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Roteiro

Viagem literária pelo Brasil

Nos 80 anos de Vidas Secas, roteiro por cidades e lugares do País que são tema de livros de autores nacionais
22/04/2018 18:21 22/04/2018 18:56

Custódio Coimbra/Custódio Coimbra
Novas Vidas Secas. Olhar atual sobre a obra de Graciliano Ramos.
Neste “mundo mundo, vasto mundo” da literatura brasileira, foram muitos os escritores e poetas que cantaram as belezas do País em verso e prosa. O sertão de Ariano Suassuna e Guimarães Rosa; o interior de São Paulo de Monteiro Lobato; o Rio de Machado de Assis; o Pantanal de Manoel de Barros; a Bahia de Jorge Amado; e tantos outros, que seria possível organizar um roteiro turístico de Norte a Sul somente com base nos escritos dos craques das letras. Seria, não: é possível partir da Manaus de Milton Hatoum e chegar a
Bagé de Luis Fernando Verissimo, passando pela Cidade de Goiás de Cora Coralina, o Recife de Clarice Lispector, as Minas Gerais de Carlos Drummond de Andrade.

Entre outros passeios desse turismo literário, fica o convite para você, leitor, embarcar nessa viagem por textos que instigam o turista a fazer as malas e partir para lugares descritos por alguns de nossos autores, como a caatinga de Graciliano Ramos, cujo Vidas Secas está completando 80 anos em 2018.


Vem aí o Trem Graciliano Ramos
A primeira página de Vidas Secas, de Graciliano Ramos (1882-1953), obra que completa 80 anos em 2018, é, provavelmente, uma das mais conhecidas da literatura nacional e ajudou a criar a imagem de sertão que muitos brasileiros carregam. Hoje, as prefeituras das duas cidades trabalham no projeto Trem Graciliano Ramos, que circulará pela região que inspirou o autor de outras obras-primas, como Memórias do Cárcere e São Bernardo.


A terra de Gabriela
Quem leu Terras do Sem Fim ou Gabriela, Cravo e Canela e chega a Ilhéus, tem a impressão de que conhece a cidade como a palma da mão. Os livros do escritor baiano Jorge Amado (1912-2001), que nasceu em Itabuna e morreu em Salvador, são repletos de referências à cultura e às paisagens da Bahia, em especial da região de produção de cacau, muito próspera nas primeiras décadas do século 20. Mas, a Ilhéus do século 21 mantém muitas fazendas do fruto e casarões antigos no Centro.


Sagarana em julho
Reviver a obra de Guimarães Rosa (1908-1967) não significa só reler seus livros. Pode ser sinônimo de atravessar territórios pelos quais seus personagens circularam, como propõe o projeto ecológico-literário “O caminho do sertão - De Sagarana ao Grande Sertão: Veredas. A jornada, de 178 quilômetros a pé, por sete dias, em julho, pelo cerrado sertanejo de Minas, passa, entre outros pontos, pela Estação Ecológica Sagarana (município de Arinos); por comunidades quilombolas e pelo Parque Nacional Grande Sertão Veredas. Só a visita a Sagarana, a 700km de Belo Horizonte e 240kms de Brasília, já vale a viagem.


Drummond em Itabira
As montanhas de Minas Gerais sempre estiveram no horizonte de Carlos Drummond de Andrade (1902-1987). Nascido em Itabira, o poeta e contista é o orgulho de sua cidade, que faz parte do roteiro Entre Ruralidades, do Circuito do Ouro. O Centro Histórico conta com um rico acervo arquitetônico dos séculos 18 e 19. O Memorial Carlos Drummond de Andrade, projetado por Oscar Niemeyer, é outra atração.


Carnaval com Clarice
Nascida na Ucrânia, Clarice Lispector (1920-1977) costumava dizer que era naturalizada brasileira de Pernambuco. Recife, onde morou dos 2 aos 14 anos, marcou a escritora com suas paisagens, personagens e festas, como o carnaval que, já no início dos anos 1920, atraía visitantes de outras regiões do Estado. Hoje, é um dos maiores do Brasil.


Verissimo e Bagé
O gaúcho Luis Fernando Verissimo (1936) tem mais de 60 livros publicados, com crônicas, contos, novelas e romances. Entre eles, O Analista de Bagé, que consagrou o divertido personagem e botou a cidade no mapa literário do País. Bagé, na região dos pampas, é uma das 176 cidades históricas reconhecidas no Brasil. Uma vez por ano, sedia a Festa Internacional do Churrasco, considerada a maior do gênero no Mercosul, que começou no dia 20. O Museu Dom Diogo de Souza guarda relíquias da Revolução Farroupilha, um dos orgulhos dos conterrâneos do analista. Também é possível visitar a cidade cenográfica de Santa Fé, usada como cenário para o filme O Tempo e o Vento, inspirado na obra-prima de Erico Verissimo, pai de Luis Fernando.


O rio de João Cabral
As paisagens do Estado de Pernambuco e, em especial, de Recife, marcam a obra do poeta e diplomata João Cabral de Mello Neto (1920-1999). O autor de Morte e Vida Severina e Cão Sem Plumas, entre outras obras, tinha um especial encanto pelo Rio Capibaribe, um dos símbolos da capital pernambucana, a quem dedicou o poema Paisagem do Capibaribe.


Poeta do Pantanal
Só mesmo um poeta para tornar ainda mais bonito o que a natureza já fez majestoso. Mas quem lê os poemas de Manoel de Barros (1916-2014), publicados em mais de 30 livros, tem vontade de arrumar as malas e partir imediatamente para o Pantanal. Corumbá, por exemplo, citada no Auto-retrato Falado, é uma das portas de entrada da região.


Machado e o Rio
A Candelária, a Rua do Ouvidor, o Passeio Público, a Cinelândia... A obra de Machado de Assis (1839-1908) passeia pelo Rio de Janeiro, retratando lugares que ainda hoje podem ser visitados. Um dos fundadores da Academia Brasileira de Letras (ABL), autor de Dom Casmurro e Memórias Póstumas de Brás Cubas, descreveu a Ladeira da Misericórdia, a rua mais antiga da cidade, aberta em 1567. 


Vale e sítio de Lobato
Nascido e criado na região do Vale do Paraíba, São Paulo, Monteiro Lobato (1882-1848) fez da terra natal um dos cenários mais constantes de sua obra. O povoado onde nasceu é hoje o município de Monteiro Lobato, vizinho a Taubaté. O roteiro por lá não fica completo sem a ida ao Sítio do Pica-pau Amarelo, em Taubaté, com direito a tirar foto com Emília & cia.




Diário de Cachoeirinha
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