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Saúde passa pela cozinha

Médico e quiropraxista ensinam técnicas para 'superviver'

Com práticas conscientes, profissionais aliam alimentação ao tratamento clínico
10/04/2018 09:58 10/04/2018 10:00

Tem quem faça aquela dieta da moda para perder uns quilinhos e “caber” no vestido para aquela festa, o que inclui cortar alimentos da rotina. E tem quem prefira se encher de remédios na espera de uma cura mais rápida, mas se esquece de comer bem durante a recuperação. Em ambos os casos, a opção é sempre por uma solução ágil, mas que na maioria das vezes custa o preço da própria saúde.

Investindo em técnicas integradas e em uma linha natural, o clínico geral Carlos Braghini e a quiropraxista Daniela Nunes se uniram no desenvolvimento de procedimentos, em Novo Hamburgo, que definem como “práticas conscientes para superviver”. Para eles, o equilíbrio, que começa com a alimentação, é a chave para corpo e mente saudáveis. Para tanto, segundo eles, os profissionais da saúde precisam entender o desenrolar da história de seus pacientes e construir com eles as melhores soluções.

“O caminho para a saúde não é linear. Às vezes, as pessoas acham que basta fazer uma única coisa, como comer isto ou tomar aquela vitamina, uma simplificação que não condiz com a realidade. A saúde é uma construção, ela vem de práticas ao longo da vida. Em momentos de crise, como um acidente ou uma guerra, é preciso sobreviver. Mas fora disso não basta só viver. Superviver é mais ligado a viver com o máximo de qualidade e menor gasto de energia possível. Aí está o caminho da longevidade, viver sem sobrecargas no corpo”, destaca Braghini.

Para alcançar o melhor resultado desta equação, o primeiro passo é a reeducação alimentar. “Não consigo alterar minha genética e muitas vezes nem o local onde moro ou o meu trabalho, mas posso escolher o que comer. É um grande modulador metabólico e onde posso atuar com mais prontidão”, ressalta.

Mais ações

O segundo passo, conforme o médico, é entender como o seu corpo, em particular, funciona. “É preciso verificar o que pode ser um reflexo genético daquilo que adquiri dos meus pais, que tipo de vias metabólicas tenho mais ativadas, como cada alimento impacta na minha saúde. A partir daí, verificar como está meu status de saúde atual, por exemplo, como está meu equilíbrio hormonal, e a partir daí definir o que devo ou não fazer em relação à minha saúde”, diz.

Os aliados na reeducação alimentar

Mastigar corretamente, respeitar os horários e conhecer os alimentos são princípios essenciais para se ter bons hábitos alimentares. Para evitar a compulsão, o recomendado é se alimentar de três em três horas ou de acordo com o combinado na orientação feita por um nutricionista.

É importante ainda não beber líquidos durante a refeição; deixe a bebida para uma hora ou quarenta minutos antes ou depois.

Os alimentos funcionais ajudam nesse novo processo, ou seja, a dica é ingerir aqueles que têm benefícios já estudados e comprovados. Há alimentos que vão diminuir a ansiedade, outros com fontes de fibras muito importantes para a saciedade, além das vitaminas, os minerais e todas as fontes de nutrientes.

Confira dicas do Ministério da Saúde de alimentos funcionais: gorduras benéficas, como azeite extra-virgem, abacate e outras frutas oleaginosas; verduras ricas em fibras para diminuir o colesterol, a glicemia e aumentar a saciedade, como a alface; as frutas, fonte de vitaminas; e fitoquímicos como morango e alho, que auxiliam o sistema imunológico.

Quiropraxia e medicina juntas

A busca pelo equilíbrio através das práticas conscientes propostas por Carlos e Daniela envolve ainda técnicas terapêuticas. “A Quiropraxia também tem uma filosofia que busca ver o ser humano como um todo, não é só a coluna. Ali está o sistema nervoso central e onde acredito que exista a capacidade de inteligência inata, que é a capacidade do ser humano se curar. Quando a gente mexe na coluna está dando um estímulo para que a saúde que está ali retorne. Então nossa visão é de que todo mundo tem essa força dentro de si e só damos aquele ‘empurrãozinho’”, explica Daniela.

A profissional ainda utiliza a Terapia Craniossacral, que trabalha de forma mais sutil que a Quiropraxia, técnicas da Osteopatia - que acredita no apoio à cura produzida pelo próprio organismo. “Os toques e os estímulos são muito sutis e buscam reequilibrar o fluxo do liquor, que é o líquido que alimenta o cérebro e o sistema nervoso central. Muitas vezes aí é possível acessar a parte emocional do paciente, o que traz uma melhora geral”, conta.

Do consultório para a cozinha

A partir da necessidade de levar aos pacientes dicas importantes para auxiliar a mudança de hábitos alimentares, especialmente na terceira idade, o médico e a quiropraxista desenvolveram o projeto Saúde na Cozinha. Pacientes são convidados a participar de uma aula de culinária, na cozinha do apartamento do casal, para mostrar combinações ideais e principalmente saudáveis.

“A alimentação é um instrumento terapêutico. Antigamente se perguntava ao médico o quê comer, o que hoje fica a cargo do nutricionista, mas a questão alimentar não pode ficar na periferia do atendimento no consultório médico e privilegiar somente a medicação. Nessa leitura que fazemos de nossa visão da alimentação, ensinamos como preparar, o porquê de consumir aquele alimento, todo o incentivo para que a pessoa siga numa direção de mudança de hábitos. É um trabalho complementar à consulta”, informa o médico.

O projeto dupla também foi gravado para se tornar uma série de TV. Para a construção do modelo ideal de alimentação, os hábitos e o histórico familiar, entre outras influências, são respeitados, porém a mudança é sempre necessária. Para tanto, o trabalho médico começa pela percepção de como cada um se alimenta, como se tornar consciente sobre aquilo que é ingerido e verificar aquilo que cada organismo realmente precisa, com diversos exames médicos previamente realizados.

“É preciso ficar atento para não simplificar e se tornar aquela pessoa que todo dia come as mesmas coisas naquele mesmo horário. É muito comum perguntar ao paciente se ele come salada e responder: ‘sim, batata’. Poxa, há centenas de verduras e legumes diferentes. A reeducação está aí para rever estas questões e ampliar o leque, ser mais criativo na questão, buscar alimentos que não são comuns e ampliar o repertório alimentar.”


Diário de Cachoeirinha
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