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Salvamento

Os padrinhos do Arthur usam farda; batizado ocorrerá neste domingo

Policiais militares salvaram bebê de afogamento e se tornarão padrinhos da criança neste domingo
13/04/2018 18:05 14/04/2018 16:48


Arquivo pessoal
Primeira visita dos padrinhos Pinheiro e Gonzalez
Ele é pequenino, mas terá para a vida toda, dois anjos da guarda para lhe apoiar. Na noite deste domingo, Arthur Bernardo Nolasco Lima, de menos de um mês de vida, será apresentado na Igreja Evangélica Pentecostal Família Projeto de Deus e ganhará dois dindos muito especiais: o sargento Gilberto Gonzalez e o soldado Gledson Pinheiro, da Brigada Militar. Os dois são responsáveis pelo menino estar vivo. Isto porque, no último dia 31 de março, o salvaram de um afogamento.

O que aconteceu?

É com emoção com o sargento Gonzalez lembra daquele dia. Ele estava de serviço, visitando o posto da BM na Morada do Vale I, quando ouviu uma mulher desesperada no portão. “Era no meio da tarde e estava chovendo. Vi que ela segurava um bebê no colo e logo abri o portão. Ela gritava, salva o meu filho, salva o meu filho.”

Ele lembra que a criança já estava ficando roxa e notou que não respirava. “Virei ele de barriga para baixo, fiz as manobras de que tenho treinamento, já que fui salva-vidas por 16 anos, mas não tive sucesso. Foi quando falei para o Pinheiro que precisávamos ir para o hospital.”

Na viatura, em menos de sete minutos, os dois estavam com a mãe e o bebê no Hospital Padre Jeremias, em Cachoeirinha. “No carro, continuei fazendo o que tinha de ser feito: sugando a boca e o nariz e fazendo massagem. No meio do trajeto, enfim, consegui sugar. Veio tudo. O leite me lavou o rosto e ele chorou. Só ali senti que tudo poderia ficar bem”, lembra.

"Tentei desafogá-lo", conta mãe

Ana Paula Nolasco, 30 anos, lembra bem daquele dia. Arthur, então com 13 dias, havia mamado. “Ele deu um arrotinho pequeno e um soluço. O coloquei no peito do seu pai (Josué Lima), mas notei que estava quente. Foi então que decidi o colocar no carrinho. Ele vomitou um pouquinho e senti que não conseguia respirar.”

A mãe lembra ainda que ela e o marido tentaram desafogá-lo, mas não obtiveram sucesso. “Tentei ligar para o Samu, mas o desespero era tanto, que nem ouvi se chamou. Foi então que lembrei da Brigada e corri até o postinho.”

Josué, que é auxiliar de serviços aeroportuários, comenta que possui curso de primeiros socorros, mas que na hora, ao ver o filho naquele estado, não conseguiu reagir. “Tentei me manter o mais calmo possível para fazer o que tinha que ser feito, mas como se diz minhas placas colaram e eu não consegui reanimá-lo.”

Socorro

Se não fosse de viatura, provavelmente o socorro para Arthur teria demorado muito mais. “O pai do menino, com o carro particular, chegou muito depois de nós. Se não fosse na viatura, não teríamos conseguido, quem sabe, chegar em tempo ao hospital”, lembra o sargento.

A mãe comenta que a médica que atendeu a criança enfatizou que foi o esforço do policial ao dar os primeiros socorros que salvou Arthur. “Ela me disse, se não fossem eles, teu filho não estaria aqui. Mesmo não sendo mãe de primeira viagem, eu estava desesperada e pensei que ele fosse morrer nos meus braços.”

Convite especial

Fernando Lopes/GES-Especial
Arthur com o dindo Gonzalez, os pais e a irmã Joana
No momento em que Josué viu que seu filho estava a salvo, logo lhe veio na cabeça que ele ainda não sabia quem escolher para padrinho do pequeno e a vontade de chamar os dois policiais militares, surgiu na hora. “Eles são os anjos do Arthur. Não tem melhores padrinhos do que eles.”

Gonzalez e Pinheiro ficaram com o contato da família e foi em uma das ligações para saber se o pequeno estava melhor, que foram convidados para padrinhos. Eles, com suas esposas, e mais três casais de amigos da família o irão apresentar à comunidade na igreja. “Foi Deus que colocou eles no nosso caminho aquele dia, para salvar o Arthur. Somos muito gratos por tudo”, revela.


Diário de Cachoeirinha
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