtidos ao longo do inverno no Hemisfério Norte do planeta, então, servem como referência e influenciarão a composição das vacinas que circularão nos países do Hemisfério Sul. Desta forma, a vacina deste ano é bem diferente daquela aplicada em 2017. Além disso, para garantir total eficácia, a vacina precisa ser renovada a cada ano.

Calendário das crianças deve ser observado

Eduardo Cruz/GES-Especial
Lucas Sonnenberg, de 1 ano e 4 meses
O chorinho foi só por alguns minutos após a aplicação da dose, mas a segurança imunológica tem duração bem maior. A supervisora de planos de saúde Aline Duarte, 36 anos, costuma dizer ao filho Lucas Sonnenberg, de 1 ano e 4 meses, que esta é a “picadinha do bem”. “Sempre estou atenta à caderneta de vacinação, só atrasei mesmo uma vez porque ele teve febre”, contou.

Silva explica que a imunização na primeira infância, seja com a picada ou com as gotinhas, é fundamental. “Existe um período adequado para cada vacina, dois, quatro, seis meses e um ano, por exemplo, mas fora desta idade é possível procurar a rede de saúde e atualizar a caderneta de vacinação, o importante é ter o maior número de vacinas aplicadas até os cinco anos de idade porque esse grupinho é um dos mais vulneráveis”, relata. E não há nada de prejudicial para os pequenos na dose.

Segundo o Ministério da Saúde, há evidências científicas que mostram que aplicar várias vacinas ao mesmo tempo não causam reações adversas no sistema imunológico da criança. Elas são expostas a centenas de substâncias estranhas, que desencadeiam uma resposta imune todos os dias.

E ainda há vantagens: menos visitas ao posto de saúde ou hospital, o que economiza tempo e dinheiro; e uma maior probabilidade de que o calendário vacinal seja completado. Além disso, quando é possível ter uma vacinação combinada – como para sarampo, caxumba e rubéola – menos injeções são aplicadas. 

Gripado por causa da vacina?

Sem desculpas: vacina não causa gripe! “São vírus mortos que não desencadeiam doença, então não tem como a vacina provocar a gripe, o que ocorre é que as pessoas já estavam com uma sensibilidade maior ou já incubando alguma virose e casualmente associou o tempo de vacinação a ter adoecido. Estatisticamente, teremos apenas 0,5% ou 1% das pessoas que vão apresentar reações adversas, mas todas conseguem responder espontaneamente a estes eventos, se recuperam e não ficam com sequelas”, lembra o enfermeiro.

Silva ainda cita que há várias composições para uma vacina. “Temos vacinas feitas por vírus inativados, como o da Influenza, e temos vacinas de vírus atenuados, como o da febre amarela. Existem ainda vacinas produzidas a partir de bactérias mortas (Meningo C) ou atenuadas (BCG) e cada uma age contra determinado vírus ou bactéria”, detalha.

Campanha no País

Prazo: 23 de abril a 1º de junho

Grupo prioritário: 

Pessoas com 60 anos ou mais de idade;
Crianças entre 6 meses a menores de 5 anos de idade;
Gestantes;
Puérperas (até 45 dias após o parto);
Trabalhadores da saúde;
Povos indígenas;
Grupos portadores de doenças crônicas não transmissíveis e outras condições clínicas especiais;
Adolescentes e jovens de 12 a 21 anos de idade sob medidas socioeducativas;
População privada de liberdade e funcionários do sistema prisional;
Professores das escolas públicas e privadas.

Não devem tomar a vacina: *Pessoas com histórico de reação anafilática; * Pessoas com alergia severa a ovo ou a qualquer componente da vacina.

A vacina não é recomendada: *Para pessoas com febre, o melhor é aguardar a melhora; *Para pessoas com histórico de Síndrome de Guillain-Barré, é preciso orientação médica antes da aplicação da dose.


Diário de Cachoeirinha
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